Archive for the ‘Aquecimento Global’ Category

Em vez das previsões de uma selevação do nível do mar de entre 18 a 59 centímetros até ao final do século admitidas no relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) publicado em 2007, os especialistas, reunidos a partir de hoje num congresso em Copenhaguen, passaram admitir uma subida dos oceanos que poderá ultrapassar um metro e não deverá nunca ser inferior a 50 centímetros.

O alerta foi lançado na primeira sessão de trabalho do congresso “Mudanças Climáticas: Riscos Globais, Desafios e Decisões”, que decorre até quinta-feira na Universidade de Copenhaguen como preparação para a “cimeira” do clima, que terá lugar também na capital dinamarquesa em Dezembro para tentar encontrar um acordo global sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa para suceder ao Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta sexta-feira que a administração do ex-presidente George W. Bush foi negligente com o problema do aquecimento global, mas que a crise financeira deu uma nova chance ao país.

“Nunca desperdice uma boa crise”, afirmou Hillary, em uma audiência com jovens no Parlamento Europeu. “E em relação à crise econômica, não desperdice quando isto puder ter um impacto bastante positivo na mudança climática e na segurança energética.”

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Nos últimos três meses foram registrados 754 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Os dados são do sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados nesta semana.

Em novembro, dezembro e janeiro foram registrados, respectivamente, 355, 177 e 222 quilômetros quadrados de desmatamentos por corte raso ou degradação progressiva.
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Um relatório divulgado hoje na revista “Science” sobre a seca de 2005 na região amazônica traz dados alarmantes. Segundo o relatório, com a seca mais árvores morreram, cresceram menos e ao invez de absorverem carbono, passaram a emití-lo para a atmosfera, colaborando com o efeito estufa.

A Amazônia era responsável por absorver 400 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) da atmosfera, número equivalente ao carbono que é lançado no ar por causa do desmatamento e das queimadas.
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Nov
30
Filed Under (Aquecimento Global) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

A 14ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que será realizada de 1º a 12 de dezembro em Poznan (Polônia), faz parte de uma agenda que começou com a Eco-92, no Rio de Janeiro - um calendário voltado para a luta contra o aquecimento global.

Seguem as principais etapas deste combate nos âmbitos científico e diplomático:

- 1988: Criação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC em inglês), pela Organização Meteorólogica Mundial e o Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas a pedido do G7 (os sete países mais industrializados). O IPCC nasceu da percepção de que a ação humana poderia estar exercendo uma forte influência sobre o clima do planeta e que era necessário acompanhar esse processo.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas é, hoje, um órgão composto por delegações de 130 governos para prover avaliações regulares sobre a mudança climática.

- 1990: O IPCC tem publicado diversos documentos e pareceres técnicos. O primeiro Relatório de Avaliação sobre o Meio Ambiente (Assessment Report, ou simplesmente AR) foi publicado em 1990 e reuniu argumentos em favor da criação da Convenção do Quadro das Nações Unidas para Mudanças do Clima (em inglês, UNFCC), a instância em que os governo negociam políticas referentes à mudança climática. Seguiram-se outros relatórios divulgados em 1995, 2001 e 2007 - confirmando a responsabilidade humana no aumento do efeito estufa responsável pelo aquecimento constatado no século XX, sobretudo através da emissão de gases como o dióxido de carbono (CO2), óxido nitroso (N2O) e metano (CH4).

- 1992: Adoção no Rio da da Convenção do Quadro das Nações Unidas para Mudanças do Clima (em inglês, UNFCC) pela qual os 192 Estados participantes, hoje signatários, se declaravam “resolvidos a preservar o sistema climático para as gerações presentes e futuras”.

- 1997: Conclusão do Protocolo de Kyoto ratificado por 183 Estados. Entrando em vigor em fevereiro de 2005, impõe a 37 países industrializados e à União Européia objetivos de reduções das emissões dos seis principais gases de efeito estufa entre eles o CO2, além do metano, óxido nitroso e outros três gases fluorados (HFC, PFC, SF6) no período 2008-2012.

- 2001: Os Estados Unidos, responsáveis por um quarto das emissões mundiais dos Gases de Efeito Estufa, rejeitam o Protocolo de Kyoto que consideram muito caro para a sua economia e “injusto”, uma vez que nem a China nem os grandes países emergentes se submeteram às obrigações de redução desses gases.

Os Estados Unidos são hoje o único país industrializado a não ter ratificado o protocolo de Kyoto.

- 2007: O 4º relatório do IPCC estima que até o fim deste século a temperatura da Terra deve subir entre 1,8ºC e 4ºC, o que aumentaria a intensidade de tufões e secas. Nesse cenário, um terço das espécies do planeta estaria ameaçada. Populações estariam mais vulneráveis a doenças e desnutrição.

O grupo também calcula que o derretimento das camadas polares pode fazer com que os oceanos se elevem entre 18 cm e 58 cm até 2100, fazendo desaparecer pequenas ilhas e obrigando centenas de milhares de pessoas a engrossar o fluxo dos chamados refugiados ambientais - pessoas que são obrigadas a deixar o local onde vivem em conseqüência da piora do meio ambiente.

A estimativa do IPCC é de que mais de 1 bilhão de pessoas poderia ficar sem água potável por conta do derretimento do gelo no topo de cordilheiras importantes, como o Himalaia e os Andes.

- No segundo relatório, o IPCC alerta que partes da Amazônia podem virar savana. Segundo os cientistas que participaram da elaboração do documento, entre 10% e 25% da floresta poderia desaparecer até 2080, com 50% de possibilidade de que a maior floresta tropical do mundo se transforme parcialmente em cerrado. O Nordeste brasileiro poderia ver, no pior cenário, até 75% de suas fontes de água desaparecerem até 2050. Os manguezais também seriam afetados pela elevação do nível da água. Entretanto, por falta de dados fornecidos por países emergentes, as conclusões do IPCC são menos incisivas nas chamadas “questões regionais.



Nov
03
Filed Under (Aquecimento Global) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Recentemente Uberaba recebeu a visita de uma comitiva da Petrobras para tratar de assuntos referentes à elaboração de projetos que possam ser submetidos a esta empresa estatal brasileira, por meio da Prefeitura Municipal.

A Fazu apresentou dois projetos desenvolvidos pelos professores pesquisadores Alexandre Lúcio Bizinoto, Renata Serafim, Enildo Alves Bernardes e José Roberto Delalibera Finzer.
Um dos projetos trata da produção de biofertilizante proveniente do tratamento de vinhaça no processo de destilação de álcool etílico. Segundo Finzer, a vinhaça é produzida numa proporção de 13 litros para cada 1 litro de álcool destilado, representando assim, cerca de 60%, em peso, de todos os resíduos produzidos em uma usina.

Ele explica que “uma alternativa de tratamento e utilização agroindustrial da vinhaça consiste na precipitação dos sólidos, seguido de decantação e secagem da torta decantada, constituindo após a secagem num fertilizante, o que fecha um ciclo no tratamento de resíduos do setor sucroalcooleiro”. O pesquisador diz que esse processo evita que ocorra fermentação do resíduo que é muito usado na fertirrigação com geração de gases prejudiciais ao meio ambiente.

O outro projeto apresentado pelos pesquisadores da Fazu refere-se à produção de biogás a partir dos dejetos da bovinocultura leiteira e utilização na geração de energia elétrica.

No meio rural existem possibilidades de aproveitamento energético dos resíduos agropecuários, principalmente por meio do processo de digestão anaeróbia de dejetos com fins energéticos e ambientais, produzindo biogás, biofertilizante e reduzindo a matéria orgânica poluente. O metano proveniente da fermentação de dejetos, por exemplo, da bovinocultura é 23 vezes mais influente no aquecimento global do que o gás carbônico e assim a digestão anaeróbia, com o aproveitamento do biogás, evita que esse poluente seja lançado na atmosfera.

De acordo com o pesquisador Bizinoto, “nesse sentido é importante o papel das forragens em ambientes tropicais, pois o clima, normalmente favorável ao rápido desenvolvimento vegetal, associado ao manejo adequado das pastagens e ao plantio de forrageiras para consumo no inverno, muito contribuem para o seqüestro do carbono lançado na atmosfera”.
Para o pesquisador, vale também ressaltar a importância da adoção de aditivos na alimentação dos ruminantes que maximizam o aproveitamento dos nutrientes e reduzem a liberação dos gases para o meio ambiente. “Todavia há a necessidade da sensibilização dos produtores quanto à gestão zootécnica adequada das fazendas, pois atividades pecuárias mal planejadas favorecem a degradação das pastagens, limitando o crescimento das plantas e o balanço negativo do carbono”, acrescenta.

No dia 6 de outubro de 2008, o jornal inglês, The Independent, publicou a matéria “Ground-level ozone pollution to increase”. Ela indica que a concentração de ozônio ao nível do solo está causando centenas de mortes por ano no Reino Unido e alterações climáticas poderiam piorar a situação, conforme relatório da Royal Society. Os projetos da Fazu que serão submetidos à Petrobras contribuem para a redução do metano na atmosfera e consequentemente na diminuição da concentração de ozônio na troposfera.



Nov
03
Filed Under (Aquecimento Global) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Cogumelos podem se tornar um aliado inesperado na luta contra o aquecimento global, segundo uma pesquisa publicada na revista acadêmica “Global Change Biology”.

Segundo o repórter de meio ambiente da BBC Matt McGrath, havia a expectativa de que à medida que as temperaturas subissem, as florestas do Hemisfério Norte passariam a liberar mais dióxido de carbono, mas a pesquisa realizada por cientistas americanos mostrou o contrário, provavelmente devido à ação dos cogumelos no processo.

As florestas do Hemisfério Norte agem como um depósito vital de dióxido de carbono, absorvendo cerca de 30% da substância contida no solo da Terra.

O aquecimento global deve ter um impacto grande em florestas do Alasca, Canadá e Escandinávia, com a expectativa de que as temperaturas subam em até 7º C até 2100.

Os cientistas acreditavam que um clima mais quente acabasse por fazer com que essas florestas liberassem grande parte do dióxido de carbono que armazenam.

Em um experimento realizado no Alasca, os pesquisadores aumentaram a temperatura do solo em 1º C e descobriram que a liberação de dióxido de carbono caía pela metade se comparada com o que acontece quando o solo está mais frio.

Eles acreditam que cogumelos que crescem no solo dessas florestas podem ajudar a desacelerar a liberação do dióxido de carbono.

Segundo os pesquisadores, os cogumelos secam quando se aquecem e produzem menos CO2.

Segundo McGrath, os cientistas se disseram surpresos com a descoberta, mas dizem que o fenômeno pode contrabalançar parte do dióxido de carbono sendo liberado na atmosfera.

Eles acreditam que processos naturais como esse podem ajudar o mundo a ganhar tempo até que políticas efetivas sejam implementadas.



Oct
30
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CANBERRA, Austrália - A Austrália vai avançar com um plano de taxar emissões de carbono a partir de 2010, apesar da atual conjuntura de desaceleração, disse o secretário do tesouro Wayne Swan nesta quinta-feira, 30, ao lançar uma avaliação reafirmando o plano.

Em dezembro, o governo vai liberar os detalhes finais do plano, voltado para o corte das emissões de gases estufa no país em 60% até 2050.

O relatório do Departamento do Tesouro disse que a meta poderá ser atingida com pouco impacto sobre o crescimento econômico do país.

Ele prevê que o crescimento atingiria cerca de 1,1% ao ano em 2050 se a Austrália taxar as emissões de carbono e se transformar em uma economia de baixa emissão, enquanto o crescimento provavelmente ficaria em 1,2% sem as medidas.

Swan apoiou as previsões do relatório, mesmo com a maior parte dos cálculos tendo sido feita antes da crise econômica atual, que está diminuindo o ritmo da economia global.

Ele disse que a mudança climática é “um desafio de longo prazo para a prosperidade da nação”, enquanto a crise atual é um desafio “substancial” mas de curto prazo.

“O que buscamos aqui é a saúde, prosperidade e sustentabilidade de longo prazo na Austrália”, disse.

O governo vai anunciar em dezembro a redução de gases estufa de curto prazo assim como a taxa que estabelecerá por tonelada de poluição de carbono.

Poluidores poderão negociar permissões de poluição em um mercado nacional como parte do esquema.



Oct
29
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A preocupação com o meio ambiente levou os países da Organização das Nações Unidas a assinarem um acordo que estipulasse controle sobre as intervenções humanas no clima.

Assim o mercado de créditos de carbono nasceu em dezembro de 1997 com a assinatura do Protocolo de Kyoto Desta forma, o Protocolo de Quioto determina que seus signatários países desenvolvidos (chamados também de países do Anexo I), reduzam suas emissões de gases de efeito estufa em 5,2%, em média, relativas ao ano de 1990, entre 2008 e 2012.

Para tanto, existem algumas alternativas para auxiliá-los ao cumprimento de suas metas, chamadas de mecanismos de flexibilização. Esse período é também conhecido como primeiro período de compromisso. Para não comprometer as economias desses países, o protocolo estabeleceu que, caso seja impossível atingir as metas estabelecidas por meio da redução das emissões dos gases, os países poderão comprar créditos de outras nações que possuam projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) nasceu de uma proposta brasileira à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC). Trata-se do comércio de créditos de carbono baseado em projetos de sequestro ou mitigação.

O MDL é um instrumento de flexibilização que permite a participação no mercado dos países em desenvolvimento, ou nações sem compromissos de redução, como o Brasil. Os países que não conseguirem atingir suas metas terão liberdade para investir em projetos MDL de países em  desenvolvimento. Através dele, países desenvolvidos comprariam créditos de carbono, em tonelada de CO2 equivalente, de países em desenvolvimento responsáveis por tais projetos.

Há uma série de critérios para reconhecimento desses projetos, como estarem alinhados às premissas de desenvolvimento sustentável do país hospedeiro, definidos por uma Autoridade Nacional Designada (AND). No caso do Brasil, tal autoridade é a Comissão Interministerial de Mudança do Clima. Somente após a aprovação pela Comissão, é que o projeto pode ser submetido à ONU para avaliação e registro.

A negociação de contratos futuros de crédito de carbono já ocorre na Bolsa de Chicago e em países como Canadá, República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Holanda, Noruega e Suécia. Em 2005 também entrará em vigor o mercado regional europeu, batizado de “European Union Emission Trading Scheme”.

O Brasil deve se beneficiar deste cenário como vendedor de créditos de carbono, e também como alvo de investimentos em projetos engajados com a redução da emissão de gases poluentes, como é o caso do biodiesel. Segundo estimativas do Banco Mundial, o país poderá ter uma participação de 10% no mercado de MDL, equivalente a US$ 1,3 bilhões em 2007.

A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) vão lançar o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), que entrará em funcionamento até o fim de 2005, e funcionará como uma plataforma de negociação dos títulos emitidos por projetos que promovam a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.

A criação do MBRE é uma iniciativa que visa profissionalizar a negociação, no mercado de capitais, dos papéis oriundos dos projetos de MDL, trabalhando na elaboração de um banco de projetos MDL no Brasil. Na prática, é mais um mercado de títulos que será operado pela bolsa. Inicialmente, os papéis poderão ser negociados por qualquer investidor que já compra ativos semelhantes no mercado de derivativos.

Portanto, os benefícios gerados pela produção de biodiesel no Brasil podem ser convertidos em vantagens econômicas, pelo acordo estabelecido no Protocolo de Kyoto e nas diretrizes do MDL. O ganho decorrente da redução da emissão de CO2, por queimar um combustível mais limpo, pode ser estimado em cerca de 2,5 toneladas de CO2 por tonelada de biodiesel. No mercado europeu, os créditos de carbono são negociados por volta de US$ 9,25 por tonelada. Portanto, 348 mil toneladas de biodiesel de mamona geram uma economia de 870 mil toneladas de CO2, podendo ser comercializada por US$ 8 milhões.

Outra vantagem que está sendo estudada é a absorção de carbono na atmosfera pela própria plantação de mamona. Uma lavoura de 1 hectare de mamona pode absorver até 8 toneladas de gás carbônico da atmosfera. Como para a substituição de 1% de diesel mineral são necessários 348 mil toneladas de mamona, são ocupados 740 mil hectares (conforme o item III.2).

Ou seja, anualmente poderiam ser absorvidas mais 6 milhões de toneladas de carbono pela lavoura de mamona., o que poderia garantir para o Brasil mais US$ 55,5 milhões pela substituição ao diesel mineral. Porém, esse calculo não pode ser considerado, pois não existem garantias de que esse tipo de seqüestro seja comercializável, dado ao curto ciclo de vida da planta de mamona.



Oct
27
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A partir de hoje, dezenas de produtores rurais do interior de São Paulo poderão se transformar em “guardadores” da Mata Atlântica.

Eles serão convidados pela ONG Iniciativa Verde a aderir ao programa Carbono Seguro, o primeiro do mundo a criar reservas de carbono em áreas até então destinadas à pecuária leiteira. A atividade é responsável por boa parte do desmatamento deste importante bioma. O objetivo do programa – patrocinado pela Caixa Capitalização – é reverter esse quadro, transformando o produtor em aliado do meio ambiente.
“Vamos oferecer a dezenas de pequenos produtores a possibilidade de arrendar sua terra à preservação da floresta e não aos pastos”, explica Francisco Maciel, diretor-presidente da ONG Iniciativa Verde. “Pagaremos o mesmo valor que ele receberia  caso arrendasse um pasto à atividade pecuária. A quantia dependerá do tamanho da área a ser preservada e será repassada durante 30 anos, dando mais tranqüilidade e segurança à família do produtor”.

Neste primeiro momento, o programa Carbono Seguro preservará 17 hectares de floresta – o equivalente a 34 campos de futebol. A criação das reservas de carbono será realizada com recursos provenientes da venda de um novo título da Caixa Capitalização, primeira empresa a investir na iniciativa. “Estamos apostando nesse projeto, pois acreditamos que a melhor maneira de cuidar do futuro do planeta é investindo na preservação do meio ambiente”, afirma Thierry Claudon, presidente do Grupo Caixa Seguros, do qual a Caixa Capitalização faz parte.

Biodiversidade - Além de ajudar a reduzir os impactos do aquecimento global, as reservas do programa Carbono Seguro incentivarão a adoção de um novo modelo sustentável de desenvolvimento na Mata Atlântica. A preservação das árvores e das espécies de animais da região, também melhorará a qualidade das águas da Bacia Hidrográfica do Ribeirão dos Macacos – localizada próxima a área beneficiada pelo projeto. “A região escolhida, localizada na cidade de Lorena (SP), é como uma mina de ouro do bioma da Mata Atlântica, considerado um “hot spot” no corredor ecológico”, avisa Francisco Maciel.

A preservação florestal do programa Carbono Seguro contará com a gestão e auditoria da equipe Iniciativa Verde. Já o impacto social do programa na vida dos produtores rurais será avaliado pela John Snow Brasil, consultoria especializada em marketing social.[7]

A ONG Iniciativa Verde espera expandir o programa Carbono Seguro, convidando outras empresas a participar do projeto. “Quanto maior o número de parceiros, maior efetividade do programa na redução das mudanças climáticas que assolam o mundo”, completa o diretor-presidente da organização.