Criado grupo de combate ao carvão ilegal na fronteiraBrasil e Paraguai criaram um grupo para combater à importação e exportação ilegal de carvão entre os dois países. As ações envolverão o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) os Ministérios Públicos dos dois lados. Cerca de 50 técnicos estiveram reunidos hoje na sede da Promotoria de Justiça de Ponta Porã, município distante 334 quilômetros de Campo Grande, onde discutiram estratégias com PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Receita Federal.

As autoridades discutiram os procedimentos legais para a importação e exportação de carvão e outros produtos florestais e vão aprofundar as medidas em conjunto para coibir o transporte irregular do carvão entre os dois países. A maior pressão sobre as matas nativas do cerrado, do Pantanal e do Chaco Paraguaio, é proveniente da produção de carvão.

Como parte da produção ilegal de carvão está localizada nas áreas de fronteira entre os dois países, facilita o transporte ilegal do produto para dentro do Brasil, via Mato Grosso do Sul. O Ministério Público do Paraguai aponta que o país vizinho produziu 400 mil metros cúbicos de carvão no ano passado, o que corresponde a 5 mil hectares de uma floresta de cerrado em pé.

Já em Mato Grosso do Sul, só nos últimos três anos a produção de carvão corresponde à derrubada de uma floresta de cerrado em pé da ordem de 100 mil hectares por ano.

Pressão – Devido aos impactos causados pela extração irregular, em junho de 2006 o Ibama implantou o DOF (Documento de Origem Florestal), que permitiu ao órgão controlar toda a movimentação de produtos de origem florestal em todo o país.

O DOF é documento de porte obrigatório para quem produz ou extrai madeira, lenha e carvão.

Ele também é necessário para quem comercializa esses produtos e quem utiliza madeira. Qualquer operação sem a emissão do documento é considerada ilegal.

A partir da implantação do DOF, o órgão pôde rastrear todo o comércio de toras, madeiras serradas, lenha e carvão no Estado.

Por meio do DOF, o Ibama pôde constar que o Mato Grosso do Sul passou já em 2006 a responder por 40% da produção nacional de carvão vegetal e a exportar o produto para siderúrgicas de outros Estados, principalmente Minas Gerais e São Paulo. Em 2007, Mato Grosso do Sul pulou para o segundo lugar na produção de carvão vegetal com a produção de 4,5 milhões de toneladas.



1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (1 votes, average: 5.00 out of 5)
Loading ... Loading ...



Post a comment
Name: 
Email: 
URL: 
Comments: