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Já se vai um tempo em que as empresas vêm adotando algumas ferramentas de qualidade, como 5S, qualidade total e ISO 9000 para gerenciar seus negócios e adquirirem melhoria de desempenho dentro do mercado em que atuam. Entretanto, as exigências dos clientes atuais não se restringem apenas a questões relacionadas com o produto final, mas também com o processo de produção e as conseqüências dele para a sociedade.

Desta forma, as empresas encontraram a necessidade de gerenciar outros fatores como questões ambientais, questões de prevenção a acidentes ambientais e questões relacionadas com a qualidade de vida e saúde dos trabalhadores e profissionais envolvidos. Da mesma forma que a gestão pela qualidade, esses fatores também têm que atender padrões já estabelecidos como normas ISO e outras normas, com o objetivo de garantir que as normas ambientais e de respeito à saúde e segurança dos trabalhadores sejam respeitadas.

Atualmente, muitas empresas não estão utilizando somente o gerenciamento pela qualidade baseado nas normas ISO 9000. Elas baseiam-se também no gerenciamento ambiental da norma ISO 14001 e no gerenciamento da saúde ocupacional e segurança no trabalho baseado na especificação OHSAS 18001, de forma integrada. É assim que surge o Sistema de Gestão Integrada (SGI).

O SGI visa unir o atendimento às normas de forma simultânea para os pontos comuns, como, por exemplo, no processo de aquisição em que deve ser verificado tanto as especificações técnicas como as especificações ambientais e de saúde e segurança no trabalho, além de incluir os valores não contemplados em alguma norma de forma que sejam vistos como um só processo de garantia de qualidade.

Ressalto que, desta forma, o conceito de qualidade se amplia, pois o cliente não leva somente em conta as características do produto ou serviço, mesmo que esse já contemple um valor agregado. Ele também busca uma maior coerência ambiental e uma garantia que não está comprando de empresas que não respeitam os seus funcionários e o meio ambiente.

Embora pareça utopia, ou até demagogia, pois algumas empresas utilizam essas ferramentas apenas para se destacarem no mercado, sem a real conscientização do assunto, é notório que é uma realidade que está se tornando cada vez mais presente na nossa sociedade. E mesmo não conseguindo fazer que o atendimento a esses requisitos seja algo decorrente de uma conscientização real dos nossos gerentes, só atendimento aos requisitos legais já é um grande passo, principalmente para o Brasil. Entretanto, qual porto ou terminal que atende a todos neste momento?

* Roberto Azevedo Roche Moreira Junior é consultor ambiental e conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).



Oct
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Filed Under (Certificação Ambiental) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O Metrô de São Paulo obteve a certificação NBR: ISO 14.001:2004 - Sistemas de Gestão Ambiental para as áreas de manutenção, logística e sustentabilidade. Diversos metrôs do mundo estão certificados, entre eles os de Nova Iorque, Madrid, Hong Kong, Bangkoc e Dehli.

O Metrô identificou 114 aspectos ambientais presentes em 3.021 atividades entre janeiro e julho deste ano. A maioria das atividades está relacionada à área de manutenção, por gerar significativa quantidade de resíduos e impactos ambientais. “Identificamos toda a legislação, avaliamos o seu cumprimento e fomos a campo para descobrir os diversos aspectos e implementar ações de controle”, explica o responsável pelo Departamento de Gestão e Monitoramento Ambiental do Metrô-SP, Antônio Lazarini. Segundo ele, a empresa monitora 75% de todas as suas atividades.

Em dois meses e meio, o Metrô calcula que as áreas de manutenção separaram, acondicionaram e destinaram para co-processamento 25 toneladas de resíduos Classe I (produtos perigosos) para incineração em aterro. Além disso, recuperaram e reciclaram 100% das lâmpadas fluorescentes.  De acordo com o assistente executivo da Gerência de Manutenção do Metrô, José Carlos Mora, conscientizar a equipe foi um desafio. “Só conseguimos sensibilizar sobre a importância do SGA quando apresentamos os números e os impactos envolvidos e adotamos os cuidados no nosso dia-a-dia. Também criamos um Comitê Ambiental, composto por empregados de todas as áreas engajadas”.

Na área de logística de materiais do Metrô-SP, o trabalho para implantação do SGA trouxe melhorias significativas. O setor é responsável pelo recebimento, classificação, distribuição, recolhimento, armazenamento e até o descarte de materiais. “Eliminamos os riscos ao conscientizar os empregados e incorporar as práticas no cotidiano”, afirma o coordenador da área de logística do Metrô, Walter Frizzine.