Se o projeto de lei que institui a Política Municipal de Mudança no Clima for aprovado pela Câmara Municipal, São Paulo terá que reduzir em 30% as emissões de gases que provocam o efeito estufa até 2012. Atualmente, são despejadas na capital mais de 15 milhões de toneladas de carbono por ano. A meta é ousada, segundo especialistas, mas difícil de ser cumprida. Isso porque a principal fonte da poluição na cidade são os carros - que contribuem com mais de 70% dos gases que provocam o efeito estufa. E todos os dias a cidade ganha 500 novos veículos, que se somam à frota de 6 milhões que circula pela cidade.
- São necessárias medidas radicais para reduzir o espaço do automóvel na cidade e isso o plano não prevê. Há estímulo ao uso do transporte público no projeto, mas de forma muito vaga. Todo mundo sabe que o transporte público é deficiente e precisa de investimentos mais fortes - diz Gustavo Cherubini, da ONG Sociedade do Sol, que integra o Movimento Nossa São Paulo.
Em linhas gerais, o projeto encaminhado aos vereadores prevê a ampliação da oferta de transporte público e estímulo ao uso de meios de transporte com menor teor poluidor, como trólebus, trem e metrô, com a ampliação da oferta de linhas. Há alguns pontos mais práticos, como a criação de bolsões de estacionamento para ônibus fretados perto de estações do metrô e de trens, facilitando um pouco a vida de quem usa esse tipo de transporte. Mas outras medidas como estímulo à carona solidária ou ao uso da bicicleta, já foram tentadas anteriormente e não ‘pegaram’.
- Faltou discutir mais esse plano, ouvir mais sugestões. Algumas medidas contempladas pelo plano já se mostraram sem efeito - afirma Cherubini.
Uma das medidas mais radicais - a cobrança de pedágio urbano para automóveis - foi retirada do projeto pelo prefeito Gilberto Kassab.
- Cidades que adotaram o pedágio urbano, como Londres e Cingapura, conseguiram fazer com que 30% das pessoas que usavam o transporte individual migrasse para o coletivo. O problema é que o nosso transporte coletivo é precário, não atende a demanda, e entraria em colapso se o pedágio fosse implantado e houvesse uma transferência como essa - diz o vereador Chico Macena, do PT.
O secretário municipal do Verde e Meio-Ambiente, Eduardo Jorge, concorda que a meta fixada para redução de gases poluentes na cidade é ousada, mas ele acredita que ela é factível.
- Desde 2005, conseguimos reduzir em 20% a emissão de metano (gás do lixo) com duas usinas de captação desse gás. Por isso, acredito ser possível cumprir a meta estabelecida - diz o secretário.
Segundo ele, um ponto importante do plano é substituição da frota de ônibus da capital - de cerca de 15 mil unidades - por veículos que não utilizem combustível fóssil é muito importante. Todo ano, 10% dos veículos terão que ser trocado. Em 10 anos, toda a frota estaria livre de circular com diesel. Ele também destaca outras medidas que vão ajudar a reduzir as emissões, mas não dizem respeito à frota de veículos.
- O plano estimula a criação de áreas verdes privadas pelas pessoas, novos empreendimentos terão que apresentar um plano de compensação dos gases emitidos e que provocam o efeito estufa, além de haver estímulos para a utilização de energias alternativas, como a solar. Eles também serão obrigados a reciclar o lixo. Com esse conjunto de medidas, acredito que a meta até 2012 é totalmente factível - diz o secretário.
De acordo com o médico Luiz Alberto Amador Pereira, do Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo, das 60 mil pessoas que morrem anualmente na cidade de São Paulo, de causas naturais, pelo menos 3 mil tem associação com a poluição.
- Toda política pública para a redução da emissão de gases na atmosfera é bem-vinda - disse.
Mas ele defende medidas mais radicais para combater a poluição emitida pelos carros, como a obrigatoriedade da inspeção veicular.
- Os veículos mais velhos poluem mais precisam passar por uma inspeção. Hoje isso não é obrigatório - diz o médico.
é verdade,tem q se diminuir a qantidade de gases poluentes espalhados por SP, afinal nah adianta nada nós crecesrmos economicamente mas ter um ecossistema péssimo
O que for feito para melhorar o MEU padrão de vida e a MINHA saúde é bem vindo e tem meu apoio.
Realmente, algo difícil de se fazer numa cidade tão grande.
Adorei seu blog. Se quiser fazer parceria com o meu, me avise, ok?
Abs.
É um tanto utópico. Governo inepto, população ignorante e irresponsável, dificilmente sairá algo preste dessa mistura, mesmo que involuntariamente.
otimo post…
realmente precisamos mudar