O sumiço de uma ilha com cerca de 20 mil metros quadrados na lagoa da Tijuca, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), intriga ambientalistas e integrantes do governo do Estado do Rio. Fotos aéreas de 2004 comprovam a existência da ilha, que desapareceu segundo as imagens feitas em 2008.
O governo do Estado ainda não sabe exatamente o que ocorreu, embora tenha uma suposição.
“Provavelmente a ilha foi dragada durante a execução de um projeto de melhorias na lagoa”, afirma Carlos Abenza, diretor de recuperação ambiental do Inea (Instituto Estadual do Ambiente).

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na terça-feira (28), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 6608/06, do deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ) que cria a Comenda do Mérito Ambiental, a ser concedida anualmente a pessoas ou empresas que tenham se destacado por ações em defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Ariston argumenta que a comenda pode incentivar o cumprimento da legislação ambiental no País.
O relator do projeto na Comissão, deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), apresentou substitutivo no qual retira do Ministério do Meio Ambiente a responsabilidade por conceder a comenda e regulamentá-la. Esse dispositivo, segundo ele, é inconstitucional já que a iniciativa de propor atribuições a ministérios é privativa do presidente da República.
O projeto segue agora para o Senado Federal.
O mundo observa atônito o movimento de fúria nos mercados. Ondas de choque avançam sobre a economia real, atingindo diversos setores, frágeis ou sólidos. Em meio à inundação, ainda não é possível ter uma visão clara dos setores ou empresas que conseguirão manter-se equilibradas após o recuo das águas.
Nesse cenário, há elementos que indicam que o Brasil deverá manter índices positivos de crescimento econômico. Historicamente, são verificados movimentos geopolíticos e até mesmo ciclos de ascensão e queda nos ataques a preços de produtos e serviços: motim da fome na França, guerras, crise de 29, choque do petróleo. Com a globalização, esses ciclos tornaram-se mais curtos e com ondas de propagação mais dinâmicas.
Sob a ótica ambiental, fenômenos climáticos conseqüentes do aquecimento global influenciam a movimentação bilionária de recursos, atingindo também todos os setores e países.
Os Estados Unidos são alcançados freqüentemente por furacões e desembolsam cada vez mais recursos com pagamentos de seguros. Nesse caso, as seguradoras têm uma preocupação crescente, pois são impactadas nos seus resultados financeiros. Logo, não é irreal supor que venham apresentar balanços pouco atraentes.
Para o Brasil, no entanto, o momento é de atenção, porém, claramente voltada às oportunidades globais que se apresentam. Evidente que seu mercado interno, que representa 85% do Produto Interno Bruto (PIB), indica que poderia suportar uma retração do comércio internacional, sobretudo de produtos manufaturados. Isso garantiria uma espécie de crescimento por inércia, com fortalecimento ainda maior do mercado interno, com manutenção da estabilidade de preços.
Por outro lado, nossa principal fonte de otimismo se dá a partir do potencial exportador de commodities, sobretudo agrícolas. Os preços apresentam-se em um patamar semelhante ao registrado há um ano (outubro de 2007), apesar de alegações de alarmistas de que os preços sofreram enorme redução, tomando-se como base um pico insustentável de abril de 2008.
A notícia mais favorável vem da China. Seu desenvolvimento econômico e social agregou 450 milhões de pessoas em uma camada que consome mais alimentos - e com mais proteínas. Isso resultou diretamente em um expressivo aumento das exportações brasileiras, principalmente soja. Novamente uma questão climática, já que a China vem sofrendo com escassez de água para esse aumento de demanda agrícola, preferindo importar do Brasil.
Atualmente, o governo do país oriental desenvolve um agressivo programa de inclusão social, prevendo trazer a essa nova classe de consumidores de alimentos cerca de 850 milhões de chineses. O atendimento a essa necessidade de grãos poderá ser feita pelo Brasil, único país capaz de responder com agilidade a esses volumes expressivos de comida.
Também em razão de questões ambientais, o Brasil será beneficiado com o mercado da China. O País produz a metade do petróleo chinês, mas o consumo deles é quatro vezes maior, sendo mais dependente externamente dessa fonte de energia. Como resposta, o governo chinês estuda a substituição paulatina da utilização de combustíveis fósseis por renováveis, menos poluentes, sendo os biocombustíveis brasileiros o alvo preferido.
A medida representará um acréscimo importante à pauta exportadora brasileira, sobretudo de etanol. A indústria sucroalcooleira já se movimenta com melhoria nos processos produtivos, expansão de unidades para outros países - sobretudo na África - e práticas de responsabilidade sócio-ambiental dos combustíveis renováveis.
Toda essa nova geração de recursos de exportação contribui para minimizar efeitos de uma desaceleração global, nesse momento de turbulência, implicando para o Brasil o aproveitamento econômico de sua área produtiva e agricultável. *Antonio Carlos Porto Araujo
Amazônia não se tornará um zoológico ambiental, para turistas europeus e americanos usufruírem suas férias. A Amazônia tampouco será vítima de processos de exploração predatória, que podem vir a destruir um dos mais ricos ecossistemas do planeta. Um meio-termo deverá ser encontrado, em que haverá a preservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável e a incorporação de populações carentes ao processo produtivo. Neste sentido, merece especial atenção o Projeto Preservar, do Instituto Alerta Pará, que propõe o desmatamento zero, com a plena utilização dos recursos da região, de tal maneira que a preservação da natureza seja acompanhada do desenvolvimento econômico e social. Seria uma forma de esta região do País sair do impasse em que se encontra, como se não houvesse uma terceira alternativa, que harmonizaria a ocupação humana da natureza e sua sustentabilidade. Os fundamentalistas, de que lado forem, deveriam abandonar a cena.
Recentemente, vimos dois órgãos do Estado, Ibama e Incra, digladiando-se sobre o desmatamento da Amazônia. Felizmente, o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente decidiram levantar o véu da ação dos assentamentos, apresentados como responsáveis, dentre os primeiros, pelos desmatamentos, segundo o último relatório publicado. Tais questões estavam encobertas graças a um discurso de tipo ideológico, como se os assentados fossem, por princípio e contra todas as evidências, preservadores naturais do meio ambiente. A realidade é bem outra. É, no entanto, igualmente necessário que as populações desassistidas, sem condições, sejam contempladas, e não abandonadas, pois, aí sim, o desmatamento poderá tornar-se inevitável. Nesta perspectiva, os interesses dos que produzem - assentados, agricultores familiares, produtores rurais, empresas do agronegócio e da mineração - deveriam estar coordenados dentro de uma política comum de desenvolvimento, capaz de vencer os ranços ideológicos que têm obstaculizado uma discussão para todos proveitosa.
O Projeto Preservar apresenta uma proposta inovadora. Ele advoga pelo desmatamento zero por meio de um novo zoneamento ecológico-econômico, que poderia utilizar as áreas já desmatadas, reconvertendo-as a novas culturas, graças ao emprego intensivo de meios tecnológicos e científicos. Seu pressuposto consiste em que não se avançaria no desmatamento de novas áreas, mantendo a floresta em suas condições atuais. Ressalte-se que a floresta amazônica é a mais preservada de todo o planeta, enquanto os europeus, americanos, asiáticos e africanos destruíram, se não a totalidade, a maior parte de suas florestas nativas. O Brasil, o país que mais preservou, não tem por que receber lições de ninguém. Esses outros atores, que comparecem via ONGs, deveriam atentar para as florestas nativas de seus respectivos países.
Eis a proposta. A área territorial do Estado do Pará é constituída por 124,8 milhões de hectares, onde se destacam os seguintes números: 73 milhões de hectares, equivalentes a 58,5% do território paraense, correspondentes a unidades de conservação ambiental, terras indígenas e quilombolas; e 30 milhões de hectares de área antropizada, equivalentes a 24% da área total, incluindo a exploração humana de floresta, campo, cerrado e várzea. A floresta, especificamente, corresponde a 24 milhões de hectares, ou seja, a 19,2% dessa área. No interior da área antropizada haveria a liberação de uma área da pecuária, em torno de 11 milhões de hectares, que se agregariam aos 3 milhões de hectares já em uso pela agricultura. Ou seja, a área de agricultura viria a corresponder a um total de 14 milhões de hectares. Isso se faria pela conversão da pecuária extensiva em intensiva, de alto valor tecnológico, com a conseqüente transferência desses 11 milhões de hectares para o cultivo agrícola. Não haveria nenhuma perda para a floresta nativa.
Um projeto desse tipo teria a vantagem de unir os diferentes atores sociais, econômicos, políticos e ambientais, que se digladiam atualmente na Amazônia e, em particular, no Pará. Assentados poderiam vir a se integrar a uma economia de mercado, agricultores familiares seriam incentivados, os grileiros seriam obrigados a entrar numa relação contratual mediante a regularização fundiária, os produtores rurais teriam o reconhecimento dos anos de trabalho realizado, as empresas perseguiriam o desenvolvimento da região dentro de novos marcos regulatórios e os trabalhadores teriam condições dignas de vida. Não esqueçamos que só o Estado do Pará tem uma população de 7.321.493 habitantes, muitos dos quais em condições precárias.
Isso implica uma série de ações, que vão desde questões institucionais, como revisão e adequação de marcos regulatórios, particularmente os de natureza ambiental, fundiária e trabalhista, até questões de educação ambiental e tecnológica, passando por questões organizacionais, que dizem respeito aos próprios atores desse processo. Torna-se, sobretudo, necessário ter vontade política para levar a cabo tais transformações, que podem vir a ter um real impacto para a Amazônia, começando pelo exemplo oferecido pelo Estado do Pará.
Há uma proposta séria em discussão, que merece ser debatida. Não adianta lutar contra moinhos de vento. A própria soberania do País está em questão e, quanto a isto, não pode haver tergiversação alguma. As mais ricas jazidas minerais se encontram nessa parte do País, com especial destaque para a bauxita, o cobre, o ferro, o quartzo, o ouro, o níquel e o caulim. A importância estratégica e empresarial salta aos olhos. O País vai crescer e se desenvolver, precisando incorporar ao mercado de trabalho populações excluídas, que clamam por trabalho, renda e condições dignas de vida.
A floresta não é um santuário, mas um local de integração com o homem, sempre e quando ela seja preservada. A proposta de desmatamento zero, congelando as atuais áreas, surge como um projeto inovador.
Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
Depois de quatro anos de articulação entre organizações não-governamentais, produtores rurais e entidades indígenas, a campanha de proteção das nascentes do rio Xingu intitulada Y Ikatu Xingu apresenta os mais bem sucedidos projetos de recuperação de matas ciliares e reserva legal de Mato Grosso.
Eram necessárias medidas urgentes para salvar uma das bacias hidrográficas mais importantes da complexa rede hídrica do Amazonas. Segundo dados do Instituto Socioambiental divulgados na semana passada durante o 2º Encontro de Nascentes do Xingu, em Canarana, quase um terço da bacia do rio Xingu foi desmatado até o ano passado. Cerca de seis milhões de hectares de cerrado e matas de transição. Somente nas margens dos rios desapareceram 305,3 mil hectares nas 22,5 mil nascentes da região.
Para salvar os rios e matas do Xingu, onde está situado o Parque Indígena do Xingu, a maior área indígena do mundo, a campanha Y Ikatu Xingu formou uma rede de projetos para proteger as nascentes e matas ciliares. Boa parte deles contempla a restauração florestal e alternativas econômicas; gestão e cadastro socioambiental de propriedades rurais e assentamentos; formação de agentes ambientais; manejo controlado do fogo; produção de sementes das espécies do cerrado e planejamento e gestão territorial.
“Esses encontros são uma oportunidade de todos se juntarem numa área distante, isolada e extensa em Mato Grosso e mostrar o que cada um está fazendo para reduzir os passivos ambientais. O grande desafio agora é dar um salto com técnicas de recuperação do cerrado e mais do que isso, mudar definitivamente a cabeça das pessoas quanto à proteção do meio ambiente”, disse o coordenador de Iniciativas Para Redução das Mudanças Climáticas do ISA, Márcio Santilli.
Desafios para recuperar o Cerrado
Até 1950, 22,2% do território brasileiro era de matas de cerrado, cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados. No último levantamento feito pelo IBGE restaram apenas 34% das matas do cerrado; apenas 1,47% estão em áreas protegidas. Além disso, o que ainda resta são as áreas indígenas. A principal é o Parque Indígena do Xingu (três milhões de hectares), que possui manchas de cerrado e mata de transição.
O problema que se enfrenta em tempos de regularização ambiental de propriedades rurais é que o cerrado é um bioma bastante frágil e muito mais difícil de se regenerar que as matas amazônicas. O Instituto Florestal de São Paulo vem pesquisando há 30 anos técnicas de recuperação de matas de cerrado e só agora conseguiu apresentar bons resultados.
A técnica Giselda Durigan apresentou durante o 2º Encontro de Nascentes da Bacia do rio Xingu alguns dos resultados de pesquisas feitas pelo instituto na Floresta Estadual de Assis (SP) e alertou os produtores de que é mais econômico manter a reserva legal e matas ciliares do que depois tentar recuperá-las. “O cerrado é uma vegetação muito particular que consegue desenvolver estratégias de sobrevivência, mas não de se multiplicar”, disse.
Regeneração natural
O uso do fogo é um empecilho para recuperação do cerrado, por eliminar sementes para regeneração. A braquiária é um inimigo silencioso e a agricultura o principal agente de destruição das estruturas subterrâneas do cerrado. Os principais obstáculos para a recuperação são: falta de produção de sementes, solo erodido e falta de polinizadores.
Depois de observar seis experiências em solos, Giselda conta que a melhor maneira de recuperar reservas legais é facilitar a regeneração natural, fazendo o controle de plantas invasoras como as gramíneas que sombreiam as plantas, e o uso de herbicidas. “Além disso é preciso evitar revolvimento da terra para facilitar a rebrota de raízes. A escolha do que se vai plantar na recuperação é importante. Nunca se deve utilizar plantas da Amazônia em áreas de cerrado porque não dará certo. Deve-se abusar das gramíneas (capim do cerrado), trepadeiras e flores”, explicou.
O bioma de cerrado tem uma importância fundamental na proteção das nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica e Paraguai- Paraná. O cerrado proporciona maior infiltração das águas de chuvas, mantendo as nascentes e evitando enchentes. “É o que mantém o equilíbrio hidrológico do país”, comenta Giselda.
Principalmente para os que tenham nascido antes do ano de 1971, o nome “Greenpeace” só a partir deste ano o conheceram. Os que se dedicaram a aprofundar na história dessa entidade a reconheceram como “uma multinacional de arrecadação de dinheiro”, distante do propósito que prega. Em 1970 dois jovens movidos pela paixão e pela vontade de preservar o Planeta Terra embarcaram em um navio em direção ao Alasca com o objetivo de parar com os testes nucleares que, segundo eles, estavam destruindo com aquele ecossistema. Estas pessoas era o Capitão Paul Watson e seu parceiro Robert Hunter. Neste mesmo ano estas duas personalidades acabariam encabeçando a criação da ONG mais conhecida do mundo, o “Greenpeace”.
Sete anos mais tarde, estesdois ambientalistas abandonam a cria. E não à-toa, de acordo com Paul fugiu dopropósito.
O Brasil é a sexta reserva um mundial de urânio no Mundo, e ao tudo indica uma das principais reservas financeiras do “Greenpeace”, organização hoje com sede em Amsterdam e 27 delegações e regionais em todo o Mundo com presença constante em 41 paises. Estas delegações nacional-regionais são relativamente autônomas na realização de estratégias das campanhas no contexto local em que funcionam, e na busca de apoios financeiros de doadores para financiar o seu trabalho. A elaboração e a coordenação dessas estratégias globais é uma tarefa da “Greenpeace Internacional” que coordena as campanhas em todo o mundo e acompanhamento do desenvolvimento e o desempenho dessas delegações nacionais e regionais. Também estas delegações estão firmemente enraizadas nas comunidades ambientalistas locais em todo o mundo. São elas que fazem o contacto direto com o público, por telefone ou e-mail.
Fica reservado a “Greenpeace Internacional” manter contato com os apoiadores e doadores dos países onde não tem delegações.
Para entender o que está por trás dessa organização, no entanto, é preciso sair do Brasil e voltar no tempo. Esse grupo era formado por 12 pessoas, saíram em num barquinho e foram até a área onde seriam feitos os testes para protestar. Ou seja, a “arma” deles era o testemunho ocular. Usaram essa tática, que hoje é uma característica fundamental da organização. Parte desses imigrantes ingleses que fundaram o “Greenpeace” pertencia à religião Quaker - os Tremedores -. Há quem diga que o princípio de que “na presença de outros, as pessoas se sentem intimidadas e não cometem atitudes negativas”, tem forte raiz nessa religião. Assim o “Greenpeace”, teria apenas “redescoberto uma metodologia que existe desde os tempos de Gandhi”, afirmou certa ocasião Frank Guggenheim, diretor executivo da organização no Brasil. Além das doações civis, posto que para não fugir dos princípios de protetora da ecologia, e ter liberdade de grito em suas ações, não recebe doações de pessoas jurídicas. Que aceitam pela comercialização de sua marca em produtos, a exemplo do “Cartão Greenpeace Unicard”, do Unibanco.
Enquanto brigam contra o urânio, como aconteceu estes dias na Bahia, e sempre aguçam as nossas lembranças sobre as “bombas atômicas”, artefato de idéia remota para o Brasil. Eles em contra partida atacam os desavisados com “bombas mentais” gerando pânicos. Esse conceito trabalha com a utilização de ações espetaculares que possam se utilizar da lógica dos meios de comunicação, e os jornalistas amantes do sensacionalismo, ou os não patriotas, navegam nas ondas do “Greenpeace”. Por que nossos repórteres esquecem que é uma entidade dos “gringos”? O urânio é nosso, uma riqueza que Deus concedeu ao nosso solo tal qual o ouro, a prata, o ferro e outros bens minerais. Seria desprezar esse bem, não o utilizando para gerar energia elétrica, e ai sim haveria uma destruição ambiental de grades proporções derrubando matas para funcionar geradores nas usinas termos elétricas. Há realmente boas e válidas propostas no “Greenpeace”, mas também apresentadas por defensores ambientalistas que mais distribuem a consciência ambiental do que arrecadam o vil metal.
Vale terminar com a tradução do que diz o Capitão Paul Watson, o principal fundador da instituição: “O Greenpeace faz mais dinheiro com a campanha contra a caça à baleia do que a Noruega e Islândia juntas o fazem por realizarem esta caça”. Em ambos os casos, as baleias morrem e alguém lucra com isso. Continuamos a receber informações de pessoas que têm recebido apelos da ‘Greenpeace’, altamente emocionais, para darem dinheiro para salvação das baleias, incluindo dinheiro para abastecer o seu navio com óleo diesel. Isto é simplesmente uma fraude descarada”, e ainda vales relembrar um dos maiores ecologista do Mundo, o cineasta islandês Magnus Gudmundsson, que em entrevista concedida à revista Veja em 04 de maio de 1994, sustenta que o Greenpeace tem uma outra face. Seria, na verdade, uma máquina de fazer dinheiro, uma espécie de grande multinacional. O Imagino eu um “Mac Donald da Ecologia” que distribui franquia pelo mundo afora. Que não tem Papa e menos ainda os ensinos de Edir Macedo, mas sabem bem correr a sacolinha!
A Polícia Federal (PF), o Ibama e o Exército brasileiro desencadearam na madrugada de hoje uma operação nos estados de Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, que visa combater com mais rigidez à exploração ilegal de madeira. A Força Nacional de Segurança montou uma base operacional no município de Colniza, região de muitos conflitos, e está vistoriando áreas desmatadas que foram detectadas pelo Sistema de Detecção de Desenvolvimento em Tempo Real – DETER. A operação será estendida para toda a região norte de Mato Grosso.
Os deputados estaduais mato-grossenses estão revoltados com a maneira de ação da Polícia Federal, que vem realizando constantes operações no estado. O presidente eleito da Assembléia Legislativa do Estado de Mato (AL), José Geraldo Riva, comentou a ação agora pouco e disse que o governo federal invadiu o estado sem nenhum tipo de comunicado às autoridades locais. “A PF não pode invadir nosso estado sem nenhum comunicado. É uma falta de respeito”, esbravejou. Segundo o parlamentar, o governador Blairo Maggi informou que não tinha nenhuma informação sobre a operação. Riva ainda revelou que muitas famílias de município de Colniza estão sendo ameaçadas pelos agentes que participam da ação.
O parlamentar deixou bem claro que os deputados não estão contra a operação “Três Fronteiras”, mas que acreditam que o estado é soberano também e pode ajudar nas operações. “Não somos contra, mas essas ações devem ser comunicadas e realizadas em conjunto com a Polícia Militar. A PF chega arrasando o estado e depois vai embora. Quem paga o parto somos nós”, ressaltou.
Riva afirmou que é lamentável esse tipo de atitude que ainda causa muito desemprego. Para o presidente eleito da AL, o governo deveria orientar a sociedade, fazer um trabalho educativo. “Espero que a casa (AL) se expresse de maneira institucional o seu repúdio. “Aqui é um território que tem comando”, finalizou.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, manifestou publicamente nessa segunda-feira apoio ao candidato Eduardo Paes (PMDB) no segundo turno das eleições à prefeitura do Rio.
O adversário de Paes é Fernando Gabeira (PV), ecologista como Minc e com trajetória política semelhante à do ministro. Minc e Gabeira pegaram em armas contra a ditadura militar no Brasil e foram exilados. Após a volta ao país, com a lei da anistia, em 1979, fundaram juntos o Partido Verde, em 1986.
Os dois trocaram o PV pelo PT em momentos distintos, mas Gabeira acabou retornando ao PV, enquanto Minc se manteve no Partido dos Trabalhadores.
O ministro justificou o apoio a Paes ao afirmar que seguiu uma posição do PT e do governo federal
“Sou do PT, que tomou essa posição; sou do governo federal, que também manifestou apoio, inclusive o presidente Lula, e a minha equipe continua trabalhando no governo do Estado, do Sérgio Cabral. Qualquer um dos três lados aponta para isso (apoio a Paes)”, disse Minc a jornalistas após participar de seminário no BNDES.
Minc reconheceu a afinidade com Gabeira, mas considera o peemedebista um nome “maduro” para o cargo.
“Tenho ligação histórica com o Gabeira. Tenho bandeiras comuns e não farei campanha contra ele… O Gabeira nas duas últimas campanhas pediu voto para o Cesar Maia e não vejo identidade ecológica entre eles”, justificou Minc, garantindo que se Gabeira for eleito as “portas do Ministério estarão abertas” para ele.
Minc afirmou que gravou programas de rádio e TV para Paes e pretende fazer campanha explícita para o candidato carioca e para Marta Suplicy (PT), em São Paulo.
“Acho que minha participação na eleição não será decisiva… Não tenho posição sectária, não tenho espírito de seita e não renego minhas origens”, disse Minc, que também participará das campanhas em Salvador e Porto Alegre, onde candidatos do PT estão no segundo turno.
Em 2009, a cidade de Manaus será a casa de um zoológico de primeiro mundo. Isto porque o zôo da cidade, o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), pertencente ao Exército brasileiro, receberá instalações modernas inspiradas em alguns dos grandes parques zoológicos do mundo como o de Buenos Aires, de Nova Iorque, de San Diego, o de Washington e o de Boston. Além de criar recintos para animais adequados a cada espécie, o projeto prevê a ampliação da área atual de quatro para 14 hectares, somando mais de 140 mil m².
O zôo do Cigs foi criado pelo Comando Militar da Amazônia nos anos 60 como um centro de treinamento para especialistas em operações de selva. “Era um ‘depósito de animais’ para atender às necessidades de instrução básica em fauna e flora”, afirma o Comandante Antônio Manuel de Barros.
Desde esse período, os animais que vivem no Cigs são resultado de apreensões do Ibama ou da iniciativa da população que encaminha animais feridos para que recebam cuidados no Centro. O Cigs possui biólogos e veterinários especializados em animais selvagens.
“Nos anos 90, o nosso zoológico foi remodelado e foi criado o espaço que existe hoje, apto para atender ao público, mas já não temos mais espaço para receber animais adequadamente”, diz o Comandante Barros. Atualmente, o Cigs possui 172 animais de 54 espécies diferentes, todos da fauna amazônica. Com a expansão o zôo terá capacidade de receber um maior número de animais.
Segundo o Comandante, o novo projeto - criado através de um convênio entre o Cigs e a Ulbra de Manaus e idealizado pelos arquitetos da Squadra Arquitetura - pretende realizar um antigo sonho do Comando Militar da Amazônia: o de criar um zoológico digno da Floresta que o cerca.
Pensando nisso, os arquitetos Caio de Santi, Cristiano Santos e Marcos Cereto, elaboraram um projeto que visa, principalmente, criar um espaço que respeite a natureza utilizando o que existe de mais moderno em design e tecnologias para causar o menor impacto possível ao ambiente. “Queremos que o próprio zôo seja um exemplo de sustentabilidade”, afirma Caio de Santi.
Para isso, o projeto prevê reservatórios para o aproveitamento da água da chuva, uso de iluminação natural em todos os ambientes e painéis solares para gerar a energia elétrica que será utilizada pelo parque.
Os recintos dos animais serão elaborados com telas que cobrirão os ambientes sem danificá-los, preservando árvores, plantas e os próprios animais que terão uma reprodução fiel do seu habitat natural.
Os acessos aos recintos serão em forma de passarelas suspensas para causar o menor dano à vegetação e para evitar a necessidade de interromper o fluxo das águas. Assim, os visitantes terão uma visão ampla dos animais e dos espaços sem prejudicar o ambiente. Os espaços fechados, como auditórios e centros de pesquisa, terão ventilação natural cruzada para minimizar o uso de ar condicionado.
Além disso, toda a madeira que será utilizada terá proveniência certificada e todos os resíduos produzidos serão separados respeitando a coleta seletiva. “A idéia é que todo o zoológico seja um ambiente de educação ambiental”, diz Caio de Santi.
Todos os animais do zôo serão da fauna local contrariando o modelo de zoológicos pelo mundo que apresentam espécimes que não estão adaptados às condições do clima das diferentes regiões.
Segundo o arquiteto Cristiano Santos, mais do que uma ‘exposição de animais’, o zôo pretende ser um espaço que atenda às necessidades deles, respeitando a sua saúde e a condições que eles necessitam para viver. “A anta, por exemplo, é um animal que precisa de pouca luminosidade. Nos zoológicos, geralmente, elas ficam expostas para que o público possa vê-las, mas isso prejudica o animal. Vamos recriar as condições ideais para cada espécie”, afirma Cristiano.
Os recintos já existentes de animais como macacos, aves e jacarés serão reformulados para reproduzirem melhor o ambiente natural e esses conviverão juntos à outras espécies, como ocorre na natureza.
E o grande atrativo do local será o espaço dos aquários para o boto cor-de-rosa, o peixe-boi e aquários menores para mostrar a beleza dos rios amazônicos com sua variedade de peixes de grande porte e também os ornamentais.
O local terá um estacionamento com espaço duplicado e um Centro de Acolhimento do Visitante que trata-se de um espaço coberto com as bilheterias, auditório, lojas e praça de alimentação. Com isso, promete ter uma estrutura ímpar no Brasil, atraindo ainda mais os turistas brasileiros e estrangeiros.
Além disso, o espaço vai contar com um Centro de Pesquisas Ambientais do Centro Universitário da Ulbra de Manaus, que possibilita aos alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Engenharia Ambiental, Psicologia, Direito e Pedagogia desenvolverem pesquisas acadêmicas e trabalhos de iniciação científica que contribuirão com a execução do projeto.
Segundo a diretora geral da Ulbra de Manaus, a professora Vera Heitor Reinhardt a oportunidade de participar de um projeto desta magnitude é único. “O que fica claro é a grandeza deste projeto para o Estado do Amazonas, para o Exército brasileiro e para todos nós. Será um zoológico modelo no Brasil e marcará a história dos acadêmicos da Ulbra que participarão dele”, afirma Vera.
“O projeto ainda está em fase de planejamento. As imagens ainda são conceituais”, explica o arquiteto Marcos Cereto. “Mas temos a certeza de que será o zoológico mais moderno do Brasil, equivalente aos zoológicos de primeiro mundo”, conclui.
A pesca possui grande importância para a segurança alimentar do planeta, mas vem sendo insuficiente para atender à demanda mundial. Alguns estoques pesqueiros estão sob risco de esgotamento, particularmente aqueles de espécies de grande valor econômico como o salmão e o bacalhau. O cultivo surge como uma oportunidade para atendimento a essas necessidades. A aqüicultura mundial vem contribuindo com valores crescentes, com taxas superiores a 10% ao ano, tendo alcançado valores de 49 milhões de toneladas em 2001, gerando receitas da ordem de US$ 62 bilhões. Entretanto, essa produção é desigual no mundo. Os países asiáticos são os campeões. Na América Latina, o Chile é o principal produtor, com 631,9 mil toneladas, seguido pelo Brasil com 210 mil toneladas. E o Brasil possui 13% da água doce do mundo! O que falta ao Brasil? Como o país possui grande produção pecuária e aviária e tradição de consumo de carne desses animais, o consumo de peixes é baixo devido ao preço elevado dos mesmos, aliado à falta de produtos que cheguem quase prontos à mesa do consumidor, bem como a diversificação e oferta contínua para atendimento para todos os tipos de consumidores.
É sabido, entretanto, que a carne de peixes possui alta qualidade para a saúde humana, sendo indicada pelas organizações de saúde em todo o mundo como o tipo de alimento mais adequado considerando os aspectos da vida moderna.
Então, porque a produção de peixes é tão pequena no Brasil? Para as espécies exóticas, que já possuem tecnologias desenvolvidas, como a tilápia e o camarão Litopennaeus vannamei, a situação é bem diferente. Quando se trata de espécies nativas e o Brasil é o país de maior diversidade em peixes, a situação é bastante constrangedora. Nas estatísticas do Ibama de 2000, aparecem como principais espécies cultivadas a carpa e tilápia, espécies exóticas, perfazendo 65% do total. Dentre as espécies nativas, apenas o tambaqui aparece com algum valor significativo, da ordem de 7%, seguido pelo seu híbrido, o tambacu, com 6,5%. Por falta de tecnologias, muitos produtores tem optado pela hibridação de espécies, tentando ganhos maiores, mas que se mostra não permanente, pois há necessidade constante de efetuar essas hibridações, com ameaças ambientais desconhecidas, na medida em que muitos desses híbridos vêm se mostrando férteis e suas proles, ao escaparem para a natureza (e a literatura está cheia de exemplos), podem provocar grandes acidentes genéticos.
Como resolver esse problema? As commodities em que o Brasil é campeão de produção, estão relacionadas a produtos que tiveram tecnologias avançadas incorporadas em sua produção, como é, por exemplo, a soja. Nesse caso, o melhoramento genético foi o ponto chave, no processo de tropicalização dessa planta. Acreditamos e temos convicção de que o melhoramento genético também é a chave para o desenvolvimento da piscicultura com espécies nativas do Brasil, como o tambaqui, o pacu, o pintado e a cachara, dentre outras. Melhoramentos genéticos dirigidos efetuados com peixes têm mostrado um potencial de ganho na taxa de crescimento, em média, de 15% por geração, como foi observado na tilápia GIFT (Genetically Improved Farming Tilápia), salmão do Pacífico e do Atlântico, truta arco-íris e bagre do canal. É um ganho genético bem significativo comparando-se com animais terrestres, o que é possível pelo fato dos peixes apresentarem uma grande variação genética para taxa de crescimento e alta fecundidade, o que possibilita aplicar-se uma alta intensidade de seleção. É ainda um ganho permanente e pode ser aplicado por um grande número de gerações, diferentemente da hibridação.
O principal benefício do melhoramento genético para taxa de crescimento é a redução dos custos fixos e custos de produção, devido ao menor requerimento para a manutenção. No programa Norueguês, o qual supre hoje mais de 70% do mercado de ovos geneticamente melhorados de salmão do Atlântico e truta arco-íris, há uma taxa de custo/benefício de 1/15, ou seja, para cada real investido, há um retorno esperado de R$ 15,00.
Ao se realizar um melhoramento genético dirigido, com base em uma grande variabilidade genética inicial, assegura-se a existência de variabilidade suficiente para se alcançar as melhorias desejadas para sucessivas gerações.
E como funciona esse melhoramento genético dirigido?
Aplica-se metodologia que se inicia com a identificação da variabilidade necessária, através de técnicas genéticas. Após a constatação dessa variabilidade é adotada uma metodologia de seleção dirigida, com a identificação de todos os reprodutores e escolha dos que apresentam taxa de crescimento mais elevada para sucessivos cruzamentos e melhora de desempenho. Cada nova geração melhorada serve de base para o próximo passo e se estima que na sétima geração tenham alcançado o dobro da taxa de crescimento da população original.
As linhagens melhoradas são distribuídas a produtores selecionados que poderão produzir formas jovens de alta qualidade para venda aos que vão fazer a engorda. Dessa forma, o ganho em cada geração é repassado para o setor produtivo, possibilitando melhorias sucessivas na sua produtividade. Espera-se, com isso, aquele salto tecnológico necessário para garantir a produção aquícola sustentável, com redução de impactos ambientais, integrando-se o uso destas linhagens melhoradas e avaliadas sob o ponto de vista da oferta de dietas adequadas, com baixo impacto ambiental, biosseguridade, rastreabilidade e ao final, produtos com alto valor agregado. Esta é uma proposta do projeto “Bases tecnológicas para o desenvolvimento sustentável da aqüicultura no Brasil – Aquabrasil” que contempla espécies de importância econômica a nível nacional como o camarão L. vannamei, para resistência a doença da mionecrose infecciosa, a tilápia GIFT, introduzida da Malásia e as espécies de importância regional, como o tambaqui, para a região norte e o surubim, para a região centro-oeste, todas elas para incremento na taxa de crescimento.
E, fazendo isso, temos o objetivo de colocar a aqüicultura brasileira em um novo patamar de produção e com qualidade suficiente para o alcance dos mercados mais exigentes tornando o país conhecido também por sua produção aquícola. E a Embrapa e seus parceiros, que são muitos nessa jornada, terão realizado a revolução na aqüicultura brasileira.
*Emiko Kawakami de Resende (emiko@cpap.embrapa.br) é pesquisadora da Embrapa Pantanal, Dra. em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre. Ricardo Pereira Ribeiro (rpribeiro@uem.br) é docente e pesquisador da Universidade Estadual de Maringá, Dr. em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais. Ângela Puchnik Legat (angelapl@cpamn.embrapa.br) é pesquisadora Embrapa Meio Norte, M.Sc. em Oceanografia Biológica. Celso Benites (benites@nin.ufms.br) é docente e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Dr. em Aqüicultura.