O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, determinou a suspensão por 60 dias o licenciamento da BR 319 ( Manaus - Porto Velho). O ministro designou um grupo de trabalho para avaliar os custos de implementação e manutenção de sete parques federais no entorno da rodovia que, segundo ele, atualmente só estão no papel. O grupo de trabalho também deverá fazer um levantamento do custo de criação de outros três parques estaduais.
Segundo o ministro, somente depois deste estudo é que será retomado o processo para liberação de licenças ambientais da rodovia. Os recursos para implantação dos parques deverão estar embutidos na obra da BR 319, prevista no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Minc anunciou que neste período de 60 dias não serão emitidos papéis e nem licenças previas.
- Não seremos os carimbadores da ilegalidade - falou o ministro, lembrando que nos três meses e meio de sua gestão frente ao ministério foram concedidas 160 licenças ambientais para obras de grande porte.
O ministro destacou também que essa ação é preventiva, com objetivo de criar um bolsão de proteção entorno da BR. Segundo Minc, depois do anúncio do asfaltamento da BR 163 (Cuiabá-Santarém), que sequer foi asfaltada, o desmatamento aumentou em 500% em seu entorno,
O presidente do Ibama, Roberto Messias, explicou que as pontas da BR 319, no Amazonas e Rondônia, já estão asfaltadas. O licenciamento em questão corresponde a cerca de 400 quilômetros entre as duas capitais, considerada uma das áreas mais preservadas no Amazonas.
Integram o grupo de trabalho os governos do Amazônia e Rondônia, os ministérios do Meio Ambiente, Transporte e Integração Nacional, o Instituto Chico Mendes, o Ibama e a Universidade Federal do Amazonas.