No início da tarde de domingo (14), a Sanepar teve que interromper a captação de água devido à presença de forte odor de substâncias químicas e biológicas na Estação de Tratamento de Água. Foram coletadas amostras dos ribeirões dos Apertados e Frouxo, cujos resultados apontaram traços de produtos agroquímicos apenas nos Apertados. Por volta das 17h, já não havia mais sinal desses produtos. A equipe da Sanepar reiniciou a captação para a lavagem intensa dos filtros por volta da meia-noite. Esse trabalho foi realizado durante toda a noite. Às 7h50, a Sanepar reiniciou o tratamento de água em Arapongas. Até o momento, cerca de 60% da população está sendo abastecida. A previsão é que a normalização, com 100% de abastecimento, ocorra por volta das 22 horas desta segunda-feira.
Força-tarefa
Na manhã de hoje (15), foi realizada uma reunião com representantes da Sanepar, IAP, Emater, Secretraria Municipal de Meio Ambiente de Arapongas e Polícia Civil para planejar uma ação mais efetiva junto às propriedades que fazem parte da Bacia dos Apertados. Em 14 de agosto, a população de Arapongas também ficou desabastecida por pelo menos 12 horas em função do mesmo problema. Desde então, a Sanepar vem intensificando as coletas de amostras no ribeirão e no levantamento de irregularidades – como a falta de mata ciliar na Bacia do Ribeirão Arlindo, num trabalho em conjunto com o IAP.
De acordo com este levantamento, 22 proprietários já assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para se adequar às exigências ambientais. Hoje à tarde uma equipe de fiscais do IAP de Londrina vai percorrer essas propriedades para verificar irregularidades e o cumprimento do TAC. Os que estiverem em situação irregular, serão autuados.
Além disso, amanhã pela manhã (16), começa o trabalho da força-tarefa, com 7 veículos e 15 pessoas, que vão fazer um pente fino em todas as propriedades rurais que margeiam os Apertados e seus afluentes, o ribeirão Arlindo, o Coqueiral e o Damásio. São cerca de 60 quilômetros quadrados a serem percorridos. A fiscalização vai verificar se existe depósito irregular de agroquímicos e se a mata ciliar obedece o Código Florestal (faixa de 30 metros de árvores, ou de 50 metros em caso de nascente).
Tanto em agosto, como ontem, o odor presente na água ocorreu após forte chuva. A força-tarefa visa identificar o plantio de mata ciliar e a origem do lançamento irregular de substância químicas e biológicas em manancial de abastecimento, que é configurado como crime ambiental.
As informações são da Sanepar.