Archive for the ‘Saúde’ Category

Mar
07
Filed Under (Saúde) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

A Secretaria da Saúde irá realizar o Seminário Estadual para Aprimoramento das Ações de Vigilância Ambiental, nos próximos dias 10 e 11 de Março, a partir das 08 h, no auditório da Secretaria de Administração. O objetivo é consolidar parcerias, discutir as ações da vigilância em saúde ambiental e o aperfeiçoamento nos processos de trabalho. O público do evento são os gerentes das 17 Regionais de Saúde do Estado e os inspetores de endemias.

Será discutida a situação dos programas de vigilância ambiental de combate e controle de doenças como Dengue, Febre Amarela, Leishmaniose, Raiva entre outras de origem biológica além dos fatores de risco não biológicos, como qualidade do ar e da água para o consumo humano.

A vigilância em saúde ambiental tem a determinação de controlar fatores do ambiente que possam interferir na saúde humana e elevar os custos e dificuldades na prevenção e tratamento de doenças previsíveis.



Nov
10
Filed Under (Saúde) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Dá vontade de trancar as narinas, ou ao menos os vidros do carro, na tentativa de respirar um pouco menos de poluição. Nenhuma das duas táticas foram capazes de amenizar o estresse sobre rodas do empresário Ricardo Ortoni, 28 anos.

Para se livrar das crises de rinite e sinusite que o perseguiam a cada congestionamento, decidiu viver no Interior. “Estou há dois meses em Ribeirão Preto, a 310 km da Capital e os sintomas praticamente desapareceram.”

O efeito terapêutico dos ares mais puros não é mera constatação de um paulistano aborrecido. No banco de dados do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) há diversos estudos que comprovam o impacto dos poluente sobre as vias respiratórias. “Os mecanismos de defesa do epitélio respiratório são afetados pelos agentes químicos, deixando a região mais suscetível a inflamações e infecções. Mais de 90% dessa poluição é gerada pelo trânsito”, detalha um dos pesquisadores da instituição, o médico epidemiologista do Luiz Alberto Amador Pereira.

No caso do monóxido de carbono, por exemplo, a Cetesb estima que 95% do volume circulante venha dos escapamentos dos veículos. “A obrigatoriedade do uso de catalisadores nos anos 90 foi uma ação importante para reduzir a poluição, mas creio que o aumento descontrolado da frota já exerça um efeito compensatório. Ainda que os veículos mais novos poluam menos, eles circulam em número infinitamente maior. Isso congestiona o trânsito, levando o motorista a tempos muito mais prolongados de exposição aos poluentes”, diz Pereira.

Nos últimos nove meses o tráfego ficou ainda mais lento na Capital. Segundo a pesquisa Ibope/Movimento Nossa São Paulo, o tempo médio que o paulistano gastava para se deslocar entre a residência e o trabalho passou de uma hora e quarenta minutos em janeiro para duas horas em setembro. “Lembro-me de ocasiões em que levei quase três horas para ir do Brooklin ao Morumbi, ambos bairros da zona sul da cidade.

Dentro do bairro onde eu morava chegava a ficar 30 minutos para andar apenas um quilômetro. Notei claramente que estava perdendo muito tempo da minha vida dentro do carro, já não tinha vontade de ir a lugar algum na Capital por causa do trânsito”, lembra Ortoni.

A liberdade de ir e vir em poucos minutos e a manutenção da saúde custam ao empresário 313 km de distância da família e da namorada. “Assim que comecei a namorar logo avisei que não suportava o trânsito de São Paulo e que por isso me mudaria. Agora, sempre que vou à Capital, a namorada vem me buscar e saímos no próprio bairro. Eu reclamava demais da Cidade, nem eu me agüentava! Além da rinite alérgica, sentia fadiga muscular nas pernas, dor nas costas, dor de cabeça e tinha um péssimo humor”, admite.

O designer Cristiano Matsuda das Neves, 30 anos, também estuda alternativas para escapar dos congestionamentos. Há dois meses ele vive uma espécie de abstinência automotiva na esperança de amenizar as dores provocadas por uma hérnia de disco. “Na última vez em que estava ao volante precisei parar em um posto por causa da dor, passei a direção para minha mulher”, lembra. Na ocasião, ele voltava de Interlagos, na zona sul, onde moram seus pais, para sua casa na Freguesia do Ó, zona norte da cidade. “Já levei até duas horas para fazer esse percurso.”

É a mulher de Neves que o transporta diariamente até o Terminal da Barra Funda, na zona oeste, onde ele toma o metrô rumo ao trabalho. “Decidi parar de dirigir para ver se as dores melhoravam. Quando me deslocava de carro, chegava todo dolorido no trabalho. Além da hérnia, sinto muitas dores no ombro por causa da tensão que o trânsito provoca. Tentava de tudo para aliviar esse incômodo: me espreguiçava enquanto os carros estavam parados, jogava o ombro para trás para tentar relaxar … Agora, vejo que a solução é deixar o carro de lado.”

O desconforto experimentado pelos motoristas tem respaldo científico. “Quando estamos sentados, a carga que incide sobre a coluna é quatro vezes maior do que quando estamos em pé ou deitados”, explica o ortopedista Rubens Rodrigues, médico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo (IOT-SP). “O ideal é passar de quatro a cinco minutos em pé para cada hora sentada, mas é claro que isso se torna inviável no trânsito. Uma alternativa é fazer pequenos alongamentos dentro do próprio carro”, indica.

Entre os exercícios sugeridos pelo médico está a rotação de pescoço. “Isso melhora a tensão na região cervical. Indico ainda os movimentos isométricos: basta pôr a mão sobre a testa e forçar a cabeça para frente, sem permitir que ela penda. Flexionar a planta do pé para acionar a panturrilha e mexer os pés são outras boas dicas. Para aliviar dores na lombar pouco há para se fazer. Ao ver as pessoas em pé no ônibus saiba que elas estão melhor acomodadas do que o motorista ao volante”, diz Rodrigues.

Locomover-se por meio de transporte particular nem sempre é uma opção pelo conforto. Há quem não tenha outra alternativa para cumprir sua agenda diária, como é o caso da agente de viagens Helena Romano, 59 anos. “Moro no Itaim e trabalho na Vila Mariana. Perto de casa não há metrô e ao longo do dia preciso sair para visitar os clientes. Não há como trabalhar sem carro”, diz ela.

Helena conta que chegou a levar uma hora e meia no trajeto entre o Parque do Ibirapuera, na zona sul, e a Vila Madalena, na zona oeste. “Naquele dia, antes de pegar o congestionamento, havia passado por uma fisioterapia. Disse ao médico que saí ótima da clínica e quando estacionei o carro, depois de tanto tempo em trânsito, já estava toda dolorida.”

O tratamento de Helena também inclui sessões de acupuntura. “A perna esquerda, que é a da embreagem, dói muito. Houve dias em que eu nem conseguia colocar o pé no chão, acho que essas dores são agravadas pela tensão que sofremos ao dirigir. A situação se tornou caótica na Cidade, não sei se por inabilidade dos motoristas ou por pura falta de respeito. É fila dupla, xingamentos, buzinas … Tudo isso gera uma tensão muito grande.”

Na opinião do angiologista Nelson Hossne, cirurgião cardiovascular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), momentos de estresse, como aqueles vivenciados durante os engarrafamentos, podem levar até a enfartes. Segundo ele, passar muitas horas sentado em uma mesma posição também predispõe a um perigoso acúmulo de sangue nas veias das pernas.

“O sangue acumulado pode levar à trombose venosa profunda em pessoas com predisposição para a doença, sobretudo no caso de mulheres que usam anticoncepcional ou fumam. Quanto maior for o tempo sem movimentar-se, maior será o risco de trombose. Esses trombos de sangue podem se deslocar até o pulmão, desencadeando embolia pulmonar e até morte”, explica Hossne.

A interferência dos poluentes expelidos pelo trânsito sobre o sistema cardiovascular dos paulistanos também é tema de estudo do Laboratório de Poluição da USP. “Com base em dados fornecidos pelo Instituto do Coração verificamos que a procura por prontos-socorros e as internações relacionadas às doenças isquêmicas, como o enfarte, aumentam em até 8% nos dias mais poluídos, principalmente entre as mulheres e os adultos jovens, de 20 a 45 anos”, explica o médico Pereira, um dos principais pesquisadores do grupo.

Ainda que a repercussão imediata da poluição sobre a saúde seja a forma mais perceptível de seu ataque ao corpo humano, o que mais preocupa os médicos é a destruição silenciosa e contínua que ela opera ao longo dos anos. “A poluição interfere diretamente na mortalidade dos habitantes das metrópoles. Estima-se que ela nos roube de 1 a 2 anos de vida”, conclui Pereira.

Boxe 1: DICAS
1. Antes de tirar o carro da garagem, aja como se fosse executar uma intensa atividade física: afinal, é exatamente isso que ela representa. Sendo assim, alongue braços e as panturrilhas.

2. Pratique uma outra atividade física regularmente para aliviar as tensões e procure um ortopedista se as dores após dirigir forem constantes ou fortes demais.

Boxe 2:
ORTOPEDIA
De acordo com o IOT-SP, a longa permanência no trânsito pode agravar diversas dores nas articulações. Por demandar grande esforço, a direção traz danos às regiões lombar e cervical da coluna. Já os movimentos repetitivos para mudar as marchas estimulam a tendinite nos punhos. Nos membros inferiores, pode haver desgaste nas articulações dos tornozelos por frear e acelerar repetidamente.

CIRCULAÇÃO
As pequenas partículas químicas liberadas durante a queima de combustíveis fósseis, quando inaladas, aumentam o nível de coagulantes do sangue e reduzem sua taxa de anticoagulantes, estimulando a formação de coágulos. São esses coágulos que provocam as doenças isquêmicas, tais como enfarte o acidente vascular cerebral (AVC). Arritmias também são comuns nessas condições.

GESTAÇÃO
A linha mais recente de pesquisa do Laboratório de Poluição da USP relaciona o impacto dos poluentes sobre a gestação. De acordo com a tese de doutorado do médico Luiz Alberto Amador Pereira, “a cada 100 mg por metro cúbico de poluição observa-se um aumento entre 12% e 13% nos índices de mortalidade intra-uterina”. O bebê também pode apresentar baixo peso ao nascer ou prematuridade.



Oct
15
Filed Under (Poluição Atmosférica, Saúde) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

A poluição já mata mais do que a Aids e o trânsito juntos na cidade de São Paulo. Paulo Saldiva, médico do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, afirma que uma única medida, a redução da liberação de enxofre pelo óleo diesel usado pelos veículos, pode evitar 150 mortes por ano - pouco menos que o número total de vítimas de Aids na cidade de São Paulo, que chegaram a 232 em 2007, por exemplo.

Segundo estudos do laboratório, as doenças provocadas pela poluição, que vão de problemas respiratórios a enfartos, causam cerca de 9 mortes por dia na capital paulista. Por ano, são cerca de 3,5 mil óbitos. Na capital, o trânsito causou em todo o ano de 2007, 1.352 mortes de acordo com dados da secretaria municipal de Saúde. Somados, no ano passado, a Aids e o trânsito mataram 1.624 pessoas na cidade.

Segundo estimativa do laboratório, a região metropolitana de São Paulo gasta por ano US$ 1,5 bilhão para tratar as doenças causadas pela poluição do ar. De acordo com o professor, os gastos levam em conta custos de internação e tratamento por doenças causadas ou agravadas pela poluição e também a redução de cerca de um ano e meio da expectativa de vida da população economicamente ativa.

- Os gastos com saúde por causa da poluição são enormes e temos de nos mobilizar para resolver a questão - afirmou Saldiva, em relação aos estudos feitos no Laboratório.

A poluição que mais preocupa na capital paulista é a produzida pela frota de mais de 6 milhões de veículos. O Parque do Ibirapuera, por exemplo, um dos poucos lugares destinados ao lazer, é campeão na concentração de ozônio, que faz mal à saúde e ocorre em dias de sol e pouco vento. O ozônio é responsável por problemas respiratórios e ainda por degradar tecidos e danificar plantas. Como outros poluentes, ele se forma a partir de gases liberados pelo escapamento dos carros.

Os veículos a diesel, que representam apenas 10% da frota nacional, são responsáveis por 62% das emissões de material particulado. Boa parte de toda essa sujeira circula pela cidade, já que caminhões pesados de todo o país cruzam São Paulo pelas Marginais Pinheiros e Tietê para chegar ao Porto de Santos ou alcançar rodovias. A cidade ainda não dispõe do Rodoanel completo - anel viário que interligará as estradas e evitará que veículos de carga transitem dentro da cidade. Para se ter uma idéia, os veículos a diesel, por estarem sempre em circulação, consomem 50% do total de combustíveis vendidos no país.

Segundo Saldiva, o material particulado é um dos mais prejudiciais para a saúde, já que acaba depositado nos alvéolos, a parte do pulmão responsável pelas trocas gasosas, provocando inflamações e outros distúrbios.

Briga por diesel mais limpo

A partir de 2009, no entanto, a expectativa é que o diesel vendido no Brasil seja mais limpo, com a adoção do diesel S-50 (com 50 partículas de enxofre por milhão). Ele será obrigatório porque entra em vigor a Resolução 315/2002 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), a partir de 1º de janeiro. Até 2012, a meta no Ministério do Meio Ambiente é passar para o diesel S-10 (com 10 partículas por milhão de enxofre por milhão). Atualmente, o diesel vendido no Brasil pode emitir 500 partes de enxofre por milhão nas regiões metropolitanas e 2.000 partes de enxofre por milhão no interior - exatamente por conta da necessidade de se redução das emissões nos grandes centros urbanos.

Saldiva calcula que a mudança, na estimativa mais conservadora, servirá para reduzir 5% da emissão total de poluentes na região metropolitana, já que o enxofre reage com gases dando origem a outras substâncias tóxicas para o organismo. Daí a redução de 150 mortes por conta dos males causados pela poluição.

- É uma conta grosseira, porque ainda não temos idéia de como será a adoção do sistema. Se apenas os veículos novos serão obrigados a usar o combustível ou se todos eles - afirma Saldiva.

Quanto mais abrangente a medida, maior pode ser a redução da poluição. O consultor Gabriel Branco, especialista em meio ambiente, afirma que a lei poderá incentivar o uso de catalisadores nos veículos pesados, o que não ocorre hoje por conta da qualidade do diesel, que estraga o equipamento.

- Eles não usam o equipamento porque a qualidade do diesel acaba com a vida útil da peça - explica Branco.

Os dois participaram nesta segunda-feira de um seminário sobre poluição atmosférica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O resumo de todos os trabalhos apresentados durante o seminário serão enviados ao Ministério Público para que cobre a entrada em vigor da resolução 312/2002 do Conama, que encontra resistência das indústrias automotivas, da Petrobras e das transportadoras.

A Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Petrobras e os sindicatos das transportadoras tentam adiar a adoção do diesel mais limpo. Em setembro, no entanto, o Ministério do Meio Ambiente mostrou, em reunião do Conama, que não pretende ceder. Tanto que veio com a proposta que antecipa para 2012 a utilização do óleo diesel com 10 partes por milhão (ppm), sem abrir mão da resolução que determina a adoção do diesel S-50 em janeiro em todo o país. Mas o lobby das indústrias pelo adiamento ainda continua.

Porém, independentemente da disputa em nível nacional, na capital paulista, uma resolução municipal determina que a adoção do diesel S-50 ocorra impreterivelmente em 1º de janeiro.

- Para evitar qualquer tipo de manobra, no sentido de dizer que não sabia da medida, enviamos uma carta oficial para Anfavea, para os sindicatos e para a Petrobras informando da determinação da adoção do diesel mais limpo para todos os veículos - disse o secretário, apresentando as cópias das cartas e das respostas das empresas. Os documentos também seriam encaminhados ao Ministério Público.



Oct
11
Filed Under (Saúde) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Os níveis da poluição atmosférica são responsáveis por alterações pulmonares nos feto, conclui um estudo suíço apresentado esta semama em Berlim, citado pela agência Efe.

Os cientistas pensavam que a poluição só podia prejudicar os pulmões infantis em idade escolar, mas agora veio a comprovar-se alterações pulmonares quando a mãe respira elevadas concentrações de partículas em suspensão.

Também um cientista da Universidade de Berna, na Suíça, investigou a relação entre a poluição atmosférica e os problemas pulmonares no caso de 241 recém-nascidos.

Philipp Latzin chegou à conclusão de que os filhos daquelas mães que tinham respirado ar com elevadas concentrações de partículas em suspensão mostravam alterações respiratórias. Os filhos de mulheres que vivem junto a estradas com muito tráfego respirariam mais rapidamente - 48 vezes por minuto. Este estudo conclui assim que os bebés cujas mães respiraram ar muito poluido no último trimestre da gravidez sofriam mais infecções nas vias respiratórias do que os outros.



Aug
14
Filed Under (Saúde) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Washington, 13 ago (EFE) - A poluição do ar não provoca apenas problemas respiratórios, mas também ataca o sistema circulatório e o coração, revela um estudo divulgado hoje pela revista “Journal of the American College of Cardiology”. Segundo a publicação, os atletas que participam dos Jogos Olímpicos de Pequim não só deveriam estar preocupados com os efeitos tóxicos do ar em seus pulmões, mas também no coração e no sistema circulatório. A poluição causa problemas de curto e longo prazo, prejudica o coração e os vasos capilares, aumenta as hospitalizações por problemas cardíacos e pode até causar a morte, afirma o estudo realizado por estudantes da Escola Keck de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia. “Pensávamos que a poluição do ar era um problema que só prejudicava os pulmões. Agora, sabemos que também é ruim para o coração”, afirmou Robert Kloner, diretor de pesquisas do Instituto de Cardiologia do Hospital do Bom Samaritano.

O estudo relata que, ao serem inalados, os poluentes provocam uma reação na qual as moléculas superoxidantes prejudicam as células, causam inflamação pulmonar assim como uma cadeia de efeitos nocivos no coração e as artérias e vasos capilares.

O trabalho destaca que esses poluentes, principalmente os provenientes do escape de veículos a motor, entram na corrente sangüínea e lesam diretamente o coração e o sistema circulatório.

Isso se reflete imediatamente em uma redução do fluxo coronário, assim como na função do coração com uma tendência consecutiva às arritmias.

“Não tem que haver uma catástrofe ambiental para que a poluição do ar cause lesões. Trata-se de pequenos aumentos. A poluição pode ser perigosa a níveis que estão dentro das normas aceitas de qualidade do ar”, destacou Boris Simkhovich, do Instituto de Cardiologia.

Os autores do estudo também afirmam que, em zonas de alta densidade demográfica e poluição aérea, é maior a incidência de hospitalizações por problemas cardíacos, dores torácicas e até morte por arritmias e outros problemas do coração.

As pessoas de idade avançada, os doentes do coração e os diabéticos são especialmente vulneráveis aos efeitos cardiovasculares da poluição. EFE ojl/db