Archive for the ‘Outros’ Category

Sep
21
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O físico brasileiro José Goldemberg foi um dos vencedores do Prêmio Planeta Azul 2008, uma espécie de Nobel do meio ambiente concedido pela fundação japonesa Asahi Glass a pessoas que se destacam em pesquisa e formulação de políticas públicas na área ambiental. Essa é a primeira vez que um pesquisador da América Latina ganha o prêmio.

Goldemberg, que foi secretário de Ciência e Tecnologia, ministro da Educação e secretário nacional de Meio Ambiente durante o governo Collor, quando ajudou a articular a Eco-92, será homenageado por suas “grandes contribuições na formulação e implementação de políticas associadas ao melhor uso e conservação da energia”.

Ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP) e professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da mesma instituição, Goldemberg também atuou como secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Ao longo de sua carreira como físico nuclear, desenvolveu o conceito conhecido como “technological leapfrogging”, segundo o qual os países em desenvolvimento poderiam dar um “salto tecnológico” com o uso de energias limpas, como o etanol, em vez de depender do modelo energético de países ricos.

Segundo a fundação Asahi Glass, Goldemberg trouxe importantes contribuições para a maneira como o Brasil e o mundo vêem a questão energética. Ajudou a quebrar o paradigma de que energia era algo diretamente ligado ao Produto Interno Bruto dos países e que, por isso, quanto mais fosse usada, melhor.

O Planeta Azul é, ao lado do Prêmio Goldman, a maior premiação da área ambiental. Este ano também será homenageado o francês Claude Lorius, por seus estudos sobre o gelo da Antártida e a relação entre os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera e as mudanças climáticas .

Cada um dos homenageados receberá 50 milhões de ienes (cerca de R$ 851 mil). A cerimônia de premiação será realizada em novembro, em Tóquio.



Sep
06
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acompanhado do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, abre hoje (5) a 29ª temporada reprodutiva de tartarugas marinhas, coordenada pelo centro especializado da instituição. Será às 9h, na sede do Projeto Tamar, na Praia do Forte, a 70 quilômetros de Salvador.

O ministro fará a soltura de filhotes de tartarugas, marcando a abertura oficial da temporada 2008-2009. Também vai sair de barco para conferir como se dá o turismo de observação de baleias jubarte na costa do litoral norte baiano.

Entre as espécies protegidas estão as tartarugas cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), oliva (Lepidochelys olivacea), de couro (Dermochelys coriacea) e verde (Chelonia mydas).



Sep
02
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

A questão da regularização fundiária em Mato Grosso é grave, o que agrava também a questão da regularização ambiental das propriedades rurais no estado que, em sua grande maioria, foram regularizadas em processos fraudulentos em que colonizadoras e grandes produtores agropecuaristas obtiveram os seus títulos no estado de Mato Grosso, através de projetos de colonização, formados contando com listas de nomes de famílias aliciadas, contratadas e recrutadas como laranjas, no centro sul e sudeste do país (principalmente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo) e em seguida, com procurações de plenos poderes desses laranjas, o “colonizador” transfere as porções todas, ficando como único proprietário de toda a colônia (milhares de hectares), devolvendo em seguida, todos esses colonos laranjas, para os estados de origem, pois a vinda deles era apenas para possibilitar a assinatura dos documentos em cartório.

Além desse mecanismo, ainda existem as invasões em terras de especial preservação como as unidades de conservação, terras indígenas e outras. Algumas vezes apenas para o furto de produtos florestais, principalmente a madeira, e outras vezes para grilagem mesmo, aproveitando o produto florestal obtido para capitalização e formação das fazendas que após, terão sua situação fundiária regularizada.

São muitas as fraudes na questão fundiária no estado de Mato Grosso e os criminosos ganham muitas vezes, pois iniciam ganhando com a venda do produto florestal, depois ganham com a exploração da terra desmatada, mais tarde ganham com a regularização fundiária que as valoriza e, mais tarde ainda, ganham com valorização da propriedade em função de toda infra-estrutura que o estado leva com dinheiro do contribuinte.

E agora passa a ganhar também com o perdão governamental ilegal que tentam emplacar através da lei estadual n. 8.961/2008 de 18/08/28 e da Lei Complementar N° 327, de 22/08/08 – Programa MT LEGAL que criam o Programa Mato-grossense de Legalização Ambiental Rural – MT LEGAL.

Aspectos desses esquemas fraudulentos têm sido continuamente desvendados e implicam em uma extensa rede de relações com alto grau de complexidade, sempre contando com o apoio governamental, da classe política capitaneada pelos grandes proprietários rurais, que acabam se traduzindo em conseqüências desastrosas para a manutenção da Floresta Amazônica em nosso estado.

E ainda o que deve ser motivo de grande preocupação é o que temos observado, ao longo desses mais de 30 anos de implementação de Planos de Manejo Sustentável na Amazônia, que, esse Planos, têm servido apenas para dar início ao desmatamento à corte raso, pois, se fizermos um inventário de todos os planos de manejo aprovados até aqui, nesses 30 anos, veremos que a imensa maioria, hoje, são áreas totalmente desflorestadas. E se continuarmos essa política de aprovações sem critérios, a prática só tende a aumentar. E os números do desmatamento não refletem bem o que ocorre em Mato Grosso, pois os criminosos já aprenderam que para não serem detectados pelos sistemas de monitoramento e sensoriamento têm feito apenas a exploração seletiva, destruindo a floresta, por baixo, sem deixar vestígios detectáveis pelos sistemas.

Atualmente no estado de Mato Grosso, licenças são concedidas para exploração dos mais diversos recursos naturais do meio ambiente mato-grossense ao total arrepio dos princípios da precaução e da prevenção, quando não da Lei, principalmente, na construção de usinas hidrelétricas e na significativa expansão da extração de madeira, por meio de autorizações de exploração florestal de dubitável sustentabilidade, conforme demonstra o quadro abaixo:

Créditos florestais autorizados pelo IBAMA no MT entre jan/2003 e dez/2005 (3 anos): 2.619.649 m³

Média anual de créditos autorizados pelo IBAMA no MT: 873.216 m³

Número de operações de transporte autorizadas pelo IBAMA (média anual): 34.929

Créditos florestais autorizados pela SEMA/MT entre jan/2006 e maio/2008 (2,5 anos): 9.464.963 m³

Média anual de créditos autorizados pela SEMA/MT: 3.785.985 m³

Número de operações de transporte autorizadas pela SEMA-MT (média anual): 151.440

Incremento de autorização de créditos florestais pela SEMA/MT (média anual): 434 %

E em análises recentes, foram encontradas muitas e graves irregularidades em praticamente todos os planos de exploração analisados, o que depõe seriamente contra a legitimidade da do estado na condução desses processos.

A ação do desmatamento nesta situação, além da grave ameaça a diversidade de um dos biomas mais ricos do mundo, promovem drásticos desequilíbrios ambientais e climáticos. Não se trata neste caso, somente do interesse individual de quem promove o crime contrariando o interesse coletivo ou o direito constitucional ao meio ambiente equilibrado, mas sim um contexto maior que fere princípios universais.

E é nesse grave contexto que o Governo do estado editou a lei estadual n. 8.961/2008 de 18/08/28 – Programa MT LEGAL que cria o Programa Mato-grossense de Legalização Ambiental Rural – MT LEGAL, disciplina as etapas do Processo de Licenciamento Ambiental de Imóveis Rurais e dá outras providências.

Trata-se de lei totalmente inconstitucional, pois é totalmente incompatível com a legislação federal que trata do tema, mormente a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98) e o Código Florestal Brasileiro (4.771/65), e é exemplo claro de legislação em benefício próprio, pois muitos dos que a conceberam, aprovaram a estão assinando serão beneficiários diretos de seus efeitos, já que são proprietários de grandes áreas já totalmente degradadas e quase sem área de reserva legal e com áreas de preservação permanente totalmente destruídas quando não totalmente aterradas para dar lugar ao plantio das grandes monoculturas. Com essa famigerada lei, essas áreas serão regularizadas apenas com aquisição de áreas cujo valor atual é muito menor, levando a pressão imobiliária ainda mais para o interior da Amazônia mato-grossense.

Explicando melhor: na realidade, essa lei irá privilegiar os grandes produtores de grãos e agro-pecuaristas do estado, àqueles mesmos que conseguiram a regularização fundiária em processos fraudulentos e que são proprietários de grandes áreas totalmente degradadas e sem reserva legal e que, por conta da compensação embutida na nova lei, poderão regularizar essas áreas valorizando-as muito mais ainda, pois seriam necessários grandes volumes de recurso para a recuperação dessas reservas legais, o que vem impedindo que essas terras alcancem valores de mercado iguais ou semelhantes aos valores das terras do sudeste e sul do país.

Agora, com essa casuística lei, bastará a adquirir à preço de banana, áreas de floresta amazônica mais ao norte do estado, ou recolher esse mesmo ínfimo valor aos cofres do estado para fazer a regularização, ou seja, isso irá aumentar em muito o valor das atuais áreas já degradadas que só não era maior por causa da necessidade de recuperação da Reserva Legal e Área de Preservação Permanente e ainda, de quebra, levará a pressão imobiliária ainda mais para o interior da Amazônia de Mato Grosso, elevando os valores dessas áreas e pressionando-as para o desmatamento.

Mas isso pode ser também um tiro no pé, pois essas irregularidades podem se voltar contra os seus mentores caso a sociedade brasileira e internacional, em represália, resolva boicotar os produtos agropecuários do estado de Mato Grosso.

Ora, a Amazônia mato-grossense é patrimônio nacional e como tal deveria ser tratada, não deveria ser tida como patrimônio daqueles que com muito oportunismo vêm tratando-a como se patrimônio particular fosse. Os efeitos da preservação a floresta amazônica sobre o clima do país e do mundo já estão fartamente demonstrados e o estado de Mato Grosso não pode legislar como se o restante do país não pudesse participar das discussões sobre problemas para os quais todos serão afetados.

E em recentes estudos divulgados por especialistas reunidos em Libreville para uma conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África a mudança climática pode provocar a morte de milhões de pessoas nos próximos 20 anos em razão de seus efeitos sobre a nutrição e as doenças.

O estranho de tudo isso é que o governo do estado alega dificuldade no registro e licenciamento das áreas, mas essa mesma dificuldade no registro e licenciamento não existe quando se trata de automóvel, por exemplo. Imaginemos que se 90% dos que detém veículos no estado estivessem com seu registro e licenciamento irregular, o que faria o governo? Todos sabemos: intensificaria a fiscalização, colocaria mais agentes públicos nas ruas e começaria a autuar e apreender todos veículos irregulares. É simples.

Mas por que quando se trata do imóvel, algo que, como o próprio nome já diz é imóvel, portanto muito mais fácil de fiscalizar, a coisa é diferente? Os que são signatários dessa malfadada lei estadual n. 8.961/2008 de 18/08/28 – Programa MT LEGAL sabem muito bem a resposta, pois tratam-se, nesse caso, dos interesses do poder econômico daqueles que sempre detiveram o poder político no estado.

No caso dos automóveis, por exemplo, a grande maioria não tem força econômica e, portanto, não têm força política para responder aos abusos e quando eles ocorrem os seus pobres proprietários não têm outra saída a não ser recorrer ao poder judiciário para garantir os seus direitos, e é o que tentamos fazer neste ato com as pequenas forças que ainda nos resta.

A análise do conflito existente entre lei estadual n. 8.961/2008 de 18/08/28 – Programa MT LEGAL à luz do que dispõe o §4º do art. 24 da Constituição Federal e a lei federal dos crimes ambientais 9.605/98, repito, nos termos da Carta Magna, a competência para legislar sobre questões ambientais é concorrente, cabendo a União traçar as normas gerais e aos Estados dispor de forma suplementar, sendo que, toda vez que o Estado legislar em desacordo com a lei nacional, esta suspende a eficácia daquela no que lhe for contrário.

A nossa Constituição quando trata da competência legislativa, atribui competência concorrente destacando que a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais, sem prejuízo da competência suplementar dos Estados, conforme art. 24, e seus §§ da Constituição.

Desta forma, na legislação concorrente, ocorre prevalência da União no que tange a regulação do interesse nacional, estabelecendo normas gerais visando todo o território nacional, as quais, como é ululante, não podem ser contrariadas por normas estaduais ou municipais.

Entende-se, portanto, que na legislação concorrente ocorre prevalência da União no que concerne a regulação de aspectos de interesse nacional, com o estabelecimento de normas gerais endereçadas a todo o território nacional, as quais, como é óbvio, não podem ser contrariadas por normas estaduais ou municipais.

Assim, afirma-se que a competência legislativa em matéria ambiental estará sempre privilegiando a maior e mais efetiva preservação do meio ambiente, independente do ente político que a realize.

Não há mais espaço para o retrocesso na questão ambiental em Mato Grosso ou no mundo, ou avançamos ou nossos filhos ficarão sem lugar para viver.

Não há mais tempo a perder, quando percebemos que já perdemos quase toda nossa Floresta Amazônica em Mato Grosso por conta de políticas e políticos gananciosos que teimam e tratar a questão ambiental em Mato Grosso como uma questão meramente local.

Não há que se fazer comparações teratológicas como a que fez o atual Secretário da Casa Civil de Mato Grosso que comparou o MT LEGAL à atual campanha contra o desarmamento do Governo Federal. Essas comparações, além de estapafúrdias, tentam confundir a opinião pública camuflando as reais razões que estão por trás do MT LEGAL!

Como comparar o hipotético e abstrato perigo para a sociedade que representa o porte de uma arma em casa, o que, em tese, configuraria porte ilegal, anistiado várias vezes desde a primeira edição do chamado Estatuto do Desarmamento (N. 10.826/2003), com o real e concreto dano ambiental provocado pelos desmatamentos ilegais em áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal na nossa Amazônia?

Essa comparação só cabe mesmo na cabeça daqueles que avistam no lucro a todo custo uma saída para o desenvolvimento do Brasil.

Adamastor Martins de Oliveira é Analista Ambiental – Agente Federal de Fiscalização Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA



A vegetação nativa do noroeste paulista sofreu, nas últimas décadas, com altos índices de degradação ambiental. Ainda assim, continuam significativas na região as populações de carnívoros como jaguatiricas (Leopardus pardalis) e lobos-guará (Chrysocyon brachyurus).

As duas espécies, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estão ameaçados de extinção. Um dos principais desafios dos responsáveis pelo manejo ambiental na região é a dificuldade de adaptação desses animais às novas paisagens agroflorestais da região, cada vez mais fragmentadas.

A conclusão é dos biólogos Maria Carolina Lyra-Jorge e Giordano Ciocheti em pesquisa desenvolvida no Laboratório de Ecologia da Paisagem e Conservação (LEPaC), vinculado ao Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho foi publicado na revista Biodiversity and Conservation.

A região noroeste de São Paulo perdeu cerca de 60% da vegetação original entre 1962 e 1992. O que sobrou foi um mosaico de floresta, cerrado e áreas cultivadas, sobretudo cana-de-açúcar e eucaliptos. Em trabalho de campo, os pesquisadores identificaram dez espécies de carnívoros, entre felinos e canídeos, em 18 meses de coleta de dados.

Do total de espécies encontradas, quatro estão ameaçadas de extinção: onça-parda (Puma concolor), jaguatirica (Leopardus pardalis), gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus) e lobo-guará (Chrysocyon brachyurus).

- Registramos cerca de 130 animais em 18 meses. É um número alto, considerando que os pontos de coleta de dados não tinham nenhum tipo de isca ou atrativo artificial. A idéia foi trabalhar com a freqüência espontânea dos animais – diz Ciocheti.

Câmeras e canteiros

O trabalho, orientado pela professora Vânia Regina Pivello, do Departamento de Ecologia do Instituto Biológico, envolveu uma área agroflorestal de 50 mil hectares nos municípios de Santa Rita do Passa Quatro e Luís Antônio, onde foram espalhadas 21 câmeras fotográficas para o registro dos bichos e mais 21 canteiros de areia para o registro de pegadas dos animais.

O critério de distribuição levou em conta a área total das diferentes classes de vegetação amostradas, entre as quais estão o cerradão, o cerrado em sentido estrito, a floresta semidecídua e a monocultura de eucalipto. Os autores verificaram que os carnívoros encontrados na região têm utilizado a paisagem alterada pelo homem no interior paulista de maneira flexível. Uma adaptação a mudanças ambientais que causou surpresa aos pesquisadores.

Ciocheti observou um número elevado de jaguatiricas se locomovendo pelos eucaliptais para alcançar outros fragmentos florestais. Foram identificados também lobos-guará que morreram por causa da fumaça da queimada da cana-de-açúcar, recurso ainda usado para a colheita. Outra causa de morte é o atropelamento em pequenas estradas próximas às plantações de cana e eucalipto.

Outras espécies que circulam na área estudada são jaritataca (Conepatus semistriatus), quatis (Nasua nasua), guaxinins (Procyon lotor), cangambás (Mephitis mephitis) e iraras (Eira barbara).

Segundo os pesquisadores, em relação à diversidade das espécies encontradas não foram verificadas diferenças significativas na ocupação dos fragmentos florestais, de modo que a comunidade carnívora como um todo explorou todas as áreas de estudo, independentemente da cobertura vegetal.

O estudo aponta ainda que as plantações de monoculturas conectam trechos de vegetação original permitindo, assim, a sobrevivência das espécies e a melhor locomoção dos indivíduos. Mas quando há corte de eucalipto, por exemplo, a cada cinco anos, a paisagem fica isolada. Com isso, os animais podem habitar apenas um fragmento de vegetação, correndo o risco de exaurir os recursos naturais.

Giordano Ciocheti afirma que a idéia da pesquisa é chamar a atenção para a necessidade de parcerias entre o meio científico, as empresas agroindustriais e os órgãos estaduais para a criação de mais áreas de proteção ambiental. Também para que o manejo dessas áreas agrícolas tenha o menos impacto possível, diminuindo o risco de mortalidade dos animais.

Os dados coletados serviram como base para a dissertação de mestrado de Ciocheti e para a tese de doutorado de Maria Carolina, defendidas recentemente no Instituto de Biociências da USP.



Aug
03
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

BELÉM - A Estação Ecológica da Terra do Meio, no Pará, será totalmente desocupada e livre da presença humana, a não ser de pesquisadores e cientistas com projetos na área da biodiversidade amazônica. - E mesmo assim acompanhados de agentes do Ibama [Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] - assegura o coordenador da Operação Boi Pirata, Weber Rodriges Alves.

Criada pelo Governo Federal em 2005, esta é a segunda maior unidade de conservação do país, com 3,3 milhões de hectares de mata exuberante, onde a imponência das castanheiras, com 30 metros de altura, e dos ipês amarelos, também altos e floridos nesta época do ano, se destacam na paisagem desfrutada por araras, papagaios, macacos, onças e uma infinidade de outras espécies de aves e bichos. Os rios, com uma grande diversidade de peixes e praias, completam a paisagem que tanto emociona os turistas e encanta os habitantes da região. A Estação Ecológica fica no sudeste do Pará, município de Altamira e a 300 quilômetros de São Félix do Xingu.

Pois é neste cenário, entre os Rios Bala e o Iriri, cortado por uma estrada de 18 quilômetros de extensão, onde o governo enfrenta o problema da retirada dos pecuaristas e colonos. Ninguém tem escritura registrada das terras que ocupa. Apenas contratos de compra e venda passados de vendedores para compradores, transferindo o direito de posse. Alguns dizem que pagam o Imposto Territorial Rural (ITR), mas juridicamente não são donos legítimos. As terras pertencem à União, que não deu títulos de propriedade a nenhum desses cinco latifundiários, de acordo com o Ibama, nem a colonos, que o instituto não sabe sequer a quantidade.

Os próprios colonos dizem que são 300 famílias morando na área, vivendo ali muitos anos antes de se falar na criação da Estação Ecológica. Antônio Gomes da Costa, que tem um terreno de 400 alqueires, conta que bem antes de o Ibama aparecer na região, o governo estimulou a ocupação da Amazônia.

- Nós entramos aqui com autorização do governo do Pará. Muitos de nós fomos a Belém e lá tivemos a autorização do Estado para que nós pudéssemos entrar nessa região, que era uma área livre e que o governo tinha o interesse de nos documentar no futuro, cada um com seus títulos - disse Ferreira, ao acrescentar que isso ocorreu entre 2000 e 2002. - Se o governo dissesse que aqui seria uma reserva, não teríamos investido nesse local tudo que construímos na vida - desabafa.

João Henrique da Silva, que também tem um terreno numa área entre os Rios Bala e Iriri, disse que agora não sabe para onde ir. Ele conta que comprou a propriedade com o dinheiro de três anos de trabalho nos Estados Unidos e juntou as economias da família na esperança de dar uma condição de vida melhor para todos.

O coordenador da Operação Boi Pirata, Weber Rodrigues Alves, tranqüiliza os pequenos proprietários que vivem na Estação Ecológica. - O governo, evidentemente, não vai jogá-los na estrada. A idéia toda é formar um trabalho aqui e relacionar todas essas pessoas, ver a dimensão e o que eles já construíram dentro de suas terras e provocar um reassentamento próximo aqui da região para não acontecer a desagregação das famílias - garantiu Rodrigues, sem dar um prazo final para os pequenos proprietários desocuparem a área. Ele disse apenas que “todos terão que sair, mas a data o Ibama ainda vai oficializar”. JB Online.



Aug
03
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Principal desafio das autoridades chinesas é tornar o ar da metrópole Pequim adequado à prática de esportes durante os Jogos Olímpicos. Trânsito de automóveis e funcionamento das indústrias foram limitados.

O smog e a poeira dominavam o céu de Pequim durante a inauguração da Vila Olímpica, no último dia 27 de julho, a duas semanas do início dos Jogos Olímpicos de 2008. A visibilidade era inferior a cem metros, o que fazia os ambientalistas suspeitarem que os chineses não conseguiriam cumprir a sua promessa de “Jogos verdes”.

Para as autoridades chinesas, a culpa era da neblina e das más condições do tempo. “Não importa o país, a visibilidade é sempre ruim quando há neblina”, disse Du Shaozhong, vice-diretor do Escritório de Proteção Ambiental de Pequim. “Podemos garantir que a qualidade do ar durante as competições esportivas será satisfatória.”

Ao lado dos conflitos no Tibete, a poluição do ar de Pequim é o grande problema das autoridades chinesas nas semanas que antecedem os Jogos Olímpicos. E isso apesar de elas terem investido 17 bilhões de dólares em medidas de proteção ambiental nos últimos anos. Mesmo assim, Pequim continua sendo uma das cidades mais poluídas do mundo.

Limites ao trânsito e à indústria

“Pequim é um caldeirão. No norte, no leste e no oeste há morros. Temos aqui uma situação geográfica e climática inadequada”, avalia o especialista em energia Xu Zhijong, que trabalha para a Cooperação Técnica Alemã (GTZ).

Mas a localização da cidade não é a principal responsável pela poluição. Há 3,3 milhões de automóveis em Pequim e cada dia mil novos carros são incorporados ao trânsito da metrópole de 17 milhões de habitantes. Para diminuir a emissão de gases pelos escapamentos, o governo da cidade instituiu no último dia 20 de julho um sistema de rodízio baseado nas placas dos veículos. Além disso, há quatro novas linhas de metrô disponíveis.

Também a indústria teve que fazer a sua parte para melhorar o ar que se respira em Pequim. Algumas fábricas tiveram que reduzir suas emissões de gases em 30%, mesmo que isso significasse parar a produção. Outras tiveram que suspender totalmente suas atividades e voltarão a operar somente após o final dos Jogos.

Sydney e Atenas

A organização ambientalista Greenpeace elogiou algumas das medidas adotadas pelos chineses. “Pequim deu um grande salto no aspecto proteção ambiental”, afirmou o porta-voz Lo Sze Ping. Para ele, devem ser destacados o crescente uso de energias renováveis, as novas linhas de metrô e as melhorias na coleta de lixo.

Já no aspecto qualidade do ar, a avaliação do Greenpeace não é positiva. Os limites à circulação de automóveis e ao funcionamento das indústrias não trarão benefícios a longo prazo. Segundo a organização, a presença de partículas de poeira no ar da metrópole não diminuiu desde agosto de 2007. A principal culpada, segundo os ambientalistas, é a indústria.

Na comparação com Sydney e Atenas, que sediaram os Jogos de 2000 e 2004, os esforços ambientais de Pequim ocupam um meio termo. Segundo o Greenpeace, os chineses estão melhores que os gregos, mas piores que os australianos. De uma forma ou de outra, na avaliação da organização ambientalista nenhuma das três cidades merece o selo de “Jogos verdes”.

DW/Agências



Aug
03
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

PEQUIM - A China está estudando maneiras de interferir no clima para garantir um tempo perfeito durante a Olimpíada, que começa na próxima sexta-feira com uma cerimônia de abertura extravagante no estádio nacional Ninho do Pássaro em Pequim.

Normalmente, a árida capital é dada a chuvas torrenciais nas noites de verão e o Ninho do Pássaro não tem cobertura, o que tem levantado especulações de que o comitê organizador vai tentar evitar tempestades na noite de abertura do evento.

“O instituto meteorológico está cogitando isso”, disse Fan Yuansheng, diretor de controle de poluição no Ministério de Proteção Ambiental. “Estão pesquisando algumas modalidades de intervenção climática humana, e prepararam algumas coisas nesse quesito.”

No início do ano, técnicos do Instituto Meteorológico de Pequim afirmaram ter obtido certo sucesso na prevenção de chuvas leves, mas reconheceram ter mais dificuldade com tempestades fortes.

Vídeos que vazaram da cerimônia de abertura prometem um show espetacular do diretor Zhang Yimou, incluindo um pergaminho que se desenrola revelando um dançarino solitário e dançarinos vestidos como blocos cinzentos que sobem e descem ao som de uma batida poderosa, evocando tanto os arranha-céus quanto os artefatos de pedra da China imperial.

A demonstração de fogos de artifícios também será mais impactante com um tempo claro.

A China usará dois métodos de controle de chuvas na sexta-feira, disseram autoridades.

Estações na periferia de Pequim podem tentar induzir chuvas antes que elas alcancem o centro da cidade disparando um agente semeador nas nuvens com armamento antiaéreo. A China com frequência utiliza essa técnica de polinização de nuvens para aumentar a incidência de chuvas em províncias do sul que sofrem com a seca.

Outra técnica é disparar um líquido refrigerador nas nuvens, que reduz a chance de chuva aumentando o número de gotas de água ao mesmo tempo em que diminui seu tamanho médio. Gotas mais pesadas têm uma tendência maior de se precipitar.

O clima tem cooperado este ano, com chuvas mais fortes que o normal na primavera e no início do verão, fazendo brotar árvores e plantas por toda a cidade. Reuters.



Jul
30
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Mais cem metros e investigadores russos batiam um novo recorde. Mas não foi desta que a equipa liderada por Artur Chilingarov tocou no local mais fundo do lago Baical no Leste da Sibéria. A 1680 metros de profundidade, a marca ia dar à equipa o recorde do mergulho mais profundo em água doce com submarino.

“Não houve recorde”, disse à imprensa Chilingarov. Mas o líder da expedição, que investiga também os efeitos do aquecimento global no maior reservatório natural de água doce do planeta, já tinha utilizado os dois mini-submarinos na conquista de objectivos como os que procura agora atingir no lago Baical.

Artur Chilingarov, que também é deputado do parlamento russo e é considerado próximo do Kremlin, foi o homem que guiou outra expedição às profundezas do Árctico e pôs a bandeira russa no leito do Oceano Árctico, sob o Pólo Norte, a 2 de Agosto do ano passado. Um gesto através do qual Moscovo quis afirmar a sua posição na disputa pelas reservas por explorar do Árctico.

A nova expedição não pode, por isso, deixar de ser olhada como mais uma demonstração da capacidade tecnológica e científica de um país que quer recuperar o estatuto de potência mundial que possuiu durante os anos da Guerra Fria.

Artur Chilingarov admitiu que o antigo Presidente e actual primeiro-ministro, Vladimir Putin, apoiava completamente o esforço, mas a razão que estava por trás era outra. “Queremos estudar e observar o lago Baical, e preservá-lo”, disse o cientista na segunda-feira, enquanto inspeccionava os submarinos Mir-1 e Mir-2. E há boas razões para isso.

“Pérola da Sibéria” ou “Galápagos russas” são duas formas de se apelidar o lago Baical, declarado Património da Humanidade pela UNESCO em 1996. O lago fica na região de Irkutsk, no Sudeste da Rússia, perto da Mongólia e é uma das atracções da viagem do comboio transiberiano que percorre o país.

Um habitat único

É o lago de água doce com mais volume do mundo, tem cerca de 636 quilómetros de comprimento e atinge os 80 quilómetros nas zonas mais largas. Contém um quinto das reservas de água doce em estado líquido do planeta e é o lar de muitas espécies endémicas. Por ser tão antigo (formou-se entre 20 e 25 milhões de anos atrás), aquelas espécies tiveram tempo para se adaptar e evoluírem em formas únicas. A foca de Baikal é o único mamífero do lago e uma das espécies mais emblemáticas.

Os investigadores planeiam recolher amostras do lago a diferentes profundidades e tentar perceber como é que o aquecimento global está a afectar a região.

Um dos investigadores disse à estação de televisão pan-árabe Al-Jazira que poderão vir a ser encontradas novas espécies que vivem no leito, além de reservas de petróleo e gás.

O desenvolvimento económico é uma ameaça para os frágeis equilíbrios ecológicos da região. O projecto de construção de uma conduta de petróleo que atravessava a Sibéria, lançado em 2002, que passava a menos de um quilómetro do lago foi contestada: há dois anos, um movimento de cidadãos obrigou o Governo a impedir a construção da conduta. Posteriormente, a construção de uma central de enriquecimento de urânio também causou alarme. Também o crescimento do turismo, gera preocupações ambientais. Apesar de existirem muitas leis a protegerem o lago, estas não são aplicadas.

Entretanto, a equipa de Chilingarov ainda tem pela frente mais 60 mergulhos. “Vamos tentar mais vezes”, diz o cientista. Pode ser que para a próxima consigam enterrar uma bandeira na zona mais funda do lago. Publico.PT.



Jul
29
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

O general americano Patrick Hughes ameaça intervenção na Amazônia brasileira por “questões ambientais”.

Segundo informou o jornalista Ricardo Boechat, inicialmente no programa Bom Dia Brasil da TV Globo, e confirmado essencialmente em matéria publicada em O Globo, “uma platéia de professores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) presenciou, na quinta-feira passada, um momento histórico: pela primeira vez, uma autoridade de alto escalão dos Estados Unidos defendeu em público a intervenção militar norte-americana na Amazônia”. A autoridade em questão foi ninguém menos que o general Patrick Hughes, atual diretor da agência de inteligência das Forças Armadas norte-americanas (Defense Intelligence Agency - DIA), que discorreu sobre as ameaças potenciais para seu país nos próximos vinte anos: narcotráfico, escassez de matéria prima, terrorismo nuclear e agressões ao meio ambiente com conseqüências para os Estados Unidos. A novidade ficou por conta da declaração explícita do general Hughes de que, se o Brasil resolver fazer uso da Amazônia de forma prejudicial ao meio ambiente dos Estados Unidos, estes devem estar prontos para interromper o processo imediatamente.

Em jargão militar, isto significa hipótese de intervenção armada; tratando-se de um profissional de informações do quilate do general Hughes, estamos defronte não de uma inconfidência, mas de um recado que pode ter múltiplos endereços, como, por exemplo, às Forças Armadas brasileiras, que recusaram peremptoriamente qualquer ingerência na Amazônia de eventuais “capacetes verdes” da ONU por ocasião das recentes queimadas ocorridas na região.

A “Nova Ordem Mundial” e o seu fator “ecológico”

A ameaça pública de Hughes que, segundo O Globo, provocou irritação nos meios militares brasileiros, deve ser analisada em um contexto estratégico bem mais abrangente. Com a derrocada do bloco soviético e a conseqüente introdução de uma nova estratégia geopolítica denominada “Nova Ordem Mundial”, cujo paradigma foi a Guerra do Golfo (quando o Iraque foi arrasado por uma conjugação de forças militares internacionais sob a cobertura da ONU e capitaneadas pelos Estados Unidos de George Bush), ficou claro o deslocamento dos conflitos mundiais do eixo Leste-Oeste para o Norte-Sul.

Um dos pilares desta “Nova Ordem” vem a ser o “fator ecológico”, que inclui a formação de uma ampla corrente de opinião pública internacional favorável ao estabelecimento de um sistema de soberanias limitadas sobre vastas áreas do planeta, sob os mais variados pretextos, como a preservação do meio ambiente ou a proteção das minorias étnicas, como as comunidades indígenas da região Amazônica, que passaria a ser considerada como “patrimônio da Humanidade”.

Tal cenário baseia-se no reconhecimento da “limitação” dos recursos naturais necessários ao avanço do desenvolvimento econômico das grandes potências e na inexistência de “fronteiras ecológicas” entre os diversos países do planeta.

A partir desta nova doutrina, organismos de caráter militar como a OTAN, reforçada com a admissão de novos membros, começaram a reestruturar-se e preparar-se para os futuros “conflitos por recursos naturais”. Reorientação semelhante foi acompanhada por agências de inteligência estratégica e militar das grandes potências, como a citada DIA e a National Security Agency (NSA), ambas norte-americanas. Neste particular, o senador Sam Nunn, presidente do comitê militar do Senado norte-americano, sugeriu que o Departamento de Defesa tornasse a proteção ambiental a sua prioridade máxima, argumentando que as tecnologias ambientais serão “a indústria mais promissora dos próximos 20 anos”.

A proposta do senador foi de encontro às idéias do próprio secretário de Defesa dos EUA, Richard Cheney, que admitiu publicamente que seu departamento deveria tornar-se “líder” em questões ambientais.

Datam desta ocasião as iniciativas para a formação de tropas multinacionais, como as despregadas na Guerra do Golfo, para intervirem unilateralmente em países onde ocorressem catástrofes ambientais que, supostamente, afetariam outros países. Tais tropas, cognominadas de “capacetes verdes”, deveriam ser coordenadas pela ONU à semelhança de seus congêneres militares, os “capacetes azuis”.

O Pentágono quer militares ibero-americanos protegendo o meio ambiente.

Um dos maiores obstáculos para a consecução da estratégia da “Nova Ordem Mundial” na Ibero-América é constituído por suas Forças Armadas, tradicionalmente nacionalistas e imbuídas de seu dever constitucional de defender o solo pátrio contra investidas alienígenas, armadas ou não. Para neutralizá-las, os estrategas da Nova Ordem Mundial acenaram com uma mudança do foco de sua missão uma vez que o inimigo potencial visível, o comunismo soviético, deixara de existir.

Além disso, elas necessitavam de uma “reestruturação”, forçada pela difícil situação econômica dos países ibero-americanos. Para tanto, foi postulado o desmantelamento das Forças Armadas dos países ao sul do Rio Grande, que deveriam ser convertidas em meras forças policiais, sem qualquer capacidade efetiva de defesa das soberanias nacionais. Suas principais missões seriam o combate ao narcotráfico e, exatamente, a “segurança ambiental”.

A linha mestra desta política encontra-se em documentos de think-tanks do Establishment anglo-americano, como o livro The Military and Democracy: The Future of Civil-Military Relations in Latin America, mais conhecido como o Manual Bush para o desmantelamento das Forças Armadas ibero-americanas, cuja publicação foi patrocinada pelo Pentágono. Tais questões são abordadas com detalhes no livro O Complô para aniquilar as Forças Armadas e as Nações da Ibero-América.

Uma das ocasiões para a introdução do conceito de “segurança ambiental” na agenda das Forças Armadas ibero-americanas foi em 4 de junho passado, em Miami, EUA, quando o Comando Sul do Exército dos EUA e a Subscretaria de Segurança Ambiental do Departamento de Defesa promoveram uma Conferência de Segurança Ambiental do Hemisfério Ocidental. O principal orador da conferência foi o subsecretário de Estado para Assuntos Globais, Timothy Wirth, que, diante de 300 oficiais militares de 32 países, afirmou que a proteção ambiental é “um assunto legitimamente militar”.

Segundo Wirth, existem planos específicos para cada país. No caso do Brasil, por exemplo, a proposta visa a auxiliar na “preservação da Floresta Amazônica”, dando assistência direta às Forças Armadas e ao Ministério do Meio Ambiente. Mencione-se que, em abril do ano passado, o Departamento de Estado publicou um refinado documento intitulado Diplomacia Ambiental, com prólogos do vice-presidente Al Gore e da Secretaria de Estado Madeleine Albright, cuja principal mensagem é que “os assuntos de meio ambiente formam hoje parte da corrente principal da política exterior norte-americana”, porque “os problemas ambientais são freqüentemente o núcleo dos desafios políticos e econômicos que enfrentamos ao redor do mundo”.

Dentre as propostas divulgadas por Wirth encontra-se a criação de um sistema internacional de parques ambientais ao longo das fronteiras de diversos países das Américas Central e do Sul, principalmente na Amazônia, onde uma força supranacional cuidaria da preservação ambiental e da integridade territorial.

Entre as regiões candidatas para a implantação destes parques naturais é certamente Roraima a mais rica província mineral do planeta e a Cordilheira do Condor, onde localiza-se um cordão aurífero e outros recursos naturais, objeto de conflito territorial entre Peru e Equador.

O aparato ambientalista internacional como coadjuvante

O aparato ambientalista internacional, constituído por ongs controladas pelo Establishment anglo-americano, desempenha um papel fundamental na implantação do “fator ecológico” acima mencionado. No setor norte-americano, a ong Environmental Defense Fund (EDF- Fundo de Defesa Ambiental) merece atenção especial pelos vínculos que mantém com órgãos do governo estadunidense por meio de intercâmbio de dirigentes.

Caso exemplar é o de Frank Loy, que foi presidente do EDF e que acaba de ser nomeado como subsecretário de Estado para Assuntos Globais, no lugar de Tim Wirth, que foi administrar o fundo de um bilhão de dólares doados recentemente às Nações Unidas pelo magnata da CNN, Ted Turner que, incidentalmente, vem a ser também diretor do EDF.

Outro alto funcionário do governo norte-americano que presidiu o EDF, foi Anthony A. Lapham, que serviu na Central of Intelligence Agency (CIA) e voltou para o EDF. Já Paul Nitze, especialista em controle de armas, funcionário do Departamento de Estado e ex-assessor dos presidentes Kennedy, Johnson e Nixon, foi diretor da EDF logo após a administração do presidente Bush. Este intercâmbio quase promíscuo de pessoas ocupando posições de confiança entre organismos do governo e o EDF permite no mínimo concluir pela existência de objetivos comuns.

Nunca é demais lembrar que estas hidrovias integram o sistema logístico de transporte do Cerrado brasileiro para viabilizar a colocação internacional dos grãos aí produzidos a preços altamente competitivos. Segundo a revista CNT, publicada pela Confederação Nacional do Transporte, um relatório produzido pelo governo norte-americano, ainda na década de 70, considerava o Centro-Oeste brasileiro uma séria ameaça aos produtos de grãos dos Estados Unidos, desde que o Brasil conseguisse viabilizar um transporte barato das áreas de produção até os portos. Brasil Wiki!



Jul
29
Filed Under (Outros) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontou que o País contabiliza um prejuízo anual de R$ 1 bilhão, provocado por 50 milhões de descargas elétricas (raios), causando danos principalmente para o setor elétrico. Segundo o engenheiro eletricista Victor Bitencourt, do Centro de Operações do Sistema da Celg, Goiás também sofre com perdas que chegam a R$ 1,5 milhão anualmente, sendo R$ 700 mil com a área comercial e o restante com problemas técnicos, em virtude dos reparos em linhas de transmissão e subestação.

O número é considerado alto, especialmente porque entre 60 e 70% das ocorrências de queda de energia, no período chuvoso, são ocasionadas por raios. O dado é computado por causa do monitoramento das descargas atmosféricas em tempo real. Segundo Bitencourt, o sudoeste goiano é a região que mais sofre com descargas elétricas, que são propiciadas pela proximidade das frentes frias que vêm do Estado do Mato Grosso do Sul. Os destaques são Jataí, Mineiros e Rio Verde. “No período de chuvas, somente em um dia, a cidade de Jataí recebeu mais de duas mil descargas, ocasionando sérios prejuízos para a população e para a Celg”, informou o engenheiro eletricista.

Segundo ele, entre os dias 16 de março e 15 de abril deste ano, Goiás recebeu mais de 40 mil descargas elétricas, sendo 300 somente na Capital. “Um raio pode cair, sim, duas vezes no mesmo lugar. Por isso, em caso de tempestade, o melhor é ficar dentro de casa. Se estiver em um descampado, proteja-se dentro do carro, mas nunca debaixo de uma árvore”, orientou Bitencourt.

O INPE foi a primeira instituição no mundo a relacionar o calor com o aumento da incidência de raios. Daí justificar o fato de a Grande Goiânia ser alvo de constantes descargas elétricas, conforme informou o engenheiro da Celg. “O número de raios vem aumentando em virtude do aquecimento global, do efeito estufa, da poluição dos grandes centros”, enumerou. Ele estima que Goiás receba aproximadamente dois milhões de descargas elétricas por ano.

Além dos prejuízos materiais aos consumidores de energia e às concessionárias que fornecem o benefício, os raios causam anualmente cerca de cem mortes, em todo o País. Em Goiânia, o caso mais recente ocorreu em dezembro de 2007, quando Wagner Caetano de Almeida, de 18 anos, Arli Lopes Ananias, 24, e Daniel Rosa Rezende, 22, foram atingidos por um raio. Eles praticavam exercícios debaixo de forte tempestade, em uma praça do Setor Parque Amazônia. Os dois primeiros morreram de parada cardíaca e Daniel sofreu alguns ferimentos.

Em março deste ano mais um susto, desta vez sem vítima fatal. Enquanto jogava uma partida pelo Campeonato Goiano, defendendo o Novo Horizonte contra o Atlético, o então meio-campista Gilvan Pereira, 34, foi atingido por uma descarga elétrica. “O campo estava muito alagado e mesmo o estádio contando com pára-raios, o acidente foi inevitável”, disse o ex-jogador. Alguns colegas sentiram um leve choque, mas Pereira foi quem recebeu maior descarga. Ele chegou a desmaiar, mas se recuperou. Jornal Hoje.