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Filed Under (Educação Ambiental) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

A natureza em torno do rio Piracicaba é sempre um espetáculo, um privilégio para quem degusta dessa atração diariamente. Aproximar-se dela e observar os efeitos do uso desordenado, serve de aprendizado para quem nunca tinha experimentado o contato direto com esse ambiente.

Pelo menos essa foi a sensação para um grupo de estudantes do ensino médio profissionalizante do Colégio PoliBrasil, que esteve ontem à beira do Piracicaba para coletar água e analisá-la como parte de um estudo de Química. A aula ao ar livre foi permeada de descobertas: entre elas, a da urgência de cuidar melhor do recurso que também é deles.


A coleta integra um projeto que visa aos alunos tomarem conhecimento sobre questões sociais e científicas que envolvem a água. Para a professora que os acompanha nessa busca, Carolina José Maria, de Química, é uma forma de conscientizar sobre um tema tão abrangente. “São informações importantes para iniciá-los na pesquisa científica e também em aspectos da formação humana”, disse ela.

PROCESSO. Depois de visitarem o Museu da Água e a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), a coleta da água do rio Piracicaba faz parte da primeira etapa do estudo que demonstrará a importância do processo de tratamento e preservação dos recursos naturais aos alunos do ensino médio profissionalizante. A ideia do trabalho, segundo Carolina, é promover a consciência da conservação e do uso adequado da água, a relação entre a escassez e o aquecimento global, o recurso hídrico na agricultura, na indústria e dentro de casa.

A professora conta que a análise do pH e da turbidez da água será feita em sala de aula, utilizando um corante caseiro feito com repolho roxo para determinar a escala de alcalinidade. Os alunos produzirão uma maquete da ETA para aprimorar essa compreensão.

IMPRESSÕES. Natureza e aula de Química era uma ligação que Caio Moreno Janoni, 16 anos, ainda não havia relacionado. “É interessante como o contato facilita a assimilação. Pude ver que o nosso rio está bem contaminado, com sujeira nas margens. Dá vontade de fazer um projeto que envolva as pessoas numa limpeza geral do rio, porque ninguém está cuidando disso direito”, falou.

Para Laura Favarim, 16, a experiência do contato com o meio ambiente e com o rio, por onde passa diariamente, mas nem sempre observa atentamente, foi esclarecedora. “Ouvia falar, mas não sabia que a água do nosso rio era tão poluída. Aprendendo, vamos nos aprofundando no assunto e pensando em tomar mais cuidados”, disse.

A principal lição, na opinião de Rafaela Leme, 15, foi a relação do estudo da natureza com outras matérias além da Química.

“Legal é analisar e observar que existe Biologia, Geografia e Matemática na natureza. Também achei interessante poder comparar a água do rio com a água que bebemos em casa”, falou.



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