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Filed Under (Danos e crimes ambientais, Poluição das Águas, Poluição dos Solos) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007
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A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou uma linha de apoio tecnológico, no valor de R$ 14,2 milhões, com recursos não reembolsáveis, ao Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo AS-IPT. O objetivo é desenvolver alternativas tecnológicas para mitigar a poluição do solo e de águas subterrâneas contaminadas com produtos organoclorados - componentes químicos altamente tóxicos, muito comuns em pesticidas e defensivos agrícolas.
O projeto prevê a contratação de bolsistas de mestrado em tecnologia ambiental; biorremediação; e oxidação química; e também bolsistas de iniciação científica nas áreas de engenharia ambiental e de geologia.
Um software em desenvolvimento pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) em parceria com a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Faculdade de Tecnologia (Fatec), vinculada ao Centro Paula Souza, ambas em Botucatu (SP), vai ajudar na tomada de decisão quanto à avaliação de risco ambiental de agrotóxicos, considerando a possível contaminação das águas superficiais e subterrâneas.
Flexível, o software, além de ajudar na tomada de decisão para verificar se o risco é ou não aceitável, se adapta às condições do local a ser avaliado, mediante a inserção de dados no sistema pelo próprio usuário.
Baseado em modelos matemáticos e cenários agrícolas, onde o usuário insere os dados do agrotóxico, do aqüífero e do solo do local a ser avaliado, o software faz automaticamente os cálculos de lixiviação e carreamento superficial dos agrotóxicos utilizados na cultura agrícola e que depois podem ir para as águas superficiais e subterrâneas.
“Nesse contexto, esse projeto busca desenvolver e aplicar um método baseado em modelos físicos e matemáticos, resultando em uma ferramenta informatizada para avaliação dos riscos ambientais de agrotóxicos”, informa o pesquisador e líder do projeto Claudio Spadotto, chefe geral da Embrapa Meio Ambiente.
Deste modo, o software a ser distribuído, gratuitamente, atende a uma determinação do Decreto 4.074 de 4 de janeiro de 2002, em seu artigo 95, item III, onde se institui o Comitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos, que diz que devem “ser elaborados rotinas e procedimentos visando à implementação da avaliação de risco de agrotóxicos e afins”.
O pesquisador salienta que a equipe do projeto vem realizando algumas reuniões técnicas com possíveis interessados no desenvolvimento do software. “O objetivo é avaliar o funcionamento a partir da demonstração do seu uso, assim como colher subsídios junto aos possíveis usuários, convidados a se envolverem no desenvolvimento da ferramenta”, diz.
Estão sendo realizadas reuniões com técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e de várias instituições públicas e privadas.
A equipe do projeto vai na próxima semana a Cuiabá (MT) e também planeja fazer uma apresentação para técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).