Em carta dirigida à conferência da ONU para a Mudança Climática, que começa amanhã em Poznan, Polônia, Morales afirma que a “organização tem que contar com mecanismos efetivos de acompanhamento, verificação e sanção para fazer cumprir os presentes e futuros acordos”.
Morales explica na carta que o modelo de desenvolvimento “amigável com a natureza” que ele propõe não só preservaria o meio ambiente, mas resolveria os graves problemas de pobreza do mundo.
O líder boliviano solicita ainda uma profunda transformação da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Banco Mundial (BM), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do sistema econômico internacional para garantir um “comércio justo”.
“A humanidade é capaz de salvar o planeta se recuperar os princípios da solidariedade e a harmonia com a natureza, em contraposição ao império da concorrência, ao lucro e ao consumismo dos recursos naturais”, assegura o presidente.
Morales pede aos países industrializados que cumpram estritamente os compromissos de redução de emissões de gases do efeito estufa adotados no Protocolo de Kioto.
“Não é aceitável que os países que poluíram historicamente o planeta falem de reduções maiores para o futuro, descumprindo seus compromissos presentes”, diz.
A reunião de Poznan servirá de ponte em direção à conferência de Copenhague, Dinamarca, que em 2009 tentará conseguir um novo acordo mundial que substitua o Protocolo de Kioto de 1997, que deixará de estar em vigor em 2012. EFE az/db
A disseminação da produção de algodão no mundo fez dele a mais importante commoditie do mercado. Por outro lado, existem aspectos negativos no seu processo de fabricação ainda pouco conhecidos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, mesmo com a severa regulamentação da produção, o algodão é responsável pelo uso de cerca de 25% de todos os pesticidas aplicados na agricultura.
Em países em desenvolvimento e com menos restrições na aplicação de defensivos agrícolas, esse índice pode ser até maior.
Segundo a OTA (Organic Trade Association) o algodão ocupa pouco mais de 2,4% de toda a área agriculturável do planeta, porém é responsável por cerca de 24% de vendas do mercado global de inseticidas e 11% das vendas globais de pesticidas. Uma alternativa para esse cenário é o algodão orgânico - já cultivado em mais de 18 países e que adota o processo de cultura biológica.
Os produtores trabalham com a prevenção ao invés do combate reativo das pragas e dos problemas gerados pela monocultura. Sob o ponto de vista sócio econômico, a produção de algodão orgânico vem acabando com a mão de obra barata e às vezes até infantil, além de reduzir o impacto dos grandes produtores mundiais que sacrificam a cadeia em busca de volume e produtividade. Nos processos de manufatura do algodão orgânico, não há adição de petroquímicos, ceras, formaldeideos, agentes químicos preventivos, alvejantes químicos e outros produtos que dão o aspecto final de tecido macio, que não encolhe, não amassa, é antiestático, e outros atributos que comercialmente as empresas vêm tentando apresentar ao consumidor.
Produtos alternativos como óleos naturais e biodegradáveis, amidos vegetais, tinturas naturais de origem animal e vegetal, e até sementes de variedades de algodão de cor natural são utilizados na produção orgânica. Devido a estas características próprias, mercados como o Japão e Europa têm aumentado a sua demanda não apenas pela consciência ecológica, mas como forma de buscar a prevenção para possíveis problemas de saúde e alergias. Os compradores internacionais, quando procuram o algodão orgânico do Brasil, além das certificações necessárias para comercialização, querem informações sobre a rastreabilidade de toda a cadeia produtiva têxtil (todos os passos da produção e do processamento, da fibra ao produto final). Suas certificações nos diversos países diferem de acordo com as tradições, necessidades e condições que o segmento apresenta.
Nos Estados Unidos, por exemplo, com a utilização da semente de algodão para ração animal e consumo humano, a produção é regulamentada e certificada pelo USDA. Outros organismos privados têm em seu processo a avaliação do impacto sócio-ambiental em suas certificações. Exemplo disso é a OTA, nos Estados Unidos, que há mais de 5 anos vem desenvolvendo modelos que ainda estão em processo de validação. Na Inglaterra, a Soil Association criou um padrão em algodão orgânico em 2003, nos mesmos moldes dos Estados Unidos, mas com a adição de que todas as empresas e produtores da cadeia tenham uma licença que demonstre que estão cumprindo com a Convenção dos Direitos Humanos das Nações Unidas.
Na Alemanha, a IVN (Associação Internacional da Ind Têxtil e Natural) também seguiu o padrão da IFOAM, com a inclusão de certificações sociais e ambientais e permitindo que outras fibras naturais que não o algodão possam ser produzidas no modelo convencional e que recebam certificação. O Japão criou em 2000 seu curioso padrão para controlar o segmento de algodão orgânico, através da Associação Nacional do Algodão Orgânico (JOCA). Por não ser um país produtor, ele é 100% importador, e a JOCA foi criada para assegurar que as importações atendam aos requisitos de conformidade e que seu processamento - seja como fio ou manufatura -, atenda a utilização de produtos aprovados pela JOCA. No Brasil, com o apoio técnico da Embrapa, algumas cooperativas locais já plantam e fiam o algodão orgânico tingido naturalmente.
Um exemplo disso é a Natural Fashion, que reúne 45 cooperados e gera 850 empregos diretos e indiretos na Paraíba. Hoje, sua produção é destinada ao mercado externo e atende as diferentes exigências de cada país alvo. A demanda pelo algodão orgânico existe, é crescente em todo mundo e cada vez mais novos produtores estão se adequando e investindo no setor. * Ming Liu é coordenador executivo do Organics Brasil (www.organicsbrasil.org)
A sustentabilidade ecológica já faz parte dos dez mandamentos da governança corporativa e integra programas internos das empresas. Ao começar pelas matrizes, esses programas que prevêem a coleta e reciclagem de metais pesados do ambiente e menor consumo de energia - começam a chegar às fábricas de equipamentos de telecomunicações no Brasil e operadoras de telefonia móvel.
A preocupação, além de politicamente correta, também tem seu lado regulatório. Uma nova lei que entrou em vigor em julho último e regulamenta os crimes ambientais, coloca mais pressão sobre as empresas infratoras. Pelo Artigo 62, incisos V e VI, poderão ser multadas, de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, pessoas e empresas que lançarem no meio ambiente resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, detritos, óleos ou substâncias oleosas em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou atos normativos. O decreto estabelece a mesma punição aos responsáveis que deixarem de dar destinação ambientalmente adequada a produtos, subprodutos, embalagens, resíduos ou substâncias quando assim determinar a lei ou ato normativo.
Pesquisa realizada pela Nokia em 13 países, incluindo o Brasil, mostrou que apenas 3% das pessoas reciclam os celulares usados. Três de cada quatro pessoas responderam que nem sequer pensam a respeito da possibilidade de reciclarem os terminais velhos e praticamente a metade dos entrevistados desconheciam que isso é possível. A pesquisa ouviu 6,5 mil pessoas na Finlândia, Alemanha, Itália, Rússia, Suécia, Reino Unido, Emirados Árabes, Estados Unidos, Nigéria, Índia, China, Indonésia e Brasil. O objetivo foi conhecer o comportamento dos usuários sobre a reciclagem para orientar os programas da companhia. Pelos cálculos da Nokia, se cada um dos 3 bilhões de proprietários de celular entregasse apenas um aparelho usado para reciclagem seriam economizadas 240 mil toneladas de material. A emissão de gases estufa seria reduzida o equivalente à gerada por 4 milhões de carros em movimento.
As conclusões ressaltam que, apesar de as pessoas terem cinco celulares, em média, poucos aparelhos são reciclados. Conforme o estudo, 44% dos consumidores no mundo deixam os aparelhos sem uso guardados em casa, enquanto no Brasil este percentual cai para 32%. Mas há quem prefira dar outro destino para os antigos telefones: um quarto doa seus dispositivos para amigos ou familiares e 16% os vendem nos mercados emergentes.
O problema, segundo o presidente da Nokia, Almir Narciso, é cultural. O celular não é jogado no lixo, mas as pessoas não têm o hábito de levar o aparelho para os postos de coleta. Se isso acontece, 80% voltariam como matéria prima, afirma.
Matéria-prima ecológica
Além da reciclagem, a substituição da matéria-prima por itens ecologicamente corretos, também está na ordem do dia. Durante os Jogos Olímpicos, a Samsung apresentou na China o modelo Samsung E200 Eco, um relançamento do modelo E200, desenvolvido com estrutura de bioplástico feito a partir de plantas naturais, entre elas, o milho.
A empresa quer ampliar o uso do bioplástico para reduzir as emissões de carbono e o consumo de combustível durante o processo de fabricação. Segundo a empresa, uma tonelada de bioplástico usado no E200 Eco é capaz de reduzir em até 2,16 toneladas de CO2, em comparação com o uso do policarbonato (plástico comum), produzido a partir do petróleo. O aparelho também vem embalado em uma caixa de papel reciclado e foi lançado no mercado europeu a partir de setembro, sem previsão de comercialização Brasil. Na produção do modelo com bioplástico feito a partir do milho, a Samsung não usou nenhum metal pesado como chumbo, mercúrio e cádmio.
Outro modelo da companhia, o Samsung F268, é o primeiro feito sem PVC ou BFRs (retardantes de chamas à base de bromo), compostos químicos que são usados nos aparelhos convencionais. O modelo também dispõe de um alarme no carregador que avisa o usuário quando a carga estiver completa, para evitar consumo desnecessário de energia. Além da reciclagem existe o problema do alto consumo de energia elétrica no recarregamento da bateria, diz Narciso, da Nokia.
Infra-estrutura
Manter o green supply chain - gerenciamento ecológico do fornecedor ao cliente - também é uma preocupação dos fabricantes de infra-estrutura. Seguindo essa filosofia a Ericsson tem eliminado o uso de substâncias tóxicas (como chumbo, cádmio e mercúrio) de sua linha de produtos. A iniciativa, que começou a ser implantada no Brasil, é chamada de Take Back - programa de gerenciamento ecológico que cria condições para o retorno dos produtos Ericsson pós-consumo.
O cliente solicita a retirada do equipamento (pode ser uma estação radiobase, gabinetes ou cabeamento) na expiração de sua vida útil. A Ericsson recolhe o material e recicla componentes em sua fábrica, com descarte correto das partes não aproveitáveis, evitando a poluição do meio ambiente. O projeto-piloto no Brasil já reciclou 1,2 tonelada de material desde o início do ano, informa Fábio Fortes, gerente de excelência operacional da Ericsson.
Entre os benefícios do programa Take Back está a redução de uso de recursos naturais, a maximização do controle de resíduos gerados na cadeia produtiva, a redução da atuação dos recicladores clandestinos, que nem sempre fazem o descarte dos produtos de forma correta, e de consumo de energia. A Ericsson também está preocupada em reduzir sua emissão de CO2 e, por isto, busca fontes de energia alternativa, investindo em tecnologias mais eficientes.
Segundo Fortes, a rede WCDMA é duas vezes mais eficaz que a GSM. Criamos condições para aumentar o uso de transporte marítimo na logística de importação e exportação de componentes em vez do modal aéreo. Também procuramos reduzir o número de visitas técnicas aos sites dos clientes, afirma.
Há cinco anos a Furukawa desenvolve um programa de tratamento e aproveitamento de resíduos de cabeamento estruturado. Com as operadoras a empresa faz a troca de cabos de telecomunicações e coleta de restos de cabos antigos para o reprocessamento. No cabeamento estruturado o trabalho é substituir os cabos antigos por novas tecnologias.
A empresa oferece uma embalagem especial para depósito de cabos antigos, coleta o material e separa o cobre do plástico, encaminhando o material para o tratamento de resíduos para futura reciclagem. Evita-se tratar o material de forma incorreta, principalmente por queima, que é nociva ao meio ambiente, explica André Sousa, gerente de novos negócios da Furukawa. Pela retirada do material, o cliente recebe créditos que são descontados na compra de cabeamento novo.
O objetivo é a redução da quantidade resíduos depositados nos lixões e aterros. Segundo Sousa, a empresa não tem ganho financeiro com o material reciclado. Evitamos que plásticos, cádmio, bromo, chumbo e cromo sejam depositados no meio ambiente, afirma. A usina de processamento é dentro da fábrica e o material processado não é reutilizado, devido à sua impureza, mas encaminhado para outras indústrias, como a de plásticos. O cobre, entretanto, é trocado por produto mais puro. Cada material tem um processo individual de reaproveitamento.
O Programa IT Green Furukawa foi aplicado no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que substituiu a sua rede de comunicações construída em 1998. Foram substituídos mais de 900 pontos de rede, resultando em 730 kg de resíduos da antiga infra-estrutura entre cabos, conectores, patch panels e patch cables tratados pelo programa. Com a reciclagem do material foram economizados cerca de 80 toneladas de minério de cobre, duas toneladas de calcário, 750 litros de água e 12.600 kWh de energia elétrica, o suficiente para abastecer mais de 60 residências de classe média durante um mês.
Baterias
Um dos grandes problemas dos aparelhos celulares é a reciclagem das baterias que, assim como as pilhas, são nocivas à saúde e ao meio ambiente quando descartadas de forma incorreta em lixões. Hoje no Brasil não há regulamentação específica para isso, apenas a resolução 257/99 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) que não normatiza o descarte de baterias e pilhas, mas apenas recomenda que sejam entregues aos fabricantes, para que dêem o fim correto.
Mesmo assim, os fabricantes de aparelhos têm iniciativas próprias, seguindo a política mundial das matrizes. Em 1990 a Motorola iniciou no País um programa de coleta de baterias em serviços autorizados e operadoras. Luiz Ceolato, supervisor da área de meio ambiente da Motorola, informa que em torno de 250 toneladas de baterias são coletadas no País por ano para reciclagem. Os contêineres são enviados para a Europa para a destinação dos componentes.
Desde 2006 a empresa não usa metais pesados nos aparelhos, eliminando o chumbo, cádmio, mercúrio e bromo. Além das baterias, a fabricante também coleta aparelhos antigos e acessórios. Os dispositivos são desmontados e a parte metálica vai para o exterior, enquanto o plástico é reciclado localmente. Os metais preciosos como paladium, ouro, cobre e níquel são recuperados por meio de um processo metalúrgico e a matéria-prima é reutilizada. As partes metálicas transformam-se em outros componentes, como parafusos. Segundo o executivo, não há economia, pois todo esse processo tem um custo logístico. A conta é negativa, afirma.
Programas das operadoras
Em junho a Vivo lançou o programa Vivo Recicle Seu Celular, com coleta de aparelhos, acessórios e baterias, em 3,4 mil pontos de venda. Desde o lançamento, mais de 500 mil itens foram recolhidos e encaminhados para um descarte apropriado.
A operadora firmou parceria com a Belmont Trading, responsável pela coleta, triagem e descarte adequado dos equipamentos. Cerca de 80% dos aparelhos coletados são reciclados e 20% são reaproveitados e revendidos em outros países, excluindo a América Latina. Para cada quilo de aparelhos coletados são reciclados cerca de 650 gramas de metal e 200 gramas de plásticos, ou seja, mais de 80% dos materiais de um único celular podem ser reaproveitados, retornando ao mercado para a produção de outros produtos.
O programa da Vivo retirou 433.698 aparelhos celulares de janeiro a julho e 1.218.732 itens coletados entre aparelhos, baterias e acessórios. O recurso obtido com a reciclagem dos produtos é doado ao Instituto Vivo que repassa a três projetos socioambientais do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE).
Em abril, a Claro ampliou seu programa de coleta estendendo para todas as suas 3,3 mil lojas e representantes autorizados. Esses locais são equipados com uma urna coletora de celulares, baterias, chips e acessórios. A operadora divulgou a ação por meio de uma campanha ambientalmente correta: toda a comunicação foi feita por meios não-impressos. Os clientes da operadora receberam avisos por SMS, divulgação no site da Claro (www.claro.com.br) e sinalização nas lojas.
O processo de coleta nas lojas é realizado pela GM&C, empresa responsável pela logística e destinação final do lixo eletrônico junto a recicladoras homologadas no Ibama e nos órgãos ambientais dos Estados. A empresa, com sede em São José dos Campos (SP), há oito anos faz a logística reversa de produtos eletrônicos para todas as operadoras móveis, exceto a Brasil Telecom. A GM&C foi criada para acabar com o mercado paralelo nesse setor, dominado por sucateiros, diz Marcelo Henrique de Oliveira, da área comercial da empresa.
Além de atender a 10 mil pontos de venda das operadoras, a empresa tem contratos com a Sony Ericsson e Siemens. A GM&C retira os aparelhos das lojas, separa as baterias e tritura o material que é repassado para empresas que reciclam do lixo eletrônico. De janeiro a julho deste ano a empresa triturou 80 toneladas, sendo 50 toneladas apenas de aparelhos celulares.
As baterias são embaladas e encaminhadas para reciclagem em empresas especializadas como a Belmont, Unicore e Suzaquin. A Unicore processa os dispositivos para fazer novas baterias e a Belmont retira sais e óxidos que são encaminhados para fazer pigmentos na indústria de tintas e exporta os outros componentes para a Bélgica.
O material triturado pela GM&C vai para recicladores que destinam o plástico para a indústria. As placas com ouro, cobre e platina geralmente são exportadas. A GM&C é remunerada pelas operadoras para fazer a gestão logística do material e as operadoras recebem a renda do produto triturado. Isso evita o mercado paralelo dos sucateiros, diz o executivo.
Reciclagem do celular no mundo
*74% não pensam em reciclar seus telefones
*72% acham que a reciclagem faz diferença para o meio ambiente
*44% mantêm os aparelhos usados na gaveta
*4% tem o hábito de jogar o terminal usado fora
*25% passam o celular usado para amigos ou parentes
*16% revendem o dispositivo, especialmente nos mercados emergentes
Brasil: Os números da reciclagem
*32% dos consumidores brasileiros deixam os aparelhos sem uso guardados em casa, segundo pesquisa da Nokia
*433,6 mil aparelhos da Vivo foram retirados das lojas de janeiro a julho
*50 toneladas de celulares (exceto a bateria) foram triturados pela GM&C de janeiro a julho
*250 toneladas de baterias são retiradas pela Motorola por ano do Brasil
*1 quilo de aparelho permite reciclagem de 650 gramas de metal e 200 gramas de plásticos
*80% dos materiais de um único celular pode ser reaproveitado retornando ao mercado para a produção de outros produtos.