Archive for August, 2008

Aug
23
Filed Under (Sustentabilidade) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Estão sendo realizadas em todo o país as Caravanas Ambientais para esclarecimentos sobre o Programa Petrobras Ambiental 2008-2012. Nesses eventos, técnicos da Companhia explicarão as regras do Programa, quais são as linhas de atuação e como devem ser elaborados os projetos, a partir de um roteiro básico desenvolvido pelos técnicos da área de Programas Ambientais da Petrobras. A idéia é orientar os interessados na formatação das propostas. No Piauí, a Caravana acontece nessa próxima segunda-feira, dia 25 de agosto, à partir das 9h, no Salão Ipê do Rio Poty Hotel. O evento é aberto ao público e totalmente gratuito.

O início está previsto para as nove da manhã com um café da manhã. Das dez em diante, serão realizadas as diversas etapas de apresentação e detalhamento do programa, com dicas práticas de como preparar um projeto e concorrer aos patrocínios da Petrobras na área ambiental. O evento só termina às 17h e o almoço será servido no local, como parte da programação.

Os interessados não precisam fazer inscrição antecipada, basta comparecer ao Rio Poty Hotel nesta segunda-feira, 25.08, às 09h, e participar da Caravana Ambiental Petrobras.



Se o projeto de lei que institui a Política Municipal de Mudança no Clima for aprovado pela Câmara Municipal, São Paulo terá que reduzir em 30% as emissões de gases que provocam o efeito estufa até 2012. Atualmente, são despejadas na capital mais de 15 milhões de toneladas de carbono por ano. A meta é ousada, segundo especialistas, mas difícil de ser cumprida. Isso porque a principal fonte da poluição na cidade são os carros - que contribuem com mais de 70% dos gases que provocam o efeito estufa. E todos os dias a cidade ganha 500 novos veículos, que se somam à frota de 6 milhões que circula pela cidade.

- São necessárias medidas radicais para reduzir o espaço do automóvel na cidade e isso o plano não prevê. Há estímulo ao uso do transporte público no projeto, mas de forma muito vaga. Todo mundo sabe que o transporte público é deficiente e precisa de investimentos mais fortes - diz Gustavo Cherubini, da ONG Sociedade do Sol, que integra o Movimento Nossa São Paulo.

Em linhas gerais, o projeto encaminhado aos vereadores prevê a ampliação da oferta de transporte público e estímulo ao uso de meios de transporte com menor teor poluidor, como trólebus, trem e metrô, com a ampliação da oferta de linhas. Há alguns pontos mais práticos, como a criação de bolsões de estacionamento para ônibus fretados perto de estações do metrô e de trens, facilitando um pouco a vida de quem usa esse tipo de transporte. Mas outras medidas como estímulo à carona solidária ou ao uso da bicicleta, já foram tentadas anteriormente e não ‘pegaram’.

- Faltou discutir mais esse plano, ouvir mais sugestões. Algumas medidas contempladas pelo plano já se mostraram sem efeito - afirma Cherubini.

Uma das medidas mais radicais - a cobrança de pedágio urbano para automóveis - foi retirada do projeto pelo prefeito Gilberto Kassab.

- Cidades que adotaram o pedágio urbano, como Londres e Cingapura, conseguiram fazer com que 30% das pessoas que usavam o transporte individual migrasse para o coletivo. O problema é que o nosso transporte coletivo é precário, não atende a demanda, e entraria em colapso se o pedágio fosse implantado e houvesse uma transferência como essa - diz o vereador Chico Macena, do PT.

O secretário municipal do Verde e Meio-Ambiente, Eduardo Jorge, concorda que a meta fixada para redução de gases poluentes na cidade é ousada, mas ele acredita que ela é factível.

- Desde 2005, conseguimos reduzir em 20% a emissão de metano (gás do lixo) com duas usinas de captação desse gás. Por isso, acredito ser possível cumprir a meta estabelecida - diz o secretário.

Segundo ele, um ponto importante do plano é substituição da frota de ônibus da capital - de cerca de 15 mil unidades - por veículos que não utilizem combustível fóssil é muito importante. Todo ano, 10% dos veículos terão que ser trocado. Em 10 anos, toda a frota estaria livre de circular com diesel. Ele também destaca outras medidas que vão ajudar a reduzir as emissões, mas não dizem respeito à frota de veículos.

- O plano estimula a criação de áreas verdes privadas pelas pessoas, novos empreendimentos terão que apresentar um plano de compensação dos gases emitidos e que provocam o efeito estufa, além de haver estímulos para a utilização de energias alternativas, como a solar. Eles também serão obrigados a reciclar o lixo. Com esse conjunto de medidas, acredito que a meta até 2012 é totalmente factível - diz o secretário.

De acordo com o médico Luiz Alberto Amador Pereira, do Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo, das 60 mil pessoas que morrem anualmente na cidade de São Paulo, de causas naturais, pelo menos 3 mil tem associação com a poluição.

- Toda política pública para a redução da emissão de gases na atmosfera é bem-vinda - disse.

Mas ele defende medidas mais radicais para combater a poluição emitida pelos carros, como a obrigatoriedade da inspeção veicular.

- Os veículos mais velhos poluem mais precisam passar por uma inspeção. Hoje isso não é obrigatório - diz o médico.



Aug
21
Filed Under (Política Ambiental) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) anunciou nesta quarta-feira que vai encaminhar à Presidência da República para ser levado ao Congresso um projeto de lei de desconstituição da Floresta Nacional de Roraima.

A reivindicação foi feita por parlamentares do Estado, que alegam que na área da floresta já existe atividade agrícola e reservas indígenas.

“Os argumentos têm consistência e a floresta será desconstituída. Não será criada mais nenhuma unidade de conservação antes de conversar com o governo e parlamentares de cada Estado”, afirmou ele durante audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara.

Minc disse ainda que a prioridade de sua gestão será cuidar das unidades de conservação já existentes e não criar novos parques.

O ministro anunciou que no dia 26 de setembro será divulgado o primeiro plano brasileiro de mudanças climáticas. Ele adiantou também que, no mês de julho, o desmatamento na Amazônia diminuiu em mais de 50%.

“Sou rigoroso e o desmatamento está caindo em cima do [combate ao] crime ambiental e vai continuar”, afirmou.

Nos próximos dias, Minc e os agricultores irão discutir a alteração de prazos previstos no decreto que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais.

O ministro adiantou que, caso o setor considere os prazos estabelecidos no decreto inexeqüíveis, eles poderão ser ampliados.

Segundo Minc, o decreto tem 160 artigos, 10% deles referentes à Agricultura, e prevê que os agricultores se adaptem às novas regras, como a preservação de matas ciliares e a criação de reservas legais.



Aug
21
Filed Under (Sustentabilidade) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Foi assinado na residência oficial, nesta quarta-feira (20), pelo governador Ivo Cassol e o presidente do Ibama, Roberto Messias, Termo de Cooperação para Gestão Florestal entre o Governo do Estado e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, por intermédio da Secretaria Desenvolvimento Ambiental (SEDAM).  O termo tem como objetivo o estabelecimento de regras e condições de cooperação técnica visando o licenciamento e a gestão dos recursos florestais no Estado de Rondônia.

Estão entre os objetivos do termo: evitar fragmentação de controles, duplicidade de esforços e sobreposição de atividades; melhorar as condições estruturais e de recursos humanos para a execução da política florestal pela SEDAM; estabelecer e normatizar em conjunto a padronização de critérios e instrumentos técnicos, estratégicos e políticos para a gestão florestal e estabelecer conjuntas parcerias nas ações de fiscalização, além do estabelecimento de agenda anual de trabalho entre o Ibama Nacional, a superintendência do Ibama em Rondônia e a SEDAM.

Para o governador Ivo Cassol, a presença do presidente do Ibama no estado é uma forma de estreitar relações com o órgão, e o termo de cooperação é uma forma de realizar ações conjuntas em combate ao desmatamento e queimadas ilegais no estado, além de por fim ao impasse quanto a divergência de nomenclatura das espécies de madeira. “Com a assinatura do termo não haverá mais divergências de nomenclatura adotada entre a Sedam e o Ibama, o que estava ocasionando a apreensão da madeira no posto de fiscalização do Ibama, em Vilhena. Agora, haverá a uniformização das nomenclaturas no âmbito da gestão ambiental, como a Resolução nº 01, do CONSEPA”, declarou.

De acordo com o presidente do Ibama, Roberto Messias, é postura do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que o Ibama faça acordos com os estados para que em ações conjuntas possa ser combatido o desmatamento ilegal na Amazônia e nos demais biomas. “Estamos animados com os dados do Inpe que mostraram, no mês de julho, que o desmatamento da Amazônia caiu 50%, mas sabemos que para que o desmatamento continue a regredir precisamos trabalhar em conjunto com os estados”, ressaltou.

Além da volta do diálogo com o Ibama, o que não acontecia na presidência anterior, o governador Ivo Cassol também lembrou o sério problema da falta de calcário em Rondônia, com o fechamento, há quatro meses pelo Ibama, da única jazida existente no estado, localizada no município Espigão D’oeste. “Temos que reverter isso para que a distribuição do calcário volte a ser feita, principalmente nesta época que os agricultores precisam do calcário para o preparo da terra”, afirmou. O presidente do Ibama prometeu rever a situação da proibição de exploração da jazida para o restabelecimento da produção do calcário.

O termo de cooperação tem a validade de 12 meses, a partir da data da publicação no Diário Oficial da União, e poderá ser prorrogado por intermédio de termo aditivo.

A solenidade foi realizada no gabinete da residência oficial e contou com a presença do superintendente do Ibama-Rondônia, Leozildo Benjamim e do secretário de meio ambiente do Estado, Cletho Muniz de Brito, que assinaram o termo como testemunhas.

Após a assinatura do termo, o governador Ivo Cassol e o presidente do Ibama, Roberto Messias, concederam entrevistas à imprensa que acompanhou a solenidade. Cassol presenteou o presidente com um kit de propaganda do potencial de pesca do estado, em especial na região de Pimenteiras, e um livro que conta a história da estrada de ferro Madeira-Mamoré.



O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quarta, dia 20, que, se há excessos na legislação brasileira sobre crimes ambientais, serão retirados. Ele participou de uma audiência pública que durou mais de quatro horas, na Comissão de Agricultura Câmara dos Deputados.

Pouco antes da audiência, Minc se encontrou a portas fechadas com cerca de dez parlamentares da Comissão de Agricultura do Congresso Nacional. O ministro deve receber um documento com ponto da lei que deveriam ser revisados, com, por exemplo, o que trata das áreas de encostas e morros onde o cultivo é proibido. Ficou decidido que um grupo de trabalho será formado para discutir a legislação.

Alguns deputados demonstraram surpresa com o acordo fechado entre os colegas e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, antes da audiência pública. Minc disse que pretende ler o documento que receber dos deputados e informou que já existe um acordo no governo para que seja feito um novo decreto, com outros prazos de cumprimento da Lei de Crimes Ambientais.



Aug
21
Filed Under (Danos e crimes ambientais) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O Governo chinês informou nesta quarta-feira que a qualidade do ar durante os dias de competições dos Jogos Olímpicos de Pequim está boa e atingiu as metas esperadas. Segundo oficiais de meio-ambiente do país, isso é resultado de um programa intenso de redução de emissão de poluentes durante a Olimpíada e a Paraolimpíada, que começará dia 6 de setembro.

- Sem essas medidas, esta qualidade do ar teria sido impossível de atingir. Comparada com as sedes olímpicas anteriores, Pequim foi a cidade que mais se esforçou para reduzir os níveis de poluição - contou Du Shaozhong, integrante do departamento de proteção ao meio-ambiente de Pequim.

Porta-voz do Comitê Olímpico Internacional, Giselle Davies disse que a entidade está satisfeita com os resultados:

- Algumas pessoas pensaram que a poluição seria um problema, mas o fato é que as preocupações eram infundadas.

Entretanto, Giselle se esqueceu que o próprio presidente do COI, Jacques Rogge, havia manifestado publicamente o temor de que os Jogos fossem prejudicados pela poluição de Pequim.



Aug
21
Filed Under (Agricultura) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta quarta-feira ao deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT),  o Governo deve liberar o plantio de cana-de-açúcar na região do planalto de Mato Grosso do Sul. De acordo com o ministro, nos próximos dias será publicado decreto conjunto entre o Mapa e o Ministério do Meio Ambiente indicando as áreas para uso consolidado de canavieiros. O decreto vai anular as proibições impostas pelo Ibama.



Aug
18
Filed Under (Resíduos) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O óleo de cozinha jogado diretamente na pia prejudica seriamente o meio ambiente. Em Santos, são realizadasvárias iniciativas para combater este despejo incorreto. Existem postos de coleta em diversas unidades da prefeitura, o que tem ajudado pessoas que, muitas vezes, têm dificuldades para descartar o produto.

O reaproveitamento do óleo vem sendo incentivado por meio de diversas ações educativas, promovidas em parceria com a sociedade civil. Só na rede municipal de ensino, 24 escolas mantêm postos de arrecadação, com recipientes de 50 litros para coletar óleo de cozinha usado. O incentivo aos alunos acontece por meio do projeto “De Olho no Óleo”, uma parceria entre a Seduc (Secretaria de Educação) e a empresa Marim – Gerenciamento de Resíduos.

Como incentivo a quem traz o óleo de casa, serão distribuídas bicicletas para as escolas municipais que aderiram ao projeto e conseguiram arrecadar 500 litros. As escolas, por sua vez, sorteiam a bicicleta entre os alunos que levaram óleo em garrafas pet. O material arrecadado nas unidades municipais é encaminhado para uma fábrica na cidade de Piracicaba, onde é transformado em biodiesel e ração animal, entre outros produtos.

UM dos exemplos de sucesso, é a escola de educação especial Maria Carmelita Proost Villaça, na Ponta da Praia. Desde setembro do ano passado, a unidade já alcançou a meta de 500 litros. Ingrid Antonia Fortunato Joaquim, de 14 anos, leva para a escola cerca de seis litros de óleo em garrafas pet por mês. Além do óleo que junta dentro de casa, recolhe o material entre a vizinhança.

O aluno, Marcus Vinicius Calixto Afanili, de 15 anos, também participa da campanha. “Se o óleo fosse jogado fora pelo ralo, prejudicaria a natureza. Aqui, com o óleo, nós também fazemos sabão”, explicou, ao citar a oficina de meio ambiente que é realizada na escola. O sabão produzido no local pelos alunos, sob orientação de uma professora, é utilizado para lavar as panelas na oficina de cozinha, realizada no local, vendido em bazares e distribuído aos alunos, como forma de incentivo aos pais a juntar óleo de cozinha.

OUTROS POSTOS

Postos de coleta também funcionam em espaços esportivos municipais. O Centro M. Nascimento Júnior (Rua João Fraccaroli s/n.°, Bom Retiro) arrecada ao mês até 120 litros, enquanto o Complexo Rebouças (Praça Eng. José Rebouças, Ponta da Praia), recolhe outros 230 mensais.

O óleo arrecadado nestes locais é entregue para a ONG Trevo, de São Paulo, em troca de produtos de limpeza, que servem para a manutenção desses equipamentos. Está previsto que, em breve, o Centro Esportivo da Zona Noroeste também comece a arrecadar óleo de cozinha, assim como o Posto 2, na praia. A coleta nas barracas de praia também é realizada pela ONG, que transforma esse material em sabão e ração para animais.

Quem conseguir juntar 30 litros de óleo usado, pode entrar em contato com a ONG Trevo pelos telefones (11) 3531-2116 e 6161-3867 ou pelo “site” www.trevo.org.br . Os responsáveis retiram o resíduo em toda a Baixada Santista. A empresa Marim (Av. Joaquim Montenegro, 531, telefone 3273-4438) também recolhe o produto.

Agências do Banco Real no Gonzaga (Av. Ana Costa, 185) e Ponta da Praia (Rua Alexandre Martins, 53) também contam com postos de arrecadação de óleo de cozinha, assim como o Núcleo Santos da Federação de Bandeirantes do Brasil, à Rua Jurubatuba, 157, na Ponta da Praia, que atende de segunda a sábado, das 15h às 17h.

DANOS
Cada litro de óleo despejado em pias ou vasos sanitários tem potencial para poluir um milhão de litros de água, o equivalente à quantidade que uma pessoa consome ao longo de 14 anos. Quando a gordura vai para a rede de esgoto, eleva o custo do sistema de tratamento dos resíduos. O óleo provoca ainda a impermeabilização do solo, contribuindo para as enchentes.



Seis empresas de confecção de jeans foram multadas, na tarde desta quinta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) no município de São Gabriel da Palha, região norte do Espírito Santo. A denúncia efetuada pelo Ministério Público Estadual (MPE) resultou em um flagrante das indústrias, que estavam funcionando sem licenciamento ambiental, com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado junto ao Iema e Ministério Público, vencido e poluindo os rios da cidade.

Segundo o relato do coordenador da operação, Ademir Guarnier, alguns políticos da cidade tentaram impedir a ação dos fiscais, dizendo que não havia qualquer irregularidade. Mas o movimento não evitou que as empresas fossem multadas, cada uma, no valor de R$ 10 a R$ 30 mil. As companhias também foram embargadas por poluírem os rios São Gabriel e São José, que passam pela cidade.

As empresas utilizam produtos químicos danosos ao meio ambiente na fabricação dos jeans além de trabalharem com a lavagem das peças em grande quantidade. “Os rios estão com a coloração alterada e a cor predominante é o azul, de tanta tinta que é jogada no local”, ressaltou Ademir Guarnier. Os impactos ambientais desta atividade ainda não foram calculados pelo Ibama, porém, a água dos rios, utilizada para irrigação nas lavouras da região, está com a qualidade comprometida.

Algumas empresas também não apresentam a inscrição no Cadastro Técnico Federal, que obriga as indústrias, classificadas como potencialmente poluidoras, a pagarem o tributo de compensação ambiental e emitirem um relatório anual com todas as suas atividades. A responsável da promotoria de justiça do município pelo setor de meio ambiente, Ana Cristina, acompanhou a operação e disse aos fiscais que o cumprimento de todas as exigências ambientais será fiscalizado e as indústrias não poderão funcionar até que estejam devidamente regularizadas.

O Instituto continuará investigando casos de crimes ambientais na região, pois existem outras denúncias que ainda não foram comprovadas.



Aug
18
Filed Under (Resíduos) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Compostos fenólicos extraídos de bagaços (casca e semente) de duas variedades de uvas produzidas no Brasil tiveram êxito em retardar a oxidação lipídica da carne de frango processada mantida sob refrigeração (4ºC), aponta pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba. Os testes físicos e químicos realizados pela engenheira de alimentos Ligianne Din Shirahigue mostram que os compostos fenólicos tiveram a mesma eficiência dos antioxidantes sintéticos adotados pelas indústrias, detendo a oxidação por até 14 dias.

A oxidação lipídica é a segunda principal forma de deterioração da carne de frango resfriada ou congelada, depois da ação de microganismos. “A oxidação dos lipídios altera o sabor característico da carne, gerando um odor rançoso, indesejável, que é percebido pelo consumidor”, relata Ligianne. “Normalmente, as empresas aplicam antioxidantes sintéticos de uso comercial, porém estudos indicam que estes produtos podem ser cancerígenos”.

Os compostos antioxidantes foram obtidos da casca e da semente de duas variedades de uva, a Isabel e a Niágara (Vitis labrusca L.), originárias dos Estados Unidos e cultivadas no Brasil. “Essas uvas são utilizadas na produção de vinho e suco, gerando resíduos na forma de bagaço, o qual inclui sementes e cascas”, conta a pesquisadora. “Ao invés do resíduo ser jogado na lavoura ou apenas descartado, é possível extrair compostos fenólicos para uso como antioxidantes”.

Soluções aquosas dos compostos, em diferentes concentrações, foram aplicadas em amostras de carne de frango trituradas e acrescidas de sal. “A ação mecânica sobre a carne favorece os processos de deterioração”, conta Ligianne. Todas as amostras foram refrigeradas a uma temperatura de 4º C e armazenadas durante 14 dias. “As maiores dosagens do composto natural, associadas com embalagem à vácuo, tiveram efeito antioxidante igual ou melhor do que o BHT, um produto sintético”, acrescenta.

Flavonóides

A pesquisadora ressalta que entre os compostos fenólicos identificados na casca de uva, os mais significativos são os flavonóides, que possuem maior ação contra os processos oxidativos”. De acordo com Ligianne, estudos científicos também comprovaram a eficiência do antioxidante natural na conservação de pães e biscoitos, mas ele ainda não é adotado comercialmente.

“No caso do frango processado ainda é preciso estudar os efeitos no produto congelado, que é armazenado por até nove meses, e aprofundar a análise microbiológica para avaliar a ação antimicrobiana dos compostos fenólicos”, observa. A pesquisadora também aponta que serão necessários estudos para otimizar a extração dos antioxidantes do bagaço em escala industrial.

“A pesquisa não chegou a estimar custos, mas por se tratar de um subproduto industrial, pode-se pensar em uma redução de custos em relação ao antioxidante sintético”, avalia. “O mais importante é que o trabalho demonstrou a possibilidade de agregar valor a esse resíduo”.

O estudo com antioxidantes naturais para carne de frango resfriada foi desenvolvido por Ligianne para sua dissertação de mestrado no programa de pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq, sob orientação da professora Carmen Castillo. O trabalho foi apresentado no último dia 17 de julho. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Qualidade de Carnes da Esalq, com apoio financeiro da Fapesp.