Há mais de uma década, o Hospital Vera Cruz implantou em todos os seus departamentos, a coleta seletiva de resíduos, como uma das ações de seu Programa de Gestão pela Qualidade Total. Por meio de treinamento e da conscientização de todos os colaboradores e médicos do Hospital, o programa vem contribuindo com a proteção e recuperação do meio ambiente, além de gerar renda para muitas famílias.
Com o envolvimento de todos, a prática de selecionar os resíduos recicláveis ganhou força, e desde 2000, o Hospital é parceiro da ONG Ecologia e Dignidade Humana, empresa do terceiro setor que administra cooperativas de reciclagem. “Instalamos em todos os departamentos da organização, lixeiras apropriadas e passamos a coletar o lixo separadamente (metal, papel, plástico), e foi aí que começamos a dar um destino para este tipo de resíduo, de forma estruturada, doando nossos resíduos recicláveis à ONG EDH”, afirma o Gerente Executivo de R.H, Qualidade e Serviços de Apoio, Orlando Nista Jr .
Inicialmente, o Hospital Vera Cruz passou a enviar todos os materiais recicláveis devidamente separados à Cooperativa São Judas Tadeu, uma das cooperativas incubadas pelo EDH. Atualmente, os resíduos recicláveis são retirados pela Cooperativa Santos Dumont, também ligada à mesma ONG, que passou a receber a doação do Vera Cruz, desde 2006. “Com relação aos resíduos contaminados gerados pelo Hospital, mantemos contrato com empresa especializada, que vem e recolhe o nosso lixo, pesa, e dá a destinação e tratamento apropriados”, diz Nista.
Além disso, as lâmpadas fluorescentes utilizadas pelo Hospital(material que não é aproveitado pela Cooperativa de Recicláveis), são encaminhadas a uma empresa que realiza serviço de descontaminação de mercúrio. As pilhas e baterias de celular são separadas e enviadas a locais que destinam esse material a seus respectivos fabricantes, para o descarte adequado, sem contaminar o meio ambiente.
Ainda como parte deste trabalho de responsabilidade social, o Hospital doa material de proteção aos cooperados no manuseio e separação do lixo. O fornecimento de luvas a duas Cooperativas de Reciclagem faz parte de uma ação que visa contribuir para a promoção de saúde dos cooperados.
A coordenadora do Programa 5S (método de organização, higiene e limpeza adotado no Vera Cruz) e diretora, Dra. Beatriz Mangabeira A. Queiroz, acompanha e estimula as práticas da coleta seletiva desde o início de sua implantação, sempre determinada na disseminação da idéia que reciclagem traz benefícios tanto para o meio ambiente, quanto ao hospital e à comunidade.
“Em 2003, nós separávamos uma média de 30 mil kg de lixo reciclado por mês e agora, 50 mil kg/mês. Isso é resultado da conscientização de todos. É um benefício para todo mundo, um desdobramento de cultura, de educação e de saúde”, acrescenta a Gerente de Qualidade do Hospital Vera Cruz, Claudia Matias.
O programa de coleta seletiva de lixo já é prática incorporada à rotina da instituição, e motivo de satisfação por poder transformar resíduos que iriam poluir o meio ambiente, em uma ação de responsabilidade social.
Curiosidades
- Em 1997, o Hospital Vera Cruz reciclou 53.381 toneladas de lixo.
- Até o mês de agosto de 2008, o Hospital já tem quase 50 mil toneladas de lixo reciclado. A estimativa até o final do ano é de 75 mil toneladas.
- O Hospital Vera Cruz doa, atualmente, 1300 pares de luvas/mês para duas Cooperativas: à Santos Dumont (500/mês) e Aliança São Judas Tadeu (800/mês)
- De novembro de 2000 a setembro de 2008, o Hospital doou um total de 88.500 pares de luvas às cooperativas.
Mais de 150 voluntários, a maioria professores e alunos do Ensino Médio, promovem às 10h deste sábado, Dia Mundial de Limpeza, um grande mutirão de recolhimento do lixo da Praia de Copacabana, no trecho em frente à Rua Santa Clara. A campanha, que terá a presença da secretária do Ambiente, Marilene Ramos, vai marcar a participação do Governo do Estado nas comemorações do Clean Up The World, uma das atividades ambientais mais pró-ativas em âmbito mundial, realizada em mais de 125 países.
No Rio, as comemorações começam sexta-feira, com o lançamento, pela Secretaria do Ambiente, do projeto Contador de Árvores, no Jardim Botânico, e a visitação de vários alunos de diferentes escolas ao Encontro das Águas, Espaço do Ambiente também da Secretaria do Ambiente, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Os estudantes farão a limpeza simbólica da Lagoa, assistirão a palestras e exibições do Teatro de Bonecos, do Grupo Catavento.
Para este sábado, a Secretaria do Ambiente, Serla, Feema e IEF programaram atividades em alguns municípios como Niterói, Campos, Macaé, Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, envolvendo prefeituras, a sociedade civil organizada, sobretudo por meio das associações de moradores, de pescadores, ONGs, escolas, empresas e corporações de excelência em responsabilidade sócio-ambiental.
O objetivo é promover mutirões de limpeza nas praias, rios, canais, lagoas, baías e manguezais: replantio de sementes e mudas originárias da Mata Atlântica; estímulo ao manejo em áreas de proteção permanente e, sobretudo, ações de educação ambiental.
O Clean Up World teve início na Austrália e começou no Rio em 2003, com a campanha Limpeza na Praia, promovida pelos institutos Aqualung e Lagoa Viva, nas praias de Copacabana e da Barra da Tijuca, e a revitalização da bacia hidrográfica da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. A ação tornou-se permanente na agenda anual do Pacto de Resgate Ambiental do Governo do Estado do Rio, da qual participam também dezenas de entidades.
Atualmente, cerca de 11 mil toneladas de lixo residencial são recolhidos todos os meses na capital sergipana. Diante dos números e tendo como único ponto de coleta o Lixão da Terra Dura, órgão públicos discutem novas alternativas para a destinação de resíduos na Grande Aracaju. O sociólogo e professor Geraldo Viana destaca que, em menos de 15 anos, a estimativa de uso do Lixão fica praticamente esgotada, alertando a necessidade de estudar outras opções. Ele defende a instalação de uma usina de valorização de resíduo sólido no Estado, que é capaz de transformar a coleta em energia elétrica.
Geraldo Viana destaca que diversos estudos para instalação de um aterro sanitário na Grande em Aracaju estão sendo discutidos. E destaca que além da escolha para o sistema de lixo, há outras opções tão quanto ou mais viáveis, em termos de custo, impacto ambiental e geração de emprego para a população.
“Por desconhecimento, muitas pessoas não conseguem observar que as usinas, atualmente, não são tão caras quanto parecem ser. Posso apostar que a usina, da qual me refiro, tem um custo abaixo se for fazer um comparativo com o aterro sanitário e não produz chorume”, explica.
Viana alega que a usina também permite que os catadores permaneçam no processo de separação dos sólidos, não causando desemprego de pessoas que se utilizam do lixo como geração de renda para família. “Defendo a implantação de uma usina de valorização de resíduo sólido que é capaz de transformar o lixo em recurso energético”, explica dizendo que é economicamente viável a implantação dessa indústria de lixo.
O professor Viana completa que Sergipe seria o pioneiro na utilização desse mecanismo e aponta outras regiões como a área da Universidade Federal do Rio de Janeiro conhecida popularmente como ‘Fundão’, e em Recife, como áreas que utilizam ferramentas parecidas. “Como as usinas de incineração”, diz ele, informando que para a implantar os aterros seriam gastos R$ 150 milhões aproximadamente e R$ 30 milhões para a usina. “Em termos de área utilizada, a usina consegue aproveitar dez vezes menos o espaço utilizado pelo aterro”.
A Usina de Valorização do Resíduo representa um empreendimento que comprime e “inertiza” o resíduo tanto seco quanto úmido. Ela transforma o resíduo em energia. E o último resíduo desse processo são as cinzas que são utilizadas na fábrica de cimento ou na agricultura.
A usina transforma o resíduo em produtos nobres: a energia elétrica, o fertilizante orgânico. Tudo isso num processo industrial, onde as pessoas que hoje são catadoras de lixo podem ser utilizadas, não para trabalhar com materiais perigosos, mas para trabalhar com materiais inertes. E nesse sentido, a usina pode reduzir a zero o custo de destinação final por tonelada.
Origem da tecnologia
A Usina de Valorização de Resíduos Sólidos não é uma tecnologia desenvolvida no Brasil, é uma tecnologia européia, especificamente Itália, França e Alemanha. “É uma ferramenta que tem uma tendência para ser instalada em grande parte dos países europeus. Pela legislação européia, preconiza que até 2016 não faça implementação de aterros sanitários”, diz.
Outras alternativas são as usinas de incineração (usina verde) e a de valorização de resíduo sólido. Vale ressaltar que a incineração que ocorre na usina de valorização de resíduo sólido é mais eficiente que a usina verde. Ou seja, a usina em questão, tem um pré-tratamento do lixo que faz a prensagem – processo que retira do lixo toda a umidade. E um processo de digestão anaeróbico onde se retira um gás, chamado biogás.
Atualmente o Brasil se depara com um sério problema ambiental que acomete a todos os brasileiros, o lixo, este ameaça a saúde, pois atrai animais vetores de doenças, gera odores, polui o solo e a água, entopem bueiros causando enchentes que por sua vez destroem milhares de lares todos os anos.
E você já parou pra pensar em quanto de lixo você produz por dia? E qual a destinação que você está dando a ele?
Cada brasileiro produz em média quinhentos gramas de lixo por dia, e grande parte dele, não tem destinação correta. São lançados cerca de 76% a céu aberto, e o restante vai para aterros sanitários, usinas de compostagem, e uma pequena porcentagem para a reciclagem, causando grandes impactos ambientais. Estima-se que o Brasil perde R$ 4,6 bilhões por ano por não aproveitar o lixo que produz.
Para se ter uma idéia da vantagem da reciclagem, leve em consideração os seguintes dados:
• De cada cinqüenta quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada.
• Com um quilo de vidro quebrado, faz exatamente um quilo de vidro novo, e este pode ser reciclado muitas vezes.
• Cinqüenta quilos de alumínio usado e reciclado evitam que seja extraído do solo cerca de cinco mil quilos de minério, a bauxita.
• Uma tonelada de plástico reciclado economiza 130 quilos de petróleo.
Estes são apenas alguns exemplos, para que se perceba a importância da reciclagem. Agora imagine quanto destes materiais estão no aterro sanitário ocupando espaço, e que poderia ser reciclado. Quantos papéis, plásticos, vidros, latinhas você jogou fora? Quantas árvores você ajudou a preservar? Quantos rios deixou de poluir?
A consciência de cuidar do lugar onde moramos é de cada cidadão, quando estiver na rua jogue seu lixo sempre nas lixeiras, se não houver uma próximo a você guarde o lixo até encontrar alguma. Selecione seu lixo domiciliar ele pode ser reciclado. Um simples papel de bala, pacote de supermercado pode parecer insignificante, mas quando lançado ao meio ambiente causa impactos irreversíveis.
Existem soluções para tudo isso, é apenas questão de escolha e vontade individual e coletiva.
Vamos nos preocupar com nossa cidade melhorando este aspecto, cuide bem das ruas, não faça delas lixões, existem lixeiros, e estes são para serem usados. Vamos cuidar de nosso patrimônio, para que as futuras gerações possam desfrutar de um lugar limpo e agradável para viver.
Ana Paula Kuhne
Roberto Marques
Técnicos do Serviço de Emergência Ambiental da Fepam (Seamb) avaliaram relatórios apresentados pelos fabricantes e distribuidores de óleo lubrificante no Rio Grande do Sul sobre a coleta de embalagens plásticas pós-consumo do período junho de 2005 – junho de 2008.
A coleta e destinação adequada destes resíduos foram determinadas pela Portaria Sema/Fepam nº 01-2003, de 22 de abril de 2003, publicada no Diário Oficial do Estado em 13 de maio de 2003, e a Fepam acompanha seu desempenho dentro do licenciamento ambiental destas atividades. O engenheiro Vilson Trava Dutra Filho comentou os números:
– Obtivemos bons resultados ainda a reboque do Programa de Regularização Ambiental das atividades de Comércio Varejista de Combustíveis (postos de gasolina) implantado a partir de 1997, que é o setor com maior geração deste tipo de resíduo. Precisamos melhorar a coleta nas indústrias e naquelas atividades não cobertas pelo licenciamento ambiental, principalmente na prestação de serviços de manutenção e veículos.
Os oito maiores fabricantes, consorciados do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes – SINDICOM, através da empresa terceirizada MB Engenharia e Meio Ambiente Ltda, coletou 1.380 toneladas de embalagens no período. Os demais fabricantes e distribuidores aproximadamente 180 toneladas.
– Para se ter uma idéia da importância da coletapodemos traduzir isto em números de embalagens plásticas pós-consumo coletadas, considerando o peso médio das embalagens comercializadas. Segundo ele, cada quilo coletado representa 18 embalagens (média de 55,5 gramas). Neste caso chegamos a cerca de 28 milhões e oitenta mil embalagens que retornaram ao sistema produtivo através da reciclagem – explica Vilson Trava Dutra.
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo está programando para o dia 8 de outubro mutirão ambiental para recolher pilhas e baterias de carro e de uso em eletroeletrônicos. A campanha, intitulada “Recicle não descarte essa idéia”, deverá ter cinco pontos de coleta em Rio Claro. Os órgãos oficiais ainda estão definindo os detalhes da campanha. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, mais informações serão divulgadas a partir da primeira semana de setembro.
Muitas pessoas têm dúvida do que fazer com baterias de celulares, pilhas e outros itens, por não saberem se podem ser descartadas no lixo comum.
De acordo com o diretor de resíduos sólidos da Sepladema (Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente), Luiz Antônio Seraphim, as pilhas comuns podem ser jogadas junto ao lixo doméstico, porém, desde que na embalagem tenha um desenho explicando a maneira de descarte sem um X.
O mesmo vale para as baterias de uso doméstico, assim, os consumidores devem observar na embalagem qual a recomendação. Caso tenha um X, não poderá ser descartada no lixo comum e deverão ser devolvidas na loja onde foram compradas, para que sejam encaminhadas ao fabricante.
Conforme Seraphim, a legislação não é clara sobre esta questão. “O gerador tinha a obrigação de recolher e dar a destinação correta, mas na legislação não há nada específico sobre isso. A legislação fala que o gerador é o responsável, mas ainda não está bem definido de que maneira deverá ser feito”, explica.
O diretor destaca que o aterro sanitário de Rio Claro obedece projeto da Secretaria do Meio Ambiente e é aprovado pelos órgãos ambientais. As pilhas são especificadas como Resíduo Classe 2, neste caso, podem ser jogadas no aterro. O local possui uma manta de impermeabilização e compactação de argila. “Há toda uma técnica para impermeabilização que garante que nada passe e contamine o lençol freático”, salienta Seraphim.
O óleo de cozinha jogado diretamente na pia prejudica seriamente o meio ambiente. Em Santos, são realizadasvárias iniciativas para combater este despejo incorreto. Existem postos de coleta em diversas unidades da prefeitura, o que tem ajudado pessoas que, muitas vezes, têm dificuldades para descartar o produto.
O reaproveitamento do óleo vem sendo incentivado por meio de diversas ações educativas, promovidas em parceria com a sociedade civil. Só na rede municipal de ensino, 24 escolas mantêm postos de arrecadação, com recipientes de 50 litros para coletar óleo de cozinha usado. O incentivo aos alunos acontece por meio do projeto “De Olho no Óleo”, uma parceria entre a Seduc (Secretaria de Educação) e a empresa Marim – Gerenciamento de Resíduos.
Como incentivo a quem traz o óleo de casa, serão distribuídas bicicletas para as escolas municipais que aderiram ao projeto e conseguiram arrecadar 500 litros. As escolas, por sua vez, sorteiam a bicicleta entre os alunos que levaram óleo em garrafas pet. O material arrecadado nas unidades municipais é encaminhado para uma fábrica na cidade de Piracicaba, onde é transformado em biodiesel e ração animal, entre outros produtos.
UM dos exemplos de sucesso, é a escola de educação especial Maria Carmelita Proost Villaça, na Ponta da Praia. Desde setembro do ano passado, a unidade já alcançou a meta de 500 litros. Ingrid Antonia Fortunato Joaquim, de 14 anos, leva para a escola cerca de seis litros de óleo em garrafas pet por mês. Além do óleo que junta dentro de casa, recolhe o material entre a vizinhança.
O aluno, Marcus Vinicius Calixto Afanili, de 15 anos, também participa da campanha. “Se o óleo fosse jogado fora pelo ralo, prejudicaria a natureza. Aqui, com o óleo, nós também fazemos sabão”, explicou, ao citar a oficina de meio ambiente que é realizada na escola. O sabão produzido no local pelos alunos, sob orientação de uma professora, é utilizado para lavar as panelas na oficina de cozinha, realizada no local, vendido em bazares e distribuído aos alunos, como forma de incentivo aos pais a juntar óleo de cozinha.
OUTROS POSTOS
Postos de coleta também funcionam em espaços esportivos municipais. O Centro M. Nascimento Júnior (Rua João Fraccaroli s/n.°, Bom Retiro) arrecada ao mês até 120 litros, enquanto o Complexo Rebouças (Praça Eng. José Rebouças, Ponta da Praia), recolhe outros 230 mensais.
O óleo arrecadado nestes locais é entregue para a ONG Trevo, de São Paulo, em troca de produtos de limpeza, que servem para a manutenção desses equipamentos. Está previsto que, em breve, o Centro Esportivo da Zona Noroeste também comece a arrecadar óleo de cozinha, assim como o Posto 2, na praia. A coleta nas barracas de praia também é realizada pela ONG, que transforma esse material em sabão e ração para animais.
Quem conseguir juntar 30 litros de óleo usado, pode entrar em contato com a ONG Trevo pelos telefones (11) 3531-2116 e 6161-3867 ou pelo “site” www.trevo.org.br . Os responsáveis retiram o resíduo em toda a Baixada Santista. A empresa Marim (Av. Joaquim Montenegro, 531, telefone 3273-4438) também recolhe o produto.
Agências do Banco Real no Gonzaga (Av. Ana Costa, 185) e Ponta da Praia (Rua Alexandre Martins, 53) também contam com postos de arrecadação de óleo de cozinha, assim como o Núcleo Santos da Federação de Bandeirantes do Brasil, à Rua Jurubatuba, 157, na Ponta da Praia, que atende de segunda a sábado, das 15h às 17h.
DANOS
Cada litro de óleo despejado em pias ou vasos sanitários tem potencial para poluir um milhão de litros de água, o equivalente à quantidade que uma pessoa consome ao longo de 14 anos. Quando a gordura vai para a rede de esgoto, eleva o custo do sistema de tratamento dos resíduos. O óleo provoca ainda a impermeabilização do solo, contribuindo para as enchentes.
Compostos fenólicos extraídos de bagaços (casca e semente) de duas variedades de uvas produzidas no Brasil tiveram êxito em retardar a oxidação lipídica da carne de frango processada mantida sob refrigeração (4ºC), aponta pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP de Piracicaba. Os testes físicos e químicos realizados pela engenheira de alimentos Ligianne Din Shirahigue mostram que os compostos fenólicos tiveram a mesma eficiência dos antioxidantes sintéticos adotados pelas indústrias, detendo a oxidação por até 14 dias.
A oxidação lipídica é a segunda principal forma de deterioração da carne de frango resfriada ou congelada, depois da ação de microganismos. “A oxidação dos lipídios altera o sabor característico da carne, gerando um odor rançoso, indesejável, que é percebido pelo consumidor”, relata Ligianne. “Normalmente, as empresas aplicam antioxidantes sintéticos de uso comercial, porém estudos indicam que estes produtos podem ser cancerígenos”.
Os compostos antioxidantes foram obtidos da casca e da semente de duas variedades de uva, a Isabel e a Niágara (Vitis labrusca L.), originárias dos Estados Unidos e cultivadas no Brasil. “Essas uvas são utilizadas na produção de vinho e suco, gerando resíduos na forma de bagaço, o qual inclui sementes e cascas”, conta a pesquisadora. “Ao invés do resíduo ser jogado na lavoura ou apenas descartado, é possível extrair compostos fenólicos para uso como antioxidantes”.
Soluções aquosas dos compostos, em diferentes concentrações, foram aplicadas em amostras de carne de frango trituradas e acrescidas de sal. “A ação mecânica sobre a carne favorece os processos de deterioração”, conta Ligianne. Todas as amostras foram refrigeradas a uma temperatura de 4º C e armazenadas durante 14 dias. “As maiores dosagens do composto natural, associadas com embalagem à vácuo, tiveram efeito antioxidante igual ou melhor do que o BHT, um produto sintético”, acrescenta.
Flavonóides
A pesquisadora ressalta que entre os compostos fenólicos identificados na casca de uva, os mais significativos são os flavonóides, que possuem maior ação contra os processos oxidativos”. De acordo com Ligianne, estudos científicos também comprovaram a eficiência do antioxidante natural na conservação de pães e biscoitos, mas ele ainda não é adotado comercialmente.
“No caso do frango processado ainda é preciso estudar os efeitos no produto congelado, que é armazenado por até nove meses, e aprofundar a análise microbiológica para avaliar a ação antimicrobiana dos compostos fenólicos”, observa. A pesquisadora também aponta que serão necessários estudos para otimizar a extração dos antioxidantes do bagaço em escala industrial.
“A pesquisa não chegou a estimar custos, mas por se tratar de um subproduto industrial, pode-se pensar em uma redução de custos em relação ao antioxidante sintético”, avalia. “O mais importante é que o trabalho demonstrou a possibilidade de agregar valor a esse resíduo”.
O estudo com antioxidantes naturais para carne de frango resfriada foi desenvolvido por Ligianne para sua dissertação de mestrado no programa de pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq, sob orientação da professora Carmen Castillo. O trabalho foi apresentado no último dia 17 de julho. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Qualidade de Carnes da Esalq, com apoio financeiro da Fapesp.
RIO - A Superintendência de Engenharia e Manutenção implanta o programa de Coleta Seletiva Solidária no Palácio Guanabara. O órgão pretende disseminar também a utilização inteligente de água e energia elétrica e o reaproveitamento de materiais de trabalho.
A Secretaria da Casa Civil vai promover a reflexão sobre os problemas ambientais em todas as instalações do palácio, alertar os servidores sobre a importância do gerenciamento de resíduos e a redução do volume gerado, contribuir para a diminuição do impacto ambiental e ajudar setores da sociedade oferecendo fontes de trabalho e renda.
A superintendente de Engenharia e Manutenção, Isabel Cristina Andrade, disse que observou que a maioria das pessoas está acostumada a misturar diferentes tipos de lixo. O trabalho de implantação do projeto de educação ambiental tem o objetivo de eliminar desperdícios. A coleta seletiva pe feita desde março. A engenheira informou que, para impantar os procedimentos são realizadas reuniões semanais com órgãos e entidades que estão dentro do Palácio Guanabara.
O programa, elaborado a partir do decreto estadual 40.645, prevê a adequação de um espaço para o armazenamento de materiais recicláveis, que serão entregues a cooperativas de catadores. Servidores serão treinados para realizar adequadamente a seleção de resíduos sólidos, conforme as determinações da Agenda Ambiental na Administração Pública.
A empresa contratada coleta, separa, recicla e realiza trabalhos artesanais com esse material. Isso irá gerar renda para os catadores de lixo. A construção de um depósito de lixo, que deve ficar pronto até dezembro, é o próximo passo do projeto. O programa será implantado também no Palácio Laranjeiras, depósitos e Arquivo Público.
O projeto, que estará totalmente pronto até o fim do ano, inclui treinamento com palestras sobre soluções para combater o desperdício, noções de meio ambiente e problemática do lixo. Para divulgar a coleta seletiva serão distribuídos cartazes, folhetos informativos, cestos coloridos e sacolas plásticas.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, amenizou nesta sexta-feira as exigências impostas para a operação da usina nuclear Angra 3, divulgadas na última semana, ao conceder licença prévia para o projeto.
A solução definitiva para os rejeitos nucleares, cobrada pelo ministro, mas que teve forte reação da indústria nuclear, não precisa ser tão definitiva assim, explicou Minc.
“O início da solução definitiva tem que vir antes da licença de operação, em quatro anos. A solução definitiva ainda não foi encontrada”, explicou Minc.
Ele explicou que atualmente o resíduo atômico das duas usinas em operação, localizadas no mesmo local onde será construída Angra 3, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, está guardado em uma piscina embaixo do reator nuclear, a 100 m da praia.
“Os rejeitos não podem ficar a 100 m da praia num lugar que se chama Itaorna, que quer dizer “pedra podre”, e ainda em cima de uma falha geológica”, disse o ministro que sempre foi contrário à energia nuclear, mas concedeu a licença prévia com 60 exigências.
Na avaliação de Minc, que lançou nesta sexta-feira um mapeamento da bacia de Santos do ponto de vista ecológico, mostrando quais lugares não seriam recomendáveis para instalação de unidades das empresas petrolíferas.
Se o projeto nuclear fosse iniciado hoje, o local onde estão localizadas as usinas Angra 1 e 2 não teria sido aprovado.
“Não só as usinas, mas vários terminais para receber combustíveis não teriam sido aprovados”, afirmou. “Mas ecologista não chora o óleo derramado, cuida para que daqui para frente melhore”, completou.
Ele voltou a lembrar que ao aceitar o ministério se comprometeu a agilizar as licenças, porém aumentar as exigências, e é isso que continuará praticando, principalmente nos grandes projetos.
Santo Antônio
A usina hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, por exemplo, cuja licença ambiental será concedida nos próximos três dias, também terá que adotar um parque ecológico e cuidar do saneamento de Porto Velho e Jaci Paraná, cidades próximas ao empreendimento.
“Vão ter que adotar o Parque Nacional de Mapinguari, no sul do Amazonas, que o presidente Lula criou a meu pedido no dia 5 de junho, com 1,5 milhão de hectares, umas 500 Florestas da Tijuca”, afirmou Minc que era secretário do Ambiente do Estado do Rio Janeiro, onde fica localizada a Floresta da Tijuca, antes de assumir o ministério.
Ele afirmou que a adoção de parques será exigida daqui para frente a todos os grandes empreendimentos que impactem o meio ambiente.
Minc informou ainda que em breve o governo vai editar um decreto de compensação energética para que cada 100 megawatts gerados de energia a partir de matriz energética fóssil tenha uma compensação de 5 a 7% de energia renovável.
“Não podemos reagir à alta do petróleo apenas com subsídio, por isso precisamos de uma descarbonização”, justificou.