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O relatório “Planeta vivo 2008″, divulgado nesta terça-feira pelo WWF, nosso consumo dos recursos naturais já excede em 30% a capacidade de o planeta se regenerar, revela Carlos Albuquerque em matéria publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Globo. Se mantivermos o ritmo atual, somado ao crescimento populacional, em torno de 2030 precisaríamos de mais dois planetas para nos mantermos.

- Essa é a chamada pegada ecológica, o registro da pressão humana sobre o planeta e seus recursos naturais- explica Irineu Tamaio, coordenador do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF-Brasil. - O relatório mostra que o consumo desses recursos está num ritmo tão acelerado que, se for mantido, em breve precisaremos de dois planetas para atender a essa demanda. O cálculo foi feito em torno da capacidade de o planeta recuperar esse recursos e também o potencial de absorção dos resíduos que deixamos, que vão do lixo à emissão de CO2 na atmosfera.

A sétima edição do estudo faz uma analogia entre a crise econômica mundial e os problemas ambientais, dividindo os países entre credores e devedores ecológicos, baseado na relação entre o seu consumo e seus recursos naturias. O Brasil aparece como um credor ecológico.

- O estudo revela que somos um país credor, já que temos riquezas naturais muito grandes, que superam nossa pressão sobre o ambiente. Só que estamos enfrentando um processo de devastação igualmente grande - revela Tamaio. - Os Estados Unidos, que são considerados devedores, também têm extensos recursos naturais, mas seu consumo já excede suas riquezas.

Como alerta Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil, assim como a bolha financeira mundial gerou a crise atual, “o consumo desenfreado dos recursos naturais pode gerar uma nova crise”.

- A diferença é que, numa crise econômica, podemos recuperar os valores. Mas numa crise ecológica, como a que está sendo desenhada, não poderemos recuperar espécies extintas, por exemplo - afirma Carlos Alberto de Mattos Scaramuza, superintendente de Conservação de Programas Temáticos do WWF-Brasil.



Oct
31
Filed Under (Vídeo) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

As manchas de óleo que atingiram os mares e praias do sul do Estado estão se tornando menores, de acordo com informações dadas ontem pela assessoria do Instituto do Meio Ambiente (IMA). O problema, causado por um produto conhecido como borra de piche, liberado por navio em alto-mar e carregado pela correnteza, afetou a Praia de Guaibim, em Valença (a 262 km de Salvador), e tomou proporções maiores anteontem, quando atingiu praias em Ilhéus e Itacaré.

Em Ilhéus, a situação já está sob controle, mas em Itacaré o óleo ainda está presente, prejudicando o meio ambiente. O produto está sendo removido pela Petrobras, cuja assessoria adverte que nada tem a ver com o incidente. A Petrobras foi acionada por ter equipamentos adequados para remover a mancha dos locais atingidos.

A diretora do IMA, Beth Wagner, observa que a borra recolhida das praias foi acondicionada em tonéis e encaminhada para análise no centro de pesquisa da Petrobras no Rio de Janeiro, onde será investigado o tipo de material, o que pode ajudar na descoberta da sua origem. Ela salienta, porém, que não será possível identificar o navio e qual a bandeira a que pertence, porque o derramamento ocorre em alto-mar e as correntes marinhas levam o óleo para várias áreas.

Em Ilhéus, as manchas não são mais visíveis na costa. O gerente de fiscalização ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Júlio Gomes, destaca que, assim que houve conhecimento do fato, eles tomaram providências para a retirada do material. A operação ocorreu em parceria com a Secretaria de Serviços Urbanos do município. “Promovemos a limpeza das praias e vamos monitorar até segunda-feira toda a área. O material recolhido está armazenado no parque de operações da prefeitura para análise pelos órgãos ambientais”, comenta Júlio.

A ação em Ilhéus, informa Beth Wagner, aconteceu em parceria com o Ibama, prefeitura e técnicos da unidade  local do IMA , quando foram recolhidos 2 m³ de óleo. A denúncia do produto em Ilhéus foi feita pela Associação Pró-Vida Silvestre, uma ONG ambiental, na sede do Ibama e comunicada à Linha Verde do Ibama-DF e à Petrobras.

O diretor da ONG, Paulo Paiva, destaca que é necessário que o acidente seja devidamente investigado. “O óleo foi completamente removido, mas isto não é suficiente. Sua origem ainda não foi apurada. No momento em que o governo pretende implantar um Complexo Portuário e a Petrobras deseja instalar plataformas de exploração neste litoral, conhecer todos os fatores relacionados a tal acidente poderá nos ajudar a prevenir desastres ecológicos no futuro. Não existe nenhum vestígio do óleo na praia da Avenida Soares Lopes, mas essa situação nunca antes ocorrida causa preocupação e reflexão”.



Sep
25
Filed Under (Vídeo) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Consumidores de Fortaleza, no estado do Ceará, estão gastando menos na hora de pagar a conta de energia elétrica. A economia inesperada se dá por conta de um programa da Coelce (Companhia Energética do Ceará), que oferece descontos na conta de luz em troca de materiais recicláveis.

O programa, em vigor há um ano e meio, conforme informações da assessoria de imprensa da empresa, foi batizado de Ecoelce e, até o dia 1º de setembro deste ano, já havia arrecadado 3,17 milhões de resíduos para reciclagem e beneficiado mais de 67 mil clientes, com aproximadamente R$ 445 mil em descontos.

Como funciona

Para aderir a iniciativa e trocar lixo por bônus na conta de energia, o titular da fatura deve ser cadastrar nos pontos de coleta do programa, onde receberá o cartão Ecoelce. O cartão corresponde à unidade consumidora para a qual o cliente deseja creditar o desconto.

Toda vez que o consumidor leva resíduos a um ponto de troca, o cartão é passado numa máquina e o valor creditado na conta de energia, de acordo com a categoria do resíduo coletado. A próxima fatura já virá com o bônus correspondente e, caso este seja maior que o total da conta, o excedente será creditado automaticamente na fatura seguinte.

Resíduos

Entre os materiais aceitos pelo programa, estão: papel (exceção para papel carbono ou plastificado), ferro, vidros (menos materiais quebrados, espelhos e cristais) e plásticos.

Os valores pagos por resíduos variam de R$ 4,20 o quilo de bronze ou latão a R$ 0,01 a unidade de long neck, litro preto e garrafão de vidro. Materiais como papel e plásticos apresentam valores entre R$ 0,04 (quilo do jornal) a R$ 0,35 (quilo do PVC).



Sep
25
Filed Under (Vídeo) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

As tentativas mundiais de frear o aquecimento global estão surtindo efeito na geração de empregos. A constatação foi apresentada hoje (24) no relatório Empregos Verdes: Trabalho Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

De acordo com o estudo, os chamados “empregos verdes” - aqueles relacionados às novas tecnologias ambientais - estão em praticamente todas as áreas que têm se adaptado às reduções da emissão de CO2, como a construção civil, de energias renováveis, na agricultura, na indústria e nos serviços.

Além dos empregos que já vêm sendo gerados, o relatório ressalta que dezenas de milhões de outros postos de trabalho podem surgir com o investimento em tecnologia ambiental.

Na área de energias renováveis, por exemplo, atualmente existem 2,3 milhões de empregos, mas a OIT espera que sejam 20 milhões até 2030. Na agricultura, 12 milhões de novos postos de trabalho podem surgir da produção de biomassa, e espera-se que o mercado global de serviços e produtos ecologicamente corretos suba dos atuais US$ 1,37 bilhão para US$ 2,74 bilhões até 2020.

No Brasil, a área mais promissora é a de reciclagem. Cerca de 500 mil trabalhadores já estão empregados no país reciclando ou reaproveitando materiais.

O relatório demonstra, no entanto, que não há garantias de que esses empregos surjam em “transações justas” e faz um apelo para que aja “diálogo social entre governos e empresários para se criar trabalho decente, que diminua a pobreza e promova o desenvolvimento econômico e social”.



Sep
03
Filed Under (Vídeo) by Meio Ambiente Hoje on 25-04-2007

Geração de bioeletricidade, venda de créditos de carbono, alimentação animal e insumo para adubação orgânica. Esses são os atuais usos de um subproduto da indústria de açúcar e álcool que, até o início da década de 90, era considerado um problema e muitas vezes dado de graça pelas usinas: o bagaço de cana.

Hoje, cada vez menos vendido ou cedido a terceiros pela agroindústria canavieira, o bagaço virou o insumo principal para garantir a auto-suficiência energética das usinas.

Nesta safra, não fosse a utilização do bagaço principalmente para geração de energia, pelo menos 140 milhões de toneladas do resíduo - de uma safra prevista pela CONAB em 570 milhões de toneladas - estariam abarrotando os pátios das usinas, já que, de cada tonelada de cana sobram 250 quilos de bagaço, conforme o especialista em bioeletricidade Onório Kitayama, da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que representa 117 usinas produtoras de açúcar, álcool e bioenergia.

Álcool Celulósico

E o futuro guarda um uso ainda mais nobre para o antes resíduo e agora “co-produto”: a produção do álcool de segunda geração, feito a partir da hidrólise do bagaço. “O mundo inteiro está pesquisando isso”, diz o engenheiro agronômo especialista em usinas de álcool Rodrigo de Campos. No Brasil, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) e a Dedini trabalham com tais pesquisas. O que vai definir, porém, no futuro, se o bagaço será destinado à queima para gerar bioeletricidade ou à produção de etanol celulósico será o mercado. “A tendência será privilegiar o mais lucrativo”, diz Campos.

Pellets

Ainda na questão energética, o bagaço tem sido pesquisado também para ser transformado em pellets, exportados para a Europa para geração de energia. “O bagaço é prensado em bloquinhos, mais fáceis de serem transportados”, explica Campos. “Atualmente algumas usinas vendem o bagaço solto para a indústria de suco de laranja, por exemplo. Com pellets, poderiam lucrar mais, pois o bagaço fica concentrado e com maior capacidade de geração de energia.”

Não só o bagaço está na mira da pesquisa para produção do álcool celulósico, mas também a palha, deixada no campo em grandes quantidades após a colheita de cana. Assim, parte da palha continuaria na lavoura, protegendo o solo, preservando a umidade e virando adubo orgânico. Parte seria transformada em álcool ou até poderia ser queimada nas caldeiras, num cenário em que o bagaço fosse destinado à produção de álcool.

Segundo Kitayama, da Unica, caso a palha seja destinada cada vez mais à geração de bioenergia, juntamente com o bagaço, entre 2020 e 2021 o potencial energético do setor passaria para 28.760 megawatts/hora, “o equivalente a duas Itaipus”, compara Kitayama, que finaliza: “A cana não deveria mais ser chamada ‘de açúcar’, pois ela produz álcool e energia. Deveria ser rebatizada de cana bioenergética.” (Da Folha Online)



Jul
26
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PORTO VELHO - O Estado de Rondônia, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE tem um menor índice de queimadas em relação ao Amazonas, Estado que lidera o ranking.

Neste ano, foram registrados 331 focos de queimadas, entre eles 50 no Amazonas, 48 em Rondônia, 24 no Acre e um no Amapá.

Segundo o INPE, as ações de combate ao desmatamento são as causas para a queda no número de queimadas em Rondônia. Os focos de calor são monitorados todos os dias por 13 satélites.

O Ibama firma convênios com as prefeituras para controlar as queimadas em Rondônia.  Segundo o coordenador do Prevfogo,departamento do Ibama especializado em combate ao fogo, Luiz César Guimarães, já foram criadas barreiras de combate a incêndio em quatro municípios. Portal Amazônia.