Apesar de o governo ter afirmado que desistiu de fazer qualquer acordo para adiar o cumprimento da resolução que prevê diesel menos poluente a partir do próximo ano, as montadoras e a Petrobras não mudaram de posição.
Em julho deste ano, a Anfavea (representante das montadoras) informou ao governo que não conseguiria cumprir o prazo. A entidade alega que as montadoras só podem começar a adaptar os motores quando houver combustível para testes e culpa a ANP (Agência Nacional do Petróleo) por ter divulgado as especificações do novo diesel apenas no final de 2007.
Ontem, a Anfavea não quis falar. Procuradas, a Mercedes, a Volkswagen e a Iveco também não se manifestaram.
Já a Petrobras manteve a posição de só fornecer o diesel S-50 (com 50 partes por milhão de enxofre) a partir de 2009 para o veículos que tenham os motores adaptados.
Segundo Frederico Kremer, gerente de soluções comerciais da Petrobras, a resolução não obriga que o diesel seja para todos os veículos. De acordo com ele, a Petrobras se prepara para atender à demanda. “Estamos investindo até 2012 cerca de US$ 8,2 bilhões para a redução do enxofre. As unidades são complexas. A construção leva de cinco a seis anos.”
Sobre o ministro ter dito que quem descumprir a norma terá de se acertar com a Justiça, Kremer disse que “a Petrobras atua de maneira legal e vai atender o que for definido”.
A Petrobras, diz, apóia a proposta de uma nova etapa para o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) em 2012. “[A empresa] está sempre preocupada com a questão ambiental, e o ministro está antecipando uma fase do Proconve que seria materializada em 2016.”
Em 2007, a Petrobras disse que em 2013 que o diesel com 2.000 ppm de enxofre seria eliminado.