Archive for July, 2008

Jul
29
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontou que o País contabiliza um prejuízo anual de R$ 1 bilhão, provocado por 50 milhões de descargas elétricas (raios), causando danos principalmente para o setor elétrico. Segundo o engenheiro eletricista Victor Bitencourt, do Centro de Operações do Sistema da Celg, Goiás também sofre com perdas que chegam a R$ 1,5 milhão anualmente, sendo R$ 700 mil com a área comercial e o restante com problemas técnicos, em virtude dos reparos em linhas de transmissão e subestação.

O número é considerado alto, especialmente porque entre 60 e 70% das ocorrências de queda de energia, no período chuvoso, são ocasionadas por raios. O dado é computado por causa do monitoramento das descargas atmosféricas em tempo real. Segundo Bitencourt, o sudoeste goiano é a região que mais sofre com descargas elétricas, que são propiciadas pela proximidade das frentes frias que vêm do Estado do Mato Grosso do Sul. Os destaques são Jataí, Mineiros e Rio Verde. “No período de chuvas, somente em um dia, a cidade de Jataí recebeu mais de duas mil descargas, ocasionando sérios prejuízos para a população e para a Celg”, informou o engenheiro eletricista.

Segundo ele, entre os dias 16 de março e 15 de abril deste ano, Goiás recebeu mais de 40 mil descargas elétricas, sendo 300 somente na Capital. “Um raio pode cair, sim, duas vezes no mesmo lugar. Por isso, em caso de tempestade, o melhor é ficar dentro de casa. Se estiver em um descampado, proteja-se dentro do carro, mas nunca debaixo de uma árvore”, orientou Bitencourt.

O INPE foi a primeira instituição no mundo a relacionar o calor com o aumento da incidência de raios. Daí justificar o fato de a Grande Goiânia ser alvo de constantes descargas elétricas, conforme informou o engenheiro da Celg. “O número de raios vem aumentando em virtude do aquecimento global, do efeito estufa, da poluição dos grandes centros”, enumerou. Ele estima que Goiás receba aproximadamente dois milhões de descargas elétricas por ano.

Além dos prejuízos materiais aos consumidores de energia e às concessionárias que fornecem o benefício, os raios causam anualmente cerca de cem mortes, em todo o País. Em Goiânia, o caso mais recente ocorreu em dezembro de 2007, quando Wagner Caetano de Almeida, de 18 anos, Arli Lopes Ananias, 24, e Daniel Rosa Rezende, 22, foram atingidos por um raio. Eles praticavam exercícios debaixo de forte tempestade, em uma praça do Setor Parque Amazônia. Os dois primeiros morreram de parada cardíaca e Daniel sofreu alguns ferimentos.

Em março deste ano mais um susto, desta vez sem vítima fatal. Enquanto jogava uma partida pelo Campeonato Goiano, defendendo o Novo Horizonte contra o Atlético, o então meio-campista Gilvan Pereira, 34, foi atingido por uma descarga elétrica. “O campo estava muito alagado e mesmo o estádio contando com pára-raios, o acidente foi inevitável”, disse o ex-jogador. Alguns colegas sentiram um leve choque, mas Pereira foi quem recebeu maior descarga. Ele chegou a desmaiar, mas se recuperou. Jornal Hoje.



Jul
29
Filed Under (Legislação Ambiental) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Como forma de tornar mais rigoroso e ágil o processo de punição de crimes ambientais, o governo federal reduziu as instâncias para recursos e deu poderes ao Ibama para definir o destino dos produtos apreendidos sem necessidade de autorização judicial.

As medidas foram anunciadas no dia 22 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais (9605/08) e de inauguração do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), na sede da Floresta Nacional de Brasília.O novo decreto revoga o anterior (3.179/99) e acrescenta institutos e novos instrumentos para dar maior agilidade e eficiência para a administração pública na aplicação das normas de proteção ao meio ambiente. Um exemplo é a cobrança de multa para aqueles que deixarem de averbar a reserva legal de suas propriedades ou aos que deixarem de dar destinação adequada a produtos tóxicos. No decreto anterior essas exigências existiam, mas não havia cobrança de multa em caso de descumprimento.

Outro ponto importante é a redução de quatro para duas instâncias de recursos de multas, o que deverá diminuir em até dez vezes a tramitação dos processos, ou seja, eles passarão a correr numa média de quatro meses.”As medidas demonstram o grau de maturidade de nossas políticas ambientais, em especial no combate ao desmatamento, e se somam a uma sólida base de defesa dos nossos patrimônios naturais que a nação brasileira vem construindo há muito tempo”, afirmou o presidente Lula.As mudanças propostas na nova regulamentação resultam do acúmulo de experiências na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e da mudança estrutural do Ministério do Meio Ambiente e suas vinculadas, incorporando o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.Segurança - Durante a solenidade, o presidente Lula assinou também decreto que institui o Programa de Segurança Ambiental, o Corpo de Guarda-Parques e a Guarda Ambiental Nacional, que serão implementados por meio de parceria entre o governo federal e os governos estaduais. A guarda nacional será composta por integrantes da polícia federal, dos órgãos de segurança pública e de meio ambiente dos estados e será empregada para proteção e apoio de atividades do Ibama e do Instituto Chico Mendes, todos coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente.

Já o serviço de guarda-parques será formado por membros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e seus Batalhões Florestais e Ambientais, segundo convênio estabelecido com os estados, para atuar na prevenção, fiscalização e combate a incêndios florestais nas unidades de conservação, entre outras atribuições.Centro de triagem - Inaugurado durante a solenidade, o Centro de Triagem de Animais Silvestres da Floresta Nacional de Brasília é o primeiro do Distrito Federal e terá capacidade para receber cerca de 800 animais entre pássaros, mamíferos, répteis e primatas, geralmente apreendidos em operações do Ibama contra o tráfico de animais silvestres. Os recursos para a construção do Cetas são fruto de compensação ambiental da Infraero quando da construção da terceira pista do aeroporto Juscelino Kubstcheck.Ibama reduz em mais de 50% prazo para concessão de licença ambiental

Um pacote de medidas, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), agilizará a concessão do licenciamento ambiental pelo Ibama. A expectativa é que as novas ações irão reduzir para até 13 meses o prazo de concessão das licenças para os empreendimentos. Atualmente, ele varia entre 21 e 37 meses. “É possível ser mais ágil e mais rigoroso”, defende o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Segundo ele, as ações vão simplificar, agilizar e ordenar o processo de licenciamento reduzindo os focos de tensão com o segmento empresarial e mantendo o princípio do licenciamento ambiental como instrumento para garantir a qualidade de vida.Todas as propostas foram sugeridas por um grupo de trabalho formado para fazer um diagnóstico da situação dos licenciamentos ambientais que apontou como alguns dos gargalos do processo a falta de clareza de procedimentos e de definição de prazos, além da capacitação de pessoal e reduzido quadro de funcionários.

Outro ponto foi a baixa qualidade dos estudos apresentados pelos empreendedores, além do atraso na entrega de documentos e no atendimento a condicionantes impostas pelo órgão ambiental.

Para corrigir essas distorções, uma das medidas anunciadas foi a criação do portal de Licenciamento Ambiental (SisLic) que disponibilizará todas as informações sobre o licenciamento no site do Ibama, dando transparência e agilidade ao processo. A entrada de informações para o licenciamento ambiental federal terá protocolo único, com um intercâmbio eletrônico de comunicações, desburocratizando a tramitação dos processos entre os órgãos do MMA. Também serão criados núcleos de licenciamento ambiental nas superintendências estaduais do Ibama, para desconcentrar as atividades e facilitar o acompanhamento e a vistoria dos empreendimentos. O ministro afirmou, ainda, que até o final do ano será realizado concurso público com 400 vagas, sendo 175 para o ICMBio e 225 para o Ibama. O Serrano.



A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PT-AC) participou nesta segunda-feira de encontro em São Paulo com representantes da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do movimento Amazônia para Sempre para discutir ações que possam evitar o desmatamento da floresta amazônica.

A reunião, que aconteceu na sede da federação, teve a presença dos atores globais Victor Fasano e Christiane Torloni, idealizadores do movimento. Dizendo-se ativistas da causa ambiental, os atores demonstraram à ex-ministra seu engajamento e a vontade de realizar algo concreto pela floresta.

“Marina é nossa musa inspiradora do Amazônia para Sempre”, disse Torloni. O movimento já conseguiu mais de 1 milhão de assinaturas contrárias ao desmatamento da Amazônia e tenta, por meio de encontros e ações como o encontro com Marina, angariar mais adeptos à causa.

De volta ao senado, Marina comparou seu papel dentro e fora do ministério e avalia como positiva sua saída. “Fora do governo posso estar aqui conversando com outros agentes para que a gente saia da agenda de comando e controle e vá para a agenda mais importante e estratégica, que é o desenvolvimento sustentável.”

A senadora, que saiu do governo dizendo-se impedida de levar adiante suas políticas dentro do ministério, disse acreditar que o atual ministro, Carlos Minc, tem conseguido a substituir bem. “Trocamos seis por uma dúzia, antes era só eu, agora sou eu e o Minc”, afirmou Marina.

Segundo o ex-embaixador Sérgio Amaral, coordenador de conselhos da Fiesp, o encontro não teve como objetivo tratar de ações concretos, mas sim debater algumas idéias e objetivos, “Viemos realizar um ‘brainstorm’ sobre como podemos realizar ações conjuntas.”

Para Marina, o convite foi para participar de uma “chuva de idéias”. “Essa foi a primeira chuva”, disse. Folha Online.



Jul
29
Filed Under (Danos e crimes ambientais) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

BRASÍLIA - ”Os dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram uma diminuição de 20% no índice de desmatamento da Amazônia” no mês de junho, afirmou a Assessoria de Comunicação do Ministério do Meio Ambiente, em nota na qual anuncia para esta terça-feira, às 15 horas, uma entrevista coletiva em que o ministro Carlos Minc comentará o assunto.

Os dados relativos ao desmate são captados para o Inpe, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter).

De acordo com o Inpe, o desmatamento na Amazônia em maio somou 1.096 quilômetros quadrados, o que significou uma redução de 2,4% em relação ao que foi registrado em abril, quando a floresta perdeu 1.123 quilômetros quadrados.

O Inpe divulgou os dados de maio no dia 15 de julho, com mais de duas semanas de atraso. Na ocasião, noticiou-se que os números do Inpe tinham sido retidos pelo Casa Civil. Estadao.



Jul
29
Filed Under (Danos e crimes ambientais) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

A nublosa cidade de Pequim pode tirar mais carros das ruas, fechar mais fábricas, mas a questão da qualidade do ar vai mais além. Há questões climatéricas que podem causar problemas aos atletas que vão participar nos Jogos Olímpicos, a partir do próximop dia 8.

O ar puro é uma mistura de nitrogénio (78%), oxigénio (21%), vapor de água e pequenas quantidade de gases inertes como néon, dióxido de carbono e hélio. Os poluentes, substâncias que não ocorrem naturalmente na atmosfera, afectam esse equilíbrio.

Os maiores poluentes incluem partículas de matéria (PM10), dióxido sulfúrico (SO2), dióxido de nitrogénio (NO2), ozono (O3), compostos orgânicos voláteis e monóxido de carbono (CO).

Tipos de poluição em Pequim

Partículas de matéria são a maior fonte de poluição em Pequim. Trata-se de uma mistura de pó, terra, fuligem, fumo e várias gotículas de combustível deixadas pelos automóveis, fábricas, caldeiras a carvão e estaleiros de construção.

Enquanto as concentrações de SO2, CO e NO2 diminuíram entre 2000 e 2006, a concentração de PM10 não, diz um relatório das Nações Unidas.

Os cerca de 3,3 milhões de carros que circulam diariamente em Pequim injectam cerca de 80% do monóxido de carbono da atmosfera de Pequim, segundo as Nações Unidas.

Questões climatéricas

Peritos dizem que a neblina que cobre Pequim é dificultada pelo tempo e pelas condições atmosféricas, que influenciam a forma como os poluentes são transportados, como facilmente se combinam em novos compostos e como são dispersados no ar.

O vento, por exemplo, traz a nuvem de poluição, mas também pode levá-la para longe. Em dias nublados, quentes e húmidos, o dióxido sulfúrico pode ser mais facilmente convertido em partículas. Apesar disso, em dias quentes, a poluição derivada do ozono ainda é a pior.

Poluição de Verão

Os verões quentes e soalheiros de Pequim são ideais para a formação de ozono ao nível do chão, como resultado da reacção ao calor e à luz solar do óxido de nitrogénio e compostos orgânicos voláteis.

Pequim  é frequentemente atingida por tempestades de areia, trazidas pelos ventos fortes e frios da Sibéria. Essa é uma das razões apontadas para a concentração de poeiras na cidade.

Problemas geográficos

Pequim está rodeada por montanhas que impedem os poluentes de dispersar e contribuem para que o nevoeiro assente sobre a cidade.

Os ventos também levam para Pequim os poluentes de cidades nos arredores de Pequim. A poluição derivada do uso doméstico do carvão e das centrais termoeléctricas alimentada a carvão, de Shanxi, da Mongólia Interior e de Hebei que fornecem electricidade à capital contribuem para a neblina permanente e que a tantos esforços governamentais obriga. JN Sapo.



Pequim, 28 jul (EFE).- A organização dos Jogos Olímpicos de Pequim apresentou hoje à imprensa o parque que servirá de local de descanso para atletas durante a competição, em agosto.

Com 680 hectares, o Parque Olímpico tem quase o dobro do tamanho do Central Park de Nova York e conta com muitas árvores, além de lagos, fontes e jardins - tudo organizado segundo a doutrina do “feng shui”.

O ambiente é muito diferente do que se vê no restante da capital chinesa, cuja poluição foi motivo de preocupação para atletas que disputarão provas ao ar livre. Entre as várias medidas para amenizar o problema, está a limitação da circulação de automóveis durante os Jogos.

O local fica perto da Vila Olímpica e a apenas 15 minutos do Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro. Entretanto, o parque só será aberto a atletas, jornalistas credenciados e espectadores que pagarem ingresso.



Jul
29
Filed Under (Danos e crimes ambientais) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

São muitos carros e muita fumaça. Os índices de poluição divulgados na semana passada deixaram os moradores preocupados. O problema é antigo e, há muito tempo, enlouquece as donas de casa: a sujeira invade as casas, cobre os móveis e, pior, causa várias doenças.

O Rio, além de ser um dos maiores pólos industriais do Brasil, também sofre com a poluição que vem dos veículos, da grande frota de carros do Rio. Além dos moradores, os comerciantes também cansaram de ter que limpar as vitrines. Eles sofrem principalmente com as lojas que ficam abertas. É o caso da loja em que a Mônica trabalha.

“O transtorno é que limpamos a vitrine duas vezes por dia, porque a poluição suja a roupa. Temos que limpar toda hora, porque é um transtorno um cliente pegar uma peça de roupa e ela estar empoeirada”, conta a comerciante.

Os moradores procuram alternativas para enfrentar a poluição. Pelo menos duas vezes por dia, a cena se repete: limpar os móveis e passar pano úmido no chão virou rotina para Liliane Câmara. Há nove anos, ela e a família se mudaram para Bonsucesso e, desde então, começaram a tosse e os problemas respiratórios por causa da poluição do ar.

“Foi a recomendação médica que eu tive para poder deixar a casa bem arejada, abrindo tudo e passando pano úmido nos móveis para poder tirar o pó, para poder ver se ameniza”, conta ela.

As filhas são as que mais sofrem. Liliane mostra as receitas e tratamentos que fazem parte da rotina das meninas. Por isso, em época de férias, as duas aproveitam para passar uma temporada fora de casa. “Já vai fazer dois meses que venho fazendo um tratamento com uma delas e não passa”, reclama a dona de casa.

Segundo a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), hoje na capital existem apenas três estações de monitoramento do ar. Um estudo da própria FEEMA mostra que Bonsucesso é o bairro que concentra o maior índice de poluição da cidade.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente estabelece um índice padrão de qualidade do ar, que é de 50 microgramas de poluentes por metro cúbico de ar. No estudo da Feema, Bonsucesso está com o índice 80% acima do tolerável: chega a quase 90 microgramas por metro cúbico de ar.

Os principais fatores que contribuem para o avanço da poluição no bairro são o grande fluxo de veículos na Avenida Brasil e a falta de áreas verdes na região. “Não moro em Bonsucesso, mas com certeza falta muita área verde aqui”, diz uma carioca.

Seu Nona Gradim é dono de um quiosque de flores na Praça das Nações. Mesmo convivendo com o verde, sofre com a poluição. “Dá ardência nas vistas, muito grande. Às vezes tenho problema na garganta, é muita poeira. Com as plantas aqui, eu estou cooperando para diminuir a poluição”, acredita. RJTV,



Jul
29
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PEQUIM (Reuters) - A cidade de Pequim está pronta para ampliar um programa já drástico de combate à poluição tirando mais veículos das ruas e fechando um número ainda maior de fábricas se a qualidade do ar continuar a ser um problema durante os Jogos Olímpicos, afirmaram na segunda-feira meios de comunicação oficiais.

Autoridades municipais cortaram o número de carros nas ruas e inauguraram novas linhas de metrô na semana passada, além de terem paralisado algumas construções e suspendido as atividades de algumas fábricas, em um esforço derradeiro para conter a poluição atmosférica antes do início das Olimpíadas, no dia 8 de agosto.

Mas a cidade continua vivendo debaixo de um céu cinzento e de condições climáticas desfavoráveis à dispersão dos poluentes, alimentando temores de que o calor e a umidade comuns para Pequim em agosto acabem prejudicando o evento esportivo.

“Um número maior de veículos pode deixar de circular e todos os canteiros de obra e algumas fábricas a mais podem ficar paralisados em Pequim e nas regiões próximas caso a qualidade do ar na capital piore durante os Jogos”, afirmou o jornal China Daily.

As autoridades podem anunciar as “medidas especiais” dentro em breve, disse a publicação oficial.

O problema crônico de poluição, que causa doenças respiratórias, vem sendo uma das maiores preocupações dos organizadores dos Jogos, que precisaram responder a críticas da comunidade internacional em vista da qualidade do ar.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que pode mudar a data de algumas competições de resistência a fim de proteger os atletas da poluição.

Há quatro dias Pequim não registra um “dia de céu azul”, quando a poluição atmosférica fica dentro do padrão chinês de “boa qualidade do ar”.

Na segunda-feira, uma autoridade do Escritório de Proteção Ambiental de Pequim confirmou que estavam sendo estudados planos para adotar medidas suplementares, mas não quis fornecer maiores detalhes.

“As medidas serão adotadas se a qualidade do ar ficar abaixo dos padrões prometidos”, disse por telefone, à Reuters, a autoridade, que não forneceu seu nome completo.

Atualmente, os carros só podem circular em Pequim dia sim dia não (a frota divide-se entre os que têm placa com final par ou ímpar) e vários veículos oficiais foram tirados de circulação. Táxis, ônibus e veículos usados para os Jogos não precisam obedecer às restrições.

Fábricas altamente poluentes, como as de aço, tiveram suas atividades paralisadas na região de Pequim para combater a poluição.



Jul
29
Filed Under (Danos e crimes ambientais) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

BRISBANE (Reuters) - Atletas australianos terão permissão para se retirar dos Jogos Olímpicos de Pequim se a poluição for uma ameaça para sua saúde e segurança, disse o Comitê Olímpico Australiano (AOC) na segunda-feira.

O vice-presidente do AOC Peter Montgomery disse que os atletas têm a liberdade de deixar eventos dos Jogos caso os níveis de poluição continuarem altos, mas ele duvida que alguém se retire.

“Para nós, a atitude do atleta para o evento é superior”, disse Montgomery a jornalistas.

“Se eles não quiserem competir, tudo bem. Eles não terão pressão alguma para competir caso se sintam incomodados ou não queiram competir.”

“Será extremamente improvável se um atleta não quiser competir. A maioria dos atletas está treinando há 10 anos para este momento.”

Na Holanda, o técnico da seleção olímpica de futebol, Foppe De Haan, também criticou a poluição nesta segunda-feira. Ele afirmou que os atletas em Pequim enfrentarão mais problemas mentais do que físicos para lidar com a poluição atmosférica.

De Haan disse em uma coletiva de imprensa que seus jogadores haviam feito um rigoroso programa de treinamento para adquirirem a melhor forma física para o calor e a umidade de Pequim.

Entretanto, ele disse que nada poderia preparar seus atletas para o desafio psicológico de jogar de baixo de uma grossa faixa cinza de poluição.

“Isto não é um problema físico, é algo mental”, disse. “Eu ouvi dizer que você não consegue enxergar o estádio de Pequim, a 500 metros de distância. Isso é horrível, eu acho. Mas não há por que reclamar, é o mesmo para todo mundo.”



O monitoramento do plâncton do Atlântico Norte, feito há 50 anos, mostrou que as mudanças climáticas globais estão afetando a distribuição das comunidades planctônicas com conseqüências sobre toda a cadeia alimentar marinha e, portanto, sobre a pesca.

O alerta foi feito pelo professor Jean Louis Valentin, do departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na semana passada, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

No Atlântico Sul, no entanto, a falta de longas séries históricas impede a realização de estudos que avaliem a dimensão desses impactos.

– Observamos muitos fenômenos que podem estar sendo causados pelo efeito das mudanças climáticas sobre o plâncton, que é a base da cadeia alimentar marinha e fonte essencial dos recursos pesqueiros. Mas não podemos tirar conclusão alguma porque não temos séries temporais longas. Recomendo fortemente um monitoramento sistemático do plâncton – disse ele.

De acordo com Valentin, o declínio da produção de sardinha na região de Cabo Frio, no litoral fluminense, é um exemplo de fenômeno que pode estar sendo causado por impactos do clima sobre o plâncton.

– A sardinha só existe ali por causa do fenômeno da ressurgência, que é um afloramento das águas do fundo, ricas em nutrientes. Isso faz crescer o plâncton, que é o único alimento da sardinha. O aumento da temperatura torna a água menos densa, provocando uma estratificação da coluna d’água, diminuindo a ressurgência – explicou.

Segundo o professor, outros fenômenos ocasionados pelas mudanças climáticas podem estar também afetando as comunidades plantônicas na região do estuário do Rio da Prata.

– Com o aquecimento, há uma maior descarga de água continental, que altera a composição do plâncton. Isso tem diversos efeitos sobre a cadeia alimentar oceânica, podendo levar ao aparecimento de espécies exóticas e tóxicas – disse Valentin.

Monitoramento urgente

De acordo com o especialista, o aquecimento global causa o deslocamento de comunidades planctônicas, levando espécies de águas frias a desaparecer, enquanto as de áreas quentes ocupam novas regiões. Valentin afirma que essa substituição de populações, que muda todas as relações tróficas, tem sido observada no hemisfério norte.

Segundo o cientista, como há necessidade de várias décadas de monitoramento sistemático, é preciso que os estudos comecem a ser feitos imediatamente. Para ele, isso poderia ser feito a partir de pontos de coleta próximos a laboratórios distribuídos pela costa brasileira.

– Bastaria uma coleta semanal. O custo não passaria de R$ 30 mil, incluindo o financiamento de bolsas de mestrado e o aluguel de barcos. É irrisório para um benefício tão grande – disse Valentin.

Excelência

O pesquisador lembra que há projetos de excelência atuando no país, como o Projeto Laplata – que estuda os mecanismos físicos que influenciam o processo biológico nos oceanos – e o Programa Goos Brasil, componente brasileiro do Sistema Global de Observação dos Oceanos (Goos). Mas nenhum deles faz coleta de plâncton.

– No Atlântico Norte temos uma realidade diferente. Quando consultamos a base de dados global do governo norte-americano sobre plâncton, vemos claramente que estamos carentes de informação sobre o Atlântico Sul – comentou o cientista. Agência Fapesp.